IA no Design: Ferramenta Real ou Armadilha Criativa?
Convidados
William D.
Head de Arquitetura de Experiência Digital @ Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE
Ruan Nunes
UX Designer @ VMBEARS
Explore o episódio
A inteligência artificial está transformando o design — mas será que está de vez ou apenas criando uma nova ilusão de produtividade? Essa é a tensão que move este episódio do PPT não Compila. Se você trabalha com tecnologia e já se pegou questionando onde termina a ferramenta e começa a armadilha criativa, este papo foi feito para você. IA no design não é mais uma tendência futura: é uma realidade que está redesenhando processos, perfis profissionais e a própria relação entre quem projeta a experiência e quem a constrói. Neste episódio, Wellington Cruz recebe William de Almeida, Head de Arquitetura de Experiência Digital na CCEE, e Ruan Nunes, UX Designer na VMBEARS, para uma conversa que vai muito além do óbvio. Os três exploram como ferramentas como Claude, Figma, Cloud Design e o ecossistema MCP estão mudando o fluxo de trabalho de designers na prática — da fase de discovery e service blueprint até a prototipação funcional com IA. William, que estuda inteligência artificial aplicada ao design desde 2014 e acaba de lançar o livro Ego Design, traz uma visão técnica e estratégica sobre como designers precisam pensar além da tela e dialogar com arquitetura, APIs e requisitos de negócio. Já Ruan compartilha casos reais de como usou IA do ponto zero de um projeto até a entrega do protótipo, reduzindo um processo de seis meses para dois. E tem mais: a discussão honesta sobre os limites da IA no processo criativo, por que ela não consegue mensurar emoção humana, e como o prompt mal feito é o novo usuário que pede o aplicativo do Uber sem dar contexto nenhum. William de Almeida tem uma trajetória única que mistura design, neurociência, arquitetura de soluções e inteligência artificial — um profissional que os desenvolvedores adoram e que questiona, antes de qualquer coisa, se aquela tela precisa de fato existir. Ruan Nunes traz o olhar de quem está na linha de frente do design de produto, com a sensibilidade de quem entende que o primeiro cliente do designer é o desenvolvedor. Juntos, eles entregam um episódio raro: técnico sem ser hermético, criativo sem ser vago. Se você chegou até aqui, já sabe o que fazer — se inscreva no canal, deixa o seu like, compartilha esse episódio com quem precisa ouvir isso, e confira na descrição o link para o livro Ego Design e os perfis dos convidados no LinkedIn. No Spotify, arrasta a tela pra cima e deixa as cinco estrelas que esse papo merece.
- Teaser: O que a IA ainda não consegue fazer pelo Design
- Apresentações e o Episódio que Vai Além do Código
- Como a IA Transformou o Processo Criativo no Design
- IA Gera Arte ou Só Copia? A Visão de Quem Foi Ilustrador
- O Experimento Falho: Quando a IA Não Entende Emoção Humana
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- Como Designers Usam IA no Dia a Dia: Do Discovery ao Protótipo
- Ego Design: Quando o Designer Para de Brigar com o Dev e Começa a Colaborar
- Figma, Claude Design e a Evolução das Ferramentas com IA Embarcada
- MCP, Markdown e o Fim do Vai-e-Vem Entre Designer e Frontend
- Designer e Dev: Como a IA Está Fechando o Abismo Entre as Áreas
- Cases Reais: IA do Zero ao Protótipo em Dois Meses (e Não Seis)
- UX Vai Além da Tela: Jornada, APIs e o Cenário que Ninguém Mapeou
- O Futuro do Designer na Era da IA: Extinção ou Transformação?
- Encerramento, Livro Ego Design e Recado Final
Quando a gente fala de questões onde devem se gerar algum tipo de emoção ou sensação para uma pessoa, a I ela ainda não tem condições de mensurar isso aí.
Delega para Iá as decisões que eu mesmo preciso tomar, né? não usa iá como uma ferramenta, mas como um subordinado que pensa sozinho e acaba tendo essa richa, né, do tipo, ah, eu montei uma tela e tem que ser assim, que é o melhor pro usuário, mas poxa, nem sempre o que é melhor pro usuário é tecnicamente viável pro desenvolvedor construir a própria e a e o e a evolução do JavaScript como um todo, né, pr pra frontend, que facilitou muito o desenvolvimento web nos últimos anos aí, né? Muito bem, muito bem, meus amigos do PPT não compilha, estamos aqui para mais um episódio e hoje vocês vão aprender junto comigo aqui, porque eh é um episódio que vai além das fronteiras do PPT no Compila. Claro que nossa amiga inteligência artificial não poderia de faltar nesse nesse nosso episódio, né?
Mas hoje a gente vai falar sobre um aspecto muito interessante que tá na na vida de vocês trabalham com tecnologia.
Eh, eh, como eu também que estou dentro desse segmento há muito tempo, que é o design, né? Então, a gente tem uma série de de correl, existe essa palavra correlaridade, correlações, correlações. Muito obrigado, essas correlações entre a área de de tecnologia e a área de design, elas são muito eh parceiras nesse sentido. E a gente tá aqui hoje para entender o impacto que tem, que a inteligência artificial está tendo nesse setor e como que isso tá sendo digerido pelos profissionais, né? Hoje eu tô aqui com William de Almeida da CCE vai se apresentar aqui. Dá um oi pra galera aí, William.
E aí, pessoal? Eh, é um prazer estar aqui com vocês. Eu atualmente sou especialista em arquitetura de experiência digital, então ali também sou responsável por liderar o time de experiência digital também e trabalhar junto com esse pessoal aí de desenvolvimento aí, fazendo essa conexão que você mencionou aí na abertura.
Show de bola. E estamos aqui também com o Juan Nunes que é da VMBERS. Ó, você que achava que a VMBERS só fala de tecnologia e só fala sobre Java, é. O o Juan tá aqui para mostrar que a VMBS é mais versátil do que você imagina.
Com certeza. Muito prazer, pessoal.
Muito feliz de participar do PPT no Compila. Eh, espero que esse que esse papo seja que ele claree, né, as ideias de todo mundo aqui e possa ser enriquecedor nesse sentido. Então, com certeza tô tô pronto para receber as ideias de todo mundo.
Show de bola, né? E aqui a gente vai falar um pouco sobre como que a inteligência artificial tem impactado o mundo de design eh como um todo, né?
seja ele na parte de de design produto, na parte de experiência digital, como como colocou aqui, um grande especialista para falar dessa questão de experiência, como que isso tá correlacionado e e a gente entender se existe um impacto tão importante e significativo nessa área que é tão eh criativa quanto na nossa de tecnologia que é tão lógica, né? Então, acho que aqui a gente vai conseguir fazer um paralelo interessante.
Antes da gente começar, eu quero fazer um pedido para você. Se você ainda não é inscrito no PPT no Cupila, por favor, se inscreva agora. Se você tiver no Spotify, arrasta a telinha aí para cima, dá cinco estrelas pra gente ou quatro, se você acha menos que quatro, você não vai dar, né? Dá, dá umas cinco estrelinhas pra gente, pra gente crescer em relevância na plataforma. E se você acha que a gente traz conteúdo de qualidade para você e a gente contribui com a sua vida profissional, você pode ser eh contribuidor aqui do PPT no compila. Você pode fazer a sua contribuição no [email protected], uma contribuição esporádica. E se você quiser ser membro do PPT no Cupila lá no nosso canal, você pode ir lá e ser membro do PPT no Cupila. E se você é uma empresa e gostaria de ver a sua marca aqui, gostaria de tratar de assuntos de tecnologia junto com a gente, entra em contato no [email protected].
É isso, vamos lá que eu tô ansioso para saber coisas que eu nem imagino com esses caras hoje.
Ah, com certeza.
Bora.
Bom, nesse episódio aqui, eu sou o aprendiz, porque se eu dizem que a gente tem, eu sei que é lenda, mas é bom fazer, eu sempre gosto dessa criada, a gente tem dois lados do cérebro, né?
Um de exatas e um de humanas, né?
O, então eu tenho dois lados esquerdos, porque a minha sensibilidade para design, arte, etc., ela é meio meio nula. Talvez eu tenho não tenho grandes aptidões para isso, né? E aí é bom tá conversando com quem tem essa visão como vocês, né? pra gente poder entender melhor o impacto que a gente tá tendo agora, porque nós técnicos, né, que somos, não que vocês não sejam técnicos, mas nós técnicos de de tecnologia, de programação, conseguimos ver um impacto imediato, né? Eh, e aí é interessante ouvir de vocês, de design, como que isso tá tá tá tá se se transformando no mercado, né? como que isso tá tendo de impacto diretamente no dia a dia de vocês? Acho que eu quero começar por aí.
Como, como que vocês vem o impacto hoje com a inteligência artificial de, sei lá, 5 anos atrás que você não tinha?
Quer que eu come?
Pode começar.
Eu acho que a palavra que mais me vem à cabeça é otimização, né? Seja de tempo, de ideias. Eh, o nosso processo criativo ele é muito diferente hoje, né? Porque anteriormente, né, sem a IA, sem esses processos, nós tínhamos que fazer, nós participamos do todo, só que tudo ficava encarregado do nosso pensamento, da nossa mente. Então, tudo vinha ali num processo meio até artístico, né, de se pensar.
E hoje com a IA, eh, nós temos esse processo ainda, né? Então, não quero que ninguém pense que, ah, tudo é feito com IA a partir de agora, mas eh com a IA agora nós conseguimos otimizar nossas ideias e impulsionar elas. Então, isso é muito bom. tem sido realmente incrível nesse sentido.
É, no meu caso, cara, assim, eh, eu não sou exatamente, né, totalmente canhoto igual você nesse sentido, né, mas assim, eu sempre tive uma questão de eu ser colocado como um designer um pouco diferente, né? trabalhei com algum alguns chefes ali em algumas empresas que eles falavam que eram eu era um designer bem diferenciado nesse sentido, meio doido, porque apesar de ser criativo, toda a minha criatividade, minha arte tinha que ter alguma lógica.
E até hoje é assim para mim, porque o meu pensamento é muito lógico, o meu raciocínio é muito lógico. Então assim, pô, tô mutante, velho.
É, é porque assim, cara, eh eh eu eu adquiria a veia artística, né, dos genes por parte da minha mãe, meu avô, que trabalhavam com questões de artesanato, pintura, etc e tal. Então, desde criança eu desenhava, fui incentivada a desenhar, ilustrava e aí eu comecei a percorrer por esse caminho. Mas tudo que eu desenhava, tudo que eu fazia tinha que ter um sentido, tinha que ter uma lógica, entendeu? Então, nesse caso, para mim, quando a questão da IA surgiu, já não era algo que veio impactar demais a minha forma de pensar, porque eu já tinha um pouco desse raciocínio, né? Eu fui migrando, passando por várias vertentes de design e nas empresas por onde eu passei atuando, né, com desenvolvedores, etc. e tal, eu trocava muita ideia com eles. Então eu já meio que por ser muitas vezes o único designer e não ter outro designer para conversar, eu tinha que entrar no meio dos caras e conversar a trocar ideia com eles. Então aprendia muito e também exercitava muito desse meu raciocínio mais lógico, mais direcionado. Então eu não tive tanta dificuldade e para mim também não foi um impacto tão grande porque muitas coisas ali já eram coisas que eu costumava ler por curiosidade, estudar.
Uhum. Desde criança eu sempre fui aficcionado por questões de robô, automação. Então já era. Tu é mutante mesmo.
Pois é.
Só bem diferente, cara. Diferente.
Milhares de habilidades aí.
Deixa, deixa teu corpo pra ciência cara.
Depois deixa assinado e tal. É, o corpo não tanto porque o corpo acho que não tem mentir não, mas o cérebro pode ser que eu deixe.
Uma coisa que eu eu me veio aqui para te perguntar, você eh me falou offline que você já foi ilustrador, começou como ilustrador, né?
Isso.
Qual que é a tua visão sobre as artes que são geradas por Iá hoje?
Porque eu tenho visto de de tudo assim, eu queria, mas eh sabe que na internet todo mundo é especialista, né, de tudo.
Verdade.
Eu queria ouvir de um cara que já foi ilustrador e que de fato é do mercado.
Que qual que é a tua opinião sobre isso?
Cara, isso aí é bem bem polêmico, né?
Porque apesar das ilustrações elas terem aquele o viés de trazer uma mensagem, de comunicar alguma coisa, vinda da IA, ela sempre vai partir de uma referência, ela sempre vai partir de dados de base de informações, né? Foi treinada para aquilo. Então, ela não tem um poder criativo, ela não consegue criar, ela não consegue eh transmitir eh e nem personalizar absolutamente nada. Então, tudo que ela traz é somente uma junção de peças, como se fosse um quebra-cabeça, que ela sai pegando de lugares distintos ali, onde ela vai seguir uma determinada regra que você coloca e ela vai trazer. Então, ela não tem um poder criativo de fato de conseguir personalizar alguma coisa, de transmitir alguma mensagem além do que ela tá sendo programada para fazer, né?
Então, é um assunto bem polêmico. Eu, particularmente, eh, a depender da situação, não vejo tanta diferença em relação aos templates que muita galera utilizava pra parte de design, por exemplo, com muitas ilustrações ali que a galera pegava, fazia algumas alterações, alguns ajustes, fazia muitas vezes de eh questões de montagens, pegando um pouco de cada coisa e tal.
Então eu vejo mais ou menos como dentro desse universo, mas eu acho que no no bruto mesmo, a questão de ilustração na prática, na essência, ela não não tem como oferecer aquilo que um ilustrador de fato consegue oferecer, que é pegar toda a essência do negócio, todo o contexto, toda a emoção e conseguir transmitir aquilo de uma forma muito mais artesanal, muito mais artística, de fato, sabe?
Sim. Eh, deixa eu ver se o meu raciocínio então tá correto com com a tua com a tua explicação.
Eh, a gente consegue fazer como teve até um meme recente, né, de de fazer a sua foto ou alguma coisa baseada num estúdio famoso, não lembro o nome aí, Gble.
Isso é do estúdio Gibly, etc. Então eu consigo pedir para ela reproduzir uma personalidade, né, de de arte, não sei se o termo correto, personalidade, o estilo de traço, mas ela nunca vai criar um próprio, né?
Então, exato.
Eh, ela reproduz, né?
Sim.
Eh, bem fielmente até algumas vezes, mas ela ela nunca vai surgir um um artista eh com um traço que nunca ninguém viu, né? É uma característica própria da própria IA, né? É mais ou menos nessa linha. É exatamente mais ou menos essa linha mesmo. Ela não tem essa condição, né?
Ela sempre vai pegar a partir de uma base já existente. Então ela vai pegar sempre como referências aí. Então se ela tem uma base ali em relação à história da arte com todos os estilos de arte que foram passando na história, ela vai conseguir reproduzir aquilo, mas ela nunca vai ter uma autoria, né?
Ela nunca vai ter uma assinatura própria de um estilo que ela desenvolveu. Ela não vai ter essa condição.
Mesmo assim ele tá melhor que eu, porque eu não consigo reproduzir o caderno de caligrafia direito.
Nossa, nem me fala, eu sou péssimo também. Outração não é comigo não, mas eh eu concordo com eu nesse sentido. É, é para quem tá criando ali na hora, né, é bem bacana, porque você tem oportunidade de pôr suas ideias em prática, né? Só que do ponto de vista de um ilustrador e tudo mais é meio complexo, porque você começa a pensar, poxa, é um trabalho reaproveitado, né?
Então ele consome ali uma base de dados, ele tem ali um referencial e basicamente vai buscar esse referencial e traduz no que você pediu, né? Então é, poxa, é muito bacana. Eu peço lá, ah, eu quero minha foto como estúdio Gable, por exemplo, né? Como você citou. É legal, poxa, um monte de gente que não mexe com design, com tecnologia em geral, gosta muito, né? você pega lá o tio, a tia, eles adoram fazer isso, né? E aí você pega esse outro mundo que é o do mundo criativo, né, de ilustradores, designers e tudo mais. E eles vêm isso como uma cópia mesmo, de fato, né? É algo que ele pegou ali toda a identidade de um trabalho, consumiu aquilo e tá tentando reproduzir uma cópia.
Uhum.
Eh, baseada em dados, né?
Deixa eu, deixa eu contar um casos, eh, que que aconteceu comigo e para vocês comentarem a respeito disso, né? Eu, como sou um ser humano canhoto duas vezes cerebralmente, como eu falei para vocês, eh, eu recorro muito a IA também para para tecnologia desenvolvimento, mas especialmente para aquilo que eu não sei fazer, né?
E recentemente, como o podcast tem crescido muito, n esse ano, a gente começou a investir uma verba pequena ali pra publicidade do próprio podcast.
Sim.
Aí eu falei: "Ah, vou fazer aqueles rios patrocinados, sabe que você tá lá olhando, passando, vendo um monte de coisa, de repente aparece lá um um rios patrocinado, aqueles videozinhos curtos, né, para Instagram, YouTube, etc.
E geralmente eles são de 30 segundos, né? Eh, acho que é de 30 a 60 segundos, né? Não pode ser muito grande. E tem comunicar rápido. Falei: "Cara, da onde eu vou tirar do umbigo um script para fazer um vídeo para divulgar o podcast?" Não conheço, não sei fazer.
Juntei, peguei minha caixinha de ferramentas, sentei no computador, peguei três modelos ali, peguei o o modelo de geração de de imagens e de vídeo do Google, que é para mim é o que é mais avançado, o Google Gemini Omni, que é o último. Agora peguei o Fable 5 do Cloud, falei: "Ó, seu roteirista, seu é o produtor, eu vou orquestrar aqui." Aí eu coloquei o meu estudo de de como é que eu posso? Eu dei meu briefing pro Cloud, falei: "Ó, você já conhece podcast? Porque eu uso elip frequentemente para coisas dos podcast.
Preciso fazer um vídeo, né, para esse público com esse tempo que incentive as pessoas a conhecerem para quem não conhece, tal". Cara, ele montou o roteirinho dos 30 segundos assim com cena. E eu falei, eh, tem que ser takes de até 8 segundos, que é o que o o Omni gera com com os poucos créditos, né?
Sei.
Beleza. Fez o take, ó. Primeiro você vai fazer uma abertura assim e tal. Pô, vou fazer aqui bonitinho. Se você quer saber do que que eu tô falando no a tá tá no feed do PPT no Cupila. Só olhar lá nos nos shorts, nos rios que você vai encontrar.
Cara, eu falei, pô, e ele impressionante assim, ele falou, ó, você vai fazer dessa forma porque isso aqui vai impactar a pessoa que tá vendo por causa disso, disso, disso. Então, primeiro você vai gerar o impacto, a tensão, depois você vai dar a solução, tipo, tinha todo um um arcabolso criativo ali. Falei: "Pô, não vou duvidar o cara, né? Se é isso aqui que funciona, cara". Aí demorei uma semana porque tinha que ficar fazer ajustezinho nos vídeos e tal. Às vezes alucinava aqui, alucinava ali, fiz. Aí abri um editor de vídeo para concatenar e tal. Ficou depois eu vou mostrar o vídeo para vocês offline, vocês vão ver. Ficou um baita vídeo bacaninha assim, bem feito, sabe?
Publiquei, zero retorno.
Zero retorno. Aí eu fui cobrar o Fable Five, né? Eu falei: "Ô, você me falou que isso aqui ia converter por causa disso, disso, disso". Aí peguei os relatórios lá do do da primeira leva que a gente fez. E aí ele começou a encontrar problema nas justificativas que ele mesmo tinha dado anteriormente, né? Por que que eu tô contando para vocês comentarem isso? Porque eh o lado criativo não é só o cara que faz uma arte gráfica etc, mas o o design como um todo tem muito disso também do do do impacto que vai ter nas pessoas, porque é usado muito no marketing, publicidade, etc. E o quanto isso de fato é genuino vindo da Iá, sabe? o quanto que eu o o quão inocente eu fui de acreditar que de fato aquilo estava com coerente do ponto de vista de de design e de enfim de de impacto na pessoa que vai ver.
É assim, eh aá, cara, ela vai fazer de tudo para poder te agradar na real.
Verdade.
Pois é, cara.
Ela é difícil ela te contrariar, entendeu? A não ser que você coloque situações comparativas, que aí ela vai dar real. Por eu fiz esse exercício hoje, eu coloquei uma introdução é opção um e uma introdução que não foi feita por mim, opção dois. E aí ela falou assim: "Pô, a opção dois tá melhor". Eu já falei: "Pô, então a minha já tá uma porcaria, né?" Aí eu falei assim: "Tá, vai fala para mim então porque que a dois tá melhor". E ela foi falando.
Então, a não ser que você coloque esses casos comparativos que ela vai te contrariar porque ela não sabe qual é o seu especificamente, né? Se você colocar aleatoriamente ali, ela vai tentar fazer de tudo para poder te agradar, velho, para poder falar o que você espera.
Porque dentro desse aspecto, ela trabalha com dados, ela trabalha com informações ali frias, né? Então, ela não tem condição de conseguir identificar o comportamento humano dentro da questão de que emoção, que sentimento aquilo efetivamente vai gerar. Então, a não ser que você faça esse tipo de trabalho ou esse tipo de mapeamento, ela vai somente se basear em números frios, em dados ou em alguma coisa, alguma informação que ela vai pegar aquilo e ela vai traduzir, interpretar e transcrever. É diferente de você chegar para um usuário, fazer um processo de eh mapeamento com ele, identificar, fazer de repente um benchmark que já foi feito e realizado com usuários reais ali para você saber o quanto que aquilo vai impactar. Porque vídeo, quando a gente fala de vídeos, imagens, qualquer coisa que está relacionada a esse aspecto de comunicar alguma coisa pro usuário, eh, você inevitavelmente você tá contando com o que você vai despertar nele. Então, você precisa saber qual é o comportamento, qual os sensações que ele sente com determinados tipos de cores, determinados tipos de frases, determinados tipos de imagens. Então isso aí ela não vai conseguir trazer porque ela não tem emoção, ela não tem sentimento, ela é totalmente fria, orientada a dados.
Então ela vai supor, praticamente, ela vai colocar aquilo para você como uma verdade, principalmente para ela não te contrariar, mas a tendência de que ela dê errado é muito grande, porque depois na hora que você falar não deu certo, ela vai fazer aquela de, né, de filho que fez o que não devia e tentar justificar. ela falou assim: "Ah, mas é realmente, desculpa, eu errei nisso e tal". Então, eh, quando a gente fala de questões onde devem se gerar algum tipo de emoção ou sensação para uma pessoa, aí ela ainda não tem condições de mensurar isso aí, cara, de com propriedade, entendeu?
É, fora que a IA, como você falou, né?
Ela consome dados de uma base e muito, muito provavelmente essa que você citou, ela pode consumir até da própria internet, de vídeos do YouTube, de com certeza e artigos e tudo mais. Então é baseado na opinião talvez de outra pessoa que escreveu aquilo em um determinado período. Então, por exemplo, pode ser que ela consuma um artigo de 2020, por exemplo, para eh traduzir o seu pedido em uma solução aliviável para te agradar. Tanto é que como eu falou, né?
Se você comentar assim, não, isso mesmo que esteja certo, isso aí tá tudo errado. Eu testei, não, mesmo que você não tenha testado, eu testei, não funcionou nada. ela já vai começar a te pedir desculpa, já vai começar a falar eh que ela tem outra solução melhor, já vai começar a colocar outros dados ali em jogo. Então esse jogo da Iá é é muito complicado nesse sentido, porque é tentar traduzir uma sensação humana, uma emoção ali em algo funcional, né? E como ela trata de números de dados ali, é um pouquinho mais complicado mesmo. Agora, se fosse o contrário de você pegar um vídeo com os dados lá de os resultados e pedir para ela analisar os resultados, aí provavelmente seria ótimo, né?
Perfeito. E e e esse é o ponto que eu queria chegar com com vocês, né? Porque quando a ela é usada para reproduzir coisas, por exemplo, se eu se eu pegar a tua foto falar, faz elisti o tro da Mônica, vai vir perfeito, né? ela consegue reproduzir, eu consigo pegar para fazer análise de dados, etc. E até, por exemplo, programação que tem uma lógica entre os códigos, etc., que ela consegue entender e gerar código, etc., isso funciona muito bem, porque é meio que uma reprodução daquilo que ela já conhece, né? Quando a gente fala do processo criativo, a gente tá chegando à conclusão, então, que eu é muito difícil eu usar a IA como um parceiro de tipo, cara, me ajuda aqui, eu preciso fazer isso, tô sem ideia.
Como é que eu faria um vídeo, sei lá, para fazer isso aqui? Tipo, igual a gente faz num brainstorm geralmente entre entre seres humanos, né? É muito difícil fazer isso com a máquina ainda, né?
É um pouco difícil, né? Na verdade não é tão difícil assim. é um pouco mais difícil, porque de fato ela sempre vai trazer algumas percepções que são muito frias, então ela é totalmente isenta de emoção e sentimento. Então você não vai conseguir ter essa poxa cara, você tá falando o que?
Essa condição, né? Essa o CL não me ama do jeito que ele fala que não só finge, só finge, cara, porque você paga ele e ele tem que falar isso, entendeu?
Puxa a vida.
Mas infelizmente eles não têm essa condição. E ela é um suporte muito interessante, ajuda para caramba, mas desde que você dê todo o direcionamento a partir de informações prévias que você já tem. Então, se você já fez um estudo, por exemplo, eu sou um cara extremamente curioso, estudo um monte de coisa que a galera olha e fala assim: "Pô, cara, isso não tem nada a ver com design". Mas é porque, como você falou, né? Eu sou meio mutante nesse sentido.
Então, assim, eu estudei neurociência, também estudo neurociência e faço algumas alguns estudos dentro desse segmento. Então, assim, ela nunca vai ter condição de conseguir reproduzir o que é efetivamente o cérebro humano e menos ainda aspectos emocionais. né, de sensações, questões cognitivas, psicológicas. Então assim, eh, se você já é detentor dessas informações, se você estuda, você consegue orientar ela.
Então, você já dá, é, você já dá o contexto, você já dá o cenário, você já dá a origem, você já dá o objetivo e o caminho para onde você quer chegar e utiliza ela somente como uma executora ou uma um prop como a propositora de alguma coisa que você ainda não conseguiu chegar de uma forma mais refinada. Mas é interessante e é importante que você já tenha esse contexto, fala assim: "Olha, eu eu quero fazer um vídeo assim, mas eu já tenho já um prévio conhecimento que determinado tipo de perfil tem esse comportamento, que ao ver essa imagem gera tal sensação e eu preciso justamente gerar uma imagem que gere essa sensação e tal. Então, quanto mais direcionado você for a partir do contexto que você já tem, aí ela consegue te trazer um resultado um pouco mais efetivo. Mas se você deixar livre, né, para que ela entre aspas tenha esse poder criativo, ela não tem.
Quero falar com você agora que ainda não conhece a Clever. Clever é uma empresa que já tem mais de 3 milhões de usuários em 30 países com 30 idiomas diferentes, que tem trazido soluções em blockchain, criptomoedas e ativos digitais. O objetivo da Clever é te dar liberdade financeira para operar esse mercado de cripto. Então, se você acredita nisso, se você acredita nessa liberdade, você já pensa como a Clever, vai conhecer os caras, é clever.O. estão contratando também pessoal para trabalhar com cripto, com blockchain. Então, se você tem interesse, se você tem conhecimento nessa área, procura a Clever. Se você gosta de criptomoedas, se você opera no mercado, você precisa conhecer a Clever, precisa conhecer as soluções da Clever.
Então, o endereço tá aqui embaixo no vídeo. Para quem não tá no YouTube, é clever. Vai lá, vai conhecer que realmente é um mercado sensacional.
Cara, isso isso é é extremamente relevante, porque eu vou fazer aqui o meia culpa até com com os nossos ouvintes que também vão se identificar com isso. A gente critica muito quem utiliza a IA no desenvolvimento software, que o cara chega lá e fala: "Faz para mim o aplicativo do Uber". E aí sai alguma coisa ali que ele deixou extremamente aberto, não soube especificar e dar o contexto correto, né? E o resultado vai ser desastroso depois. Eu me senti esse usuário agora no processo criativo porque eu não especifiquei, não falei exatamente o que eu precisava. Então é como se eu fosse esse cara que não é técnico, porque eu consigo dar o contexto no desenvolvimento de software e detalhar exatamente o que eu preciso e por isso que o resultado é muito bom. Eu me senti o usuário babão da tecnologia pedindo para fazer um vídeo no cloud.
Você foi cirúrgico, cara.
É, mas mas aí nesse caso, né, Juan, e não é um problema exclusivo de gente técnica, tá, cara? Tem muito designer aí que tá se esperneando nos LinkedIns da vida, justamente porque eles não estão conseguindo atingir o resultado que eles esperavam dentro daquilo que eles pretendiam criar utilizando Iá. E aí é uma questão que muita gente deixou eh de lado e que passa a ser uma skill fundamental, seja para desenvolvedor, seja para qualquer pessoa que for utilizar IA, mas a gente falando de design especificamente, porque tem toda essa questão também de ausência da criatividade por parte da IA propriamente dito.
Eh, a gente deixou muito tempo para trás o aspecto de saber comunicar. Então assim, a galera que sempre tomou bomba no na redação do Enem, a galera que ia que ia ia mal, cara, nas redações de colégio, que não sabe como transcrever ou como comunicar uma ideia num papel, cara, é essas pessoas que estão tendo dificuldade hoje em dia, porque quanto mais você instrui e quanto melhor você sabe trazer do que tá na sua mente para uma instrução escrita numa redação, que hoje tecnicamente a gente chama de prompt.
Sim, você consegue fazer com que ela vá um pouco mais direcionada e ela consiga atingir mais próximo do resultado que você espera e alucine menos.
Fora, fora a pressa, né, Will? Eu vejo que hoje as pessoas têm muita pressa assim de eh como você falou, mandar lá o prom já em poucos segundos ter um resultado ali muito bacana e o melhor possível, igual o aplicativo do Uber, né? Então eu vejo que hoje tem muita pressa de atingir um resultado extraordinário no mínimo de prompt possível, sendo que isso não é possível, né? Se você parar para pensar, até nós mesmos designers, quando estamos criando tem um processo criativo por trás, a gente pensa na ideia, aí dá errado, a gente refina, aí testa, aí refina de novo. Então por que que com prompt seria diferente, né? Por que que eu tenho que colocar lá o o primeiro prompt já saiu o melhor resultado possível? É óbvio, quanto melhor nós conseguimos passar aquele pronte para ela trazer um resultado bacana, melhor. Mas eh e quando não der, aí vai desistir do processo, vai eh pular pro próximo, né?
Então acho que hoje as pessoas esquecem muito que as ideias são lapidadas, os processos são refinados com o tempo e aí elas acabam tendo essa pressa, né, de mandar um prompt já quer o resultado logo de cara e já quer a ideia logo de cara.
Então isso é é muito perigoso assim nesse sentido. Eu reparo muito isso que o Will comentou, que hoje as pessoas esquecem do básico, né? Que a Iá é fazendo uma comparação boba, ela é como se fosse uma criança.
Você passa as instruções ali para ela e se você passar de qualquer jeito, o que que a criança vai fazer? Tudo errado.
Ela vai bater o sorvete na testa.
Exato. Aí aí é a mesma coisa, né? Você pega lá, você, se você descrever direitinho, olha, eu preciso que você faça isso desse jeito, eh, eu tenho tais informações e descrever direitinho, o seu resultado vai ser muito melhor, né?
Então, voltando lá pra comparação da criança, quando você passa as instruções certinhas, acho que a probabilidade dela seguir o que você tá pedindo é muito maior, né? E hoje muitos designers esquecem justamente disso, né? Eles ficam com tanto, tanta vontade de já ter um resultado, de já ter algo ali em eh para ver, né? para já tocar, digamos assim, que acabam esquecendo do essencial, que é uma descrição bem feita.
Sim. É, e eu acho que isso é um um problema meio que generalizado, sabe? A gente teve aquele primeiro impacto do chatt que as pessoas tiveram há parece que faz 10 anos, mas faz tr 4 anos atrás e e ficaram tão maravilhadas com aquilo que elas acham agora que a IA vai resolver tudo para elas de uma forma como passe mágica, sem o com o menor esforço possível.
Sim, isso é meio que generalizado, né, em todas as áreas, né? Então delega para Iá as decisões que eu mesmo preciso tomar, né? não usa iá como uma ferramenta, mas como um subordinado que pensa sozinho. E não é bem assim, né? Agora, uma pergunta que eu fiquei curioso, eu dei meus meus exemplos de de quase que eu falo alguma coisa que não deveria de usuário não muito familiarizado com o mundo do design. E eu queria saber então de vocês agora que são os profissionais da área, em que processos, em que situações vocês estão usando IA com com frequência e que e que produtividade e resultados vocês estão tendo no dia a dia como profissionais de design. Você quer começar com Pode começar você do princípio aí.
Eh, eu tenho utilizado o IA hoje basicamente em 90% dos meus processos, né? Mas a parte que tem mais me agradado nesse sentido é a parte de pesquisa ali.
Quando nós estamos na etapa de descoberta, tentando entender ali quais são os problemas, o que que a gente pode ajudar ali no no entendimento da tarefa.
Eu tenho utilizado muito e nesses processos, definição de jornada, service blueprint e tem sido muito útil porque é como o falou, né? A IIA é muito boa em coletar dados, em analisar. E esses processos são justamente isso, é uma coleta de dados, é uma entrevista, é um bate-papo que você tem com um gerente de projeto, com o usuário. E quando você condensa todas essas informações e pede para ir ali, né, obviamente com prompt legal, com um acompanhamento legal, uma análise, né, depois do resultado, eh, depois que você faz esse processo, tem sido muito bom, tem sido um quase como ter um estagiário mesmo trabalhando com você e te auxiliando ali no processo tanto criativo quanto na no processo de encontrar esse problema, né? Então, tem sido muito bom e mais recentemente eu tenho testado até por influência do e na etapa de prototipação. Então, para ser honesto, tem quase um mês que eu não uso Figma para criar um protótipo, cara, porque eu tô usando muito cloud para mexer, para criar os protótipos e para testar.
E tem sido muito bom assim nesse processo. Eh, é óbvio que eu preciso ter aquele acompanhamento, preciso fazer muitas análises. Eh, isso não perdeu, né? Então isso acaba que aumentou na verdade, né? Então, a questão de do designer analisar o processo, de revisar, na verdade, na minha opinião, só aumentou a quantidade de vezes que fazemos isso, fazemos isso, mas eh eu tenho utilizado do começo ao fim do meu processo hoje em dia.
Deixa eu passar pro Will, deixa eu fazer um um glossário aqui pro pra nendraiada que ouve a gente, que eu também não sei.
Claro, explica o que que é o Figma pra galera.
Ai, perdão. Figma hoje é a ferramenta atual que nós usamos para desenvolver as telas, seja para landing page, website, sistemas. Então, quando antes do desenvolvedor montar lá a tela, seja e na linguagem que for, né, eh o designer cria antes essas telas no Figma, nós criamos o que chamamos de oriframe, né, que é basicamente uma referência visual ali de como é o processo, o que acontece se clicar num botão, para onde que vai, qual cor vai ter tal coisa, qual é o código da cor. Então hoje tudo isso é feito pelo Figma, né, que é a ferramenta mais recente.
Eu achava que era o Canva. Eu tô desatualizado já.
Eu vou te falar que tem design que faz milagre, viu? E cria no campo também, mas o Figma hoje é a melhorzinha. Bom saber.
É, no meu caso, eh, de fato, como o Juan mencionou, influenciou bastante, né, o time a utilizar IA, porque eu já uso já há algum tempo, antes mesmo de chegar esse boom aí e todo o desespero dos designs em relação aí a em meados aí do início do ano de 2026, que foi incorporado inclusive no Figma, né, muita algumas ferramentas de a agora ele tem um agente, né, você consegue trabalhar com múltiplos agentes dentro dele, ele tem um Figma Mamake, que é uma plataforma alternativa justamente para partir de prompt, ele desenvolver toda a parte de de protótipo interativo já com algumas simulações que você quer passar para poder ter um entendimento real.
Então, mesmo antes de tudo isso aí acontecer, cara, lá em meados de 2023, isso nem era o bom, eu já falava disso já, entendeu? Porque eu sempre gosto de estar à frente, eu gosto sempre de estudar e ver quais são as tendências de mercado. Então, lá em 2023 eu já sabia que isso traria um impacto muito grande, até porque eu estudo IA desde 2014, principalmente tentando sempre trazer como isso poderia interferir ou influenciar direto ou indiretamente no meu trabalho como designer, né? Então, eh, passei a trabalhar bastante com eles em relação, principalmente a entender mais os processos técnicos, então, aspectos de integrações. Então, hoje eu trabalho muito menos prototipando. Quem prototipa mais dentro do nosso time acaba sendo o Juan e o restante da galera. Eu fico trabalhando muito mais aspectos técnicos, porque eu trabalho muito mais próximo ali dos arquitetos de solução com questões de integração de interfaces conversacionais, API. Então eu uso a IA para além de prototipar fazer todo o fluxo também, né, de de prototipação, de criação de componentes, de como isso vai ser desenvolvido e como que isso vai chegar no desenvolvedor frontend também.
Então, a gente trabalha dentro desse cart, pois é. O cara mexe em tudo, mano.
Sou nerd, velho. Sou nerd. Cara, cara é mutante, velho.
Então, eu trabalho bastante dentro desse segmento, né? entender como que funciona, desenho de fluxos funcionais para integrações com sistemas, eh fazer todo esse tipo de mapeamento, de descrição, melhores recursos e tecnologias, questões de API também para poder eu ter essa questão de conseguir colocar, até porque a gente tem tem visto no mercado muitas empresas trabalhando com o princípio de API first. Então eu tento ser, o cara é quase um arquiteto que desenha bem.
Pois é, cara, o cara tá com super poderes aí, cara.
É o cara, não sei se já já jogaram RPG, não. Já, já se Eita, ele ele ele ele roubou, velho. Ele tem barrinhas cheias que não poderia ter pela regra do jogo.
Ele ele roubou, ele tem na hora de montar o personagem, ele rodou duas vezes o dado.
É por isso, por isso que geralmente quando o pessoal pergunta, eu falo assim: "Eu sou especialista em arquitetura de experiência digital, não ex design". Porque eu já não sou ex design já há algum tempo, né? que eu não fico refém de trabalhar somente com aspectos de tela ou questões somente de discovery e pesquisa. Então eu entrei e me enveredei por uma questão muito técnica. Então de fato eu trabalho muito mais pensando na integração de negócio, trafegando ali com o design que é a nossa área e fazendo essa junção com a galera de desenvolvimento e arquitetura de solução.
E onde que a IAT ajuda nesse processo como tudo? porque é um processo complexo com várias cadeias, né?
Sim. eh, justamente dentro do processo de junção de entendimento. Então, pego as informações dos requisitos de negócio, uso a para poder fazer todo o refinamento e trazer para mim as percepções e todas as questões que estão relacionadas e se tem algum gap de requisito de negócio. Aí eu pego os requisitos funcionais das soluções arquiteturais, vejo também se estão casadas, estão relacionadas com os requisitos de negócio e se tem algum gap ou algum impacto de um pro outro. E aí a partir daí eu faço a junção que é o nosso trabalho de experiência digital, que é justamente encontrar o meio termo de tudo isso dentro de uma construção de solução. E aí eu acabo muitas vezes eh partindo do princípio que até a galera questiona muito, fala assim: "Pô, eu você é o cara que é designer, mas joga contra o time". Muitas vezes eu jogo contra o time porque a primeira pergunta que eu faço pra galera é: "Por que que você quer uma solução em tela?" Aí fal assim: "Pô, você é designer, você não quer fazer tela". fala assim: "Não, cara, eu quero aquilo que é mais funcional pro usuário." Então, sempre opto, primeiramente, por perguntar o que que é o ideal de solução e, se possível for, eu sempre fazer as recomendações de soluções por chamada de serviço, por API, por web hook ou qualquer outra forma que seja mais amigável e mais rápida dentro de um processamento para entregar pro cara do que o cara ficar fazendo 50 milhões de cliques numa tela, entendeu?
Sim. É porque e e eu acho que essa é a grande diferença de quem sabe mapear experiência, de quem se envolve sistemas puramente, né?
Porque para quem é martelo tudo é prego, cara. Então o cara sempre desenvolveu o sistema pra web, eu acho que ele acha na cabeça dele e é natural, né? Eu eu penso assim também. Parece que para tudo tem que ter uma tela, porque ele sempre eh trabalhou com back end, front end, tudo passava por ali. Mas quando você tem uma experiência de tipo e olhar pro que de fato que precisa ser feito, se eu preciso ter realmente uma tela ou não, isso é uma coisa, cara que que faz falta em muitas empresas, inclusive pelo pela interação humano máquina, qual canal que eu vou utilizar, quantos aplicativos não poderiam ser uma mensagem WhatsApp até hoje que o próprio usuário poderia mandar com certeza.
E nesse quesito aí, cara, aí eu vou fazer já uma oportunidade já para fazer um merchan, por favor.
Recentemente aí eu publiquei um livro, ele está em pré-venda, né? Um livro que fala justamente da minha trajetória profissional, desde os meus 15 anos ali como estagiário até na minha primeira oportunidade como ex, justamente contando os desafios que eu tive com o pensamento somente de design focado a imagem, né? Então, a medida com que eu fui passando por várias vertentes em várias empresas, eu fui aprendendo e entendendo o quanto eu precisava absorver e aprender de outras áreas para poder eu conseguir ter uma entrega melhor e otimizada. Então, assim, isso foi me fazendo pensar cada vez mais como o designer ele foi mudando com o decorrer do caminho, mas os profissionais de designer não foram acompanhando isso daí, né? Então a galera continua focada muito no aspecto artístico, criativo, esquecendo que designer ele tem que dialogar com todas as outras vertentes, dialogar com o negócio, dialogar com os desenvolvedores, dialogar com arquitetura, dialogar com infraestrutura também, porque é extremamente importante performar, né? Então, esse meu livro tem um título inusitado, né? A gente tem um tema chamado ergodesign, que é o design focado em ergonomia, né? E aí eu coloquei, cortei uma letrinha, coloquei ego design, né?
[ __ ] que da hora.
É, aí eu coloquei ego design, o ego não desenha tela porque eu era extremamente egocêntrica nesse sentido e todo o design aí no começo ou muitas vezes até no decorrer da carreira é de que é aquela coisa, eu construí meu design, eu não aceito que mudem nada o design.
Então se eu fiz o layout assim, você é desenvolvedor, se vira para fazer assim.
Eu quero esse negócio flutuando aqui de eh já passei por isso.
Exatamente. É, exatamente. Então aí eu coloquei justamente a ideia justamente entender como a questão de abrir mão desse meu ego, né, me fez me tornar um design mais estratégico para as empresas onde eu tenho trabalhado, né? Então eu trabalhei em várias empresas renomadas no decorrer dessa passagem aí, construindo soluções variadas e principalmente soluções com foco em inteligência artificial, né, em meados já de 2018.
Então, eh, esse livro ele conta um pouco dessa jornada que eu tive e aí eh, justamente como eu desenvolver esse pensamento meio mutante que você tem mencionado aí no decorrer do do da nossa conversa aqui.
Fora que é muito comum isso mesmo que você comentou de eh ter aquela briga, né, entre o designer, o desenvolvedor ali e tudo mais. E eu percebo muito isso, que eh alguns designers esquecem que o primeiro cliente, o primeiro usuário é o desenvolvedor. É ele que nós temos que negociar ali os prazos, negociar o as funcionalidades, negociar as telas que nós desenvolvemos e acaba tendo essa richa, né, do tipo, ah, eu montei uma tela e tem que ser assim, que é o melhor pro usuário. Mas poxa, nem sempre o que é melhor pro usuário é tecnicamente viável pro desenvolvedor construir. Então, muito designer esquece disso, de negociar com o desenvolvedor um meio termo ali que seja legal de construir e tudo mais, ou até mesmo não construir, né, como é o caso, ah, não precisa ter tela, né? Então, eh, eu percebo que falta um pouco disso, dessa conexão, né, entre o designer e o time técnico para, eh, encontrar uma solução viável, encontrar um caminho ali viável que seja bom para todo mundo do time, primeiramente, e que resulte em uma excelente experiência pro usuário, né, que é o principal ali no final das contas. Então essa essa troca é é tem que ser muito importante no dia a dia.
Você que tá aí escutando esse episódio bacana e quer levar toda essa tecnologia, essas novidades pra sua empresa e não sabe como, chama o time da Vembers. A gente pode ajudar vocês com desenvolvimento de software, com arquitetura de soluções, a entender os problemas que vocês estão vivendo e sair do outro lado com uma solução bem bacana. E se você tá escutando o podcast para aprender coisas novas, faz o seguinte, manda um e-mail pra gente no peoplecare@vems.
E você pode fazer parte também do nosso grupo de talentos. Valeu.
Agora o time do Relações Públicas vai gostar mais de mim.
Antes de qualquer coisa, o link do livro do Will tá aqui na descrição e tá aqui também, ó, no card que eu vou colocar aqui. Ele vai dar pra gente o link e aí você pode conhecer o livro dele. Ego design.
Ego design. Ego não desenha tela.
Ego não desenha tela.
Muito bom. Eu eu sempre eu trabalhei alguns anos na minha vida com agência de publicidade, por isso que eu tenho local de fala para falar com designer que era turrão com interface.
Eh, eu era eu era responsável pela área de desenvolvimento, então sempre tinha campanhas, etc. As coisas que ir para iam pra web que tinha que desenvolver alguma coisa.
E as interfaces que saem, cara, de uma de uma dentro de uma agência de publicidade é as coisas mais lindas do mundo, porque os caras são bom tudo, diretor de arte, zero funcional, mas é tudo lindo, artístico, é tudo lindo, né? E aí você tocou num ponto muito interessante, o que é tem uma linha muito tênue no design como um todo, que é o cara que ele é meio artista e meio funcionário, porque assim, a obra do cara pode ser bonita, mas tem que dar resultado financeiro, tem que trazer alguma coisa pra empresa, tem que dar resultado pro cara. E tem muitos muito cara que ele se acha artista e, cara, [ __ ] vamos fazer assim. Porque é bonito. Vai converter zero. Vai converter zero. Mas tá lindo.
Sim.
Mas tá lindo, cara. Entendeu? Então não é só para ser apreciado o design, é para ser efetivo, para trazer resultado, né?
Exato. E o princípio, o conceito do design é justamente isso, né? É que à medida com que a gente foi eh trabalhando muito esse senso criativo, a essência mesmo do design, ela foi se perdendo, né? Porque design na essência e na etimologia significa projetar. Ele é um projeto.
Sim.
Então esse projeto visa resolver um problema. Esse esse problema ele vai ser resolvido com um design que pode ser bonito ou não.
Só que aí a galera começou a colocar muito o aspecto somente da beleza em cima do design e esquecer muito do que é funcional, né? Por isso que eu até falei a questão de ergometria, né? A gente utilizava muito isso aí para quem é mais velho e mais antigo vai saber do desenho industrial.
Nossa, eu fiz aula de desenho industrial.
Pois é. Então, cara, a gente trabalhava muito antigo. Não, eu sou vintage.
É vintage, né? É, é jovem há mais tempo, né? Isso, exatamente.
Então, a gente trabalhava muito esse aspecto de de ergonomia justamente para poder a gente tentar trazer um um senso de funcionalidade onde aquilo fosse se adaptar e se adequar à necessidade de quem tivesse comprando alguma coisa, uma cadeira, por exemplo. Então, ela tinha um design bonito, tinha, mas esse design precisava ser funcional de modo a que ela sentar, servisse e resolvesse o problema dela, mas que ao mesmo tempo também não causasse para ela nenhum tipo de incômodo. Então, muitas vezes a gente pegava uma cadeira que ela não era tão bonita, mas era normal, cara. Ali, ó, quatro pés ali reto, resolve o problema.
Resolveu o problema, entendeu? E o contrário também, a minha esposa é arquiteta, então eu vou sempre se casa cor, essas coisas que tem de de de arquitetura, decoração, etc. Cara, tem cadeiras que são lindas, tu não consegue ficar 5 minutos sentado naquela [ __ ] Pois é, porque ela é é ela ela é uma uma obra de arte, ela não é uma cadeira, porque ninguém consegue ficar sentado naquele negócio confortável daquele jeito.
É para ficar de enfeite na sua ficar de enfeite. Exatamente. Não é para nada.
Então e e tem essa linha muito tênue, né, cara, do do que é funcional ou ou não, né, ali.
Com certeza.
Exatamente. E aí a gente a gente tenta trabalhar muito dentro desse princípio, né? E hoje eu tô liderando o time na na empresa. E uma das premissas que eu coloquei dentro de de contratação, de requisitos de contratação para poder a galera compor o time, era justamente ter essa versatilidade. Então a gente tem pessoas que elas são especialistas em pesquisa, tem pessoas que são especialistas em jornada, tem pessoas que são mais técnicas, que tá fazendo até engenharia de software, não tem nada a ver com o design propriamente dito, né? E tem a galera que é focada e já tem um conhecimento e algumas expertizes em inteligência artificial também. Então, a ideia é a gente ter essa diversidade, né, de de skills para poder a gente conseguir somar na equipe. A gente obviamente também fazer as trocas entre a gente pra gente ir aprendendo uns com os outros, mas a gente conseguir ter toda essa questão de visão mais ampla e mais holística do todo. Uhum.
Né? Então a gente não fica refém a questão de, ah, somos todos designers e somos preocupados somente em desenhar tela. Não, isso é tudo lindo, vamos, vamos abraçar, tudo bonito.
Ex. Cada um ali já tem a sua expertise justamente para somar dentro daquilo que a gente espera, porque a gente entende que tudo deve ser conectado e tudo tem que ser dialogado. Então a gente tem desde perfis focados a conhecimento de pesquisa com usuário, a a perfis que vão dialogar com excelência junto aos desenvolvedores pela faculdade ou pelas matérias ou cursos que tem feito, né?
Então a gente tenta abranger o máximo possível dentro desse segmento, que eu acredito que é a visão do novo design a partir da IA, que é justamente você ser um designer mais versátil, especialista em algumas coisas, mas muito generalista também. Acho que generalismo demais também não é bom, porque você acaba não sendo especialista em absolutamente nada. Isso acaba comprometendo em algumas coisas, né? até quando você faz parte de um de um time, mas eu entendo que essa questão de ter essa essa questão de ser generalista, essa versatilidade, flexibilidade é extremamente importante hoje em dia, mas puxando muito pro viés técnico, né?
Porque com o surgimento da Iar a gente passa a ter ainda algumas questões criativas, mas precisa ter um conhecimento lógico muito mais apurado.
Com certeza.
Um um ponto que eu queria abordar mais profundo com vocês essa questão das ferramentas.
Sim.
Você falou do Figma, explicou pra gente o que que é o Figma e eu come eu lembrei aqui e e essa questão da da você fazer a a orquestração do da relação do do humano com as interfaces, etc. Eu me peguei pensando em como eu resolvi algumas coisas com com a própria IA, porque eu eu sempre tive muitas automações que eu sempre fiz que rodavam na minha máquina em terminal ali, script Python, bash, etc.
E que eu falei: "Pô, isso aqui poderia ser alguma coisa um pouco mais palpável, mais fácil de usar, etc." Só que eu para desenvolvimento de interface sou um zero esquerdo. A última coisa que eu mexi com frontend foi de querer em 2005, sei lá.
E e a partir dali e para deixar essas coisas mais produtivas como interface, etc. Eu comecei a usar o IA para me ajudar nisso, porque pô, beleza, não preciso fazer um JavaScript aqui, não sei, posso fazer, pedir para IA resolver. E você falou do protótipo via Figma.
Eu lembrei antes de a gente tá que agora tem o cloud Design que a gente vai falar daqui a pouco sobre ele. Segura a onda que seu filé.
Eh, eu eu eu lembro que eu fiz a primeira interface que eu fiz para uma ferramenta que eu tinha até para automatizar algumas coisas aqui do podcast. Eu fiz um frame, só que na no meu mundo de desenvolvedor, fiz no draw IO lá, que é a ferramenta que a gente usa fazer diagrama de arquitetura, etc.
E eu fiz um negócio muito tosco. Eu peguei, fiz uma telinha, falei: "Ah, aqui vai ser o menu". Botei um quadrado, escrevi em cima. É nu.
Aqui vai ser onde vai ter o player de vídeo. Vídeo. Aí aqui vai ser a área dos botões de ação. Aqui vai ser a descrição. Essa aqui é a interface. E eu lembro, cara, que eu fiquei maravilhado, que eu exportei aquilo no PNG, joguei dentro do do do da pasta do projeto, fui lá no cloud Code, falei: "Olha o o aireframe.Ppng e gera uma interface HTML para mim com as melhores práticas, assim, um negócio sim, bem básico, cara. Brotou que nem mágica assim, o o HTML e bonitinho, cara, bonitinho assim, arrumadinho e tal, funcionou. e funcional. E funcional. E aí eu me sinto meio que o o cara maravilhado com a com a inteligência artificial do outro lado, sabe? Porque eu não conheço ferramentas como Figma. O Canva eu usei um tempo para fazer eh PowerPoint mais bonito, né? Aliás, PowerPoint tá com data para morrer, né?
Porque tem tanta coisa melhor que PowerPoint até hoje.
Hoje tem muita ferramenta de A que faz apresentação muito rápido.
Pois é. E daqui a pouco o nome do podcast vai ficar obsoleto, porque daqui a pouco você faz um PPT e a IA desenvolve software.
Eh, mas voltando pro pro ponto, eh, como que que vocês vem hoje essa convergência das ferramentas em si? Porque esse exemplo que eu dei tem uns dois anos já, foi quando começou a sair os harness para pra execução de de inteligência artificial em linha de comando, né?
Porque começou muito na interface web como chat, a gente começou a usar já em linha de comando. Então a única forma que você tinha era salvar uma imagem e mandar ele ler e ele interpretar a imagem, né? Eh, como vocês tão vendo hoje essa evolução das ferramentas com IA ou elas já estão embarcadas direto nessas ferramentas e você consegue orquestrar isso ou você precisa orquestrar com os modelos, o Cloud, Gemini por trás, etc? o quão o o ecossistema tá integrado hoje.
É, hoje acontece das duas formas, né?
Você tem ali o Figma que já tem integrado, tem o Figma Make, tem o próprio Figma, né, que você cria ali as a as suas telas, os seus projetos, como tem o cloud code, que é tudo ali pelo próprio cloud, o cloud design, né, que você cria ali as próprias telas no cloud design, já tudo funcional, como você falou, né? mandou o print, já tá funcionando. Mas honestamente eu vejo todas as ferramentas de a exatamente como eu vejo o Figma, que é uma ferramenta, né? Hoje, eh, as pessoas esquecem um pouco que o designer ele é meio que um executor ali do processo, então não importa muita ferramenta ali, né? Ele tem, cada um tem sua preferência. Então, eu lembro que anos atrás, quando o Figma era uma novidade, as pessoas utilizavam muito Photoshop para fazer as telas, né? Photoshop, utilizamos Invision.
É, não fala mal do Photoshop que eu uso ele desde a versão beta.
Não, não falo mal não, cara. Eu adoro Photoshop, mas era muito comum das pessoas utilizarem. Aí surgiu o fio, tinha o sket, né, para quem tinha médico.
Na minha, ó, na minha época, você sabe que você é velho quando você fala na minha época, a galera desenhava a tela no fireworks.
Lembra?
Ou no front page.
Nossa, Front Page. Fireworks era o par do Dream Weaver para Dream Weaver. Então assim, era muito comum isso. Então por que que E aí surgiu o Figma, né, que promete prometeu revolucionar e revolucionou de fato.
Então nós temos hoje protótipos no Figma que você faz a tela, já conecta lá, ele já é navegável, então você já consegue mostrar. E ferramentas como o cloud design, por exemplo, é uma evolução do Figma. Então é uma ferramenta mais que nós temos ali no dia a dia para trabalhar, para utilizar, para, obviamente hoje é mais via prompt e tudo mais, não é o manual, né? processo do tipo, ah, eu quero um botão, eu vou desenhar um botão, mas ainda é uma ferramenta. Então, o método eh a ferramenta muda, mas o método nem tanto. Então você constrói da mesma forma, né? Você ainda precisa desenvolver uma tela para construir uma determinada solução. E o meio que você vai utilizar, se é o Figma, se é o Cloud, se é o Canva ou para mod, não importa muito. O que importa, na verdade, é o resultado final, né? E hoje essas ferramentas como o cloud design proporcionam um resultado absurdo, né?
Porque como você falou, tirou um print, colou lá, ela já fez e navegável ainda.
Então, eh, obviamente você fez ali um processo criativo por trás, fez ali um um uma construção do que você queria, mas o processo em si não mudou, né? Ele só diminuiu, ele só otimizou. Então, eu vejo essas ferramentas hoje, principalmente essas de ah como otimizadores de processo, né? Então eu só mudei ali o o barco que eu tô navegando. É, e hoje é bem mais tranquilo de você conseguir eh conectar elas, integrar elas, né, com a utilização de recursos de a, né?
Antigamente a gente tinha muita dificuldade. Por exemplo, se a gente usava uma outra aplicação chamada sketch, né?
Sim.
A gente precisava baixar 300 plugins, cara, para poder fazer várias coisas ali para executar, entendeu? E hoje você tem as Ias embarcadas na própria ferramenta, você já tem outras plataformas com outros modelos de A e hoje você consegue conectar tudo via MCP. Então isso aí faz com que a gente consiga trafegar tranquilamente de uma ferramenta para outra sem nenhuma fricção. Então a gente consegue fazer esses conectores funcionar. Então a gente consegue criar skills, habilidades e a gente conseguir ficar trafegando de uma para outra, né?
Então hoje a gente tem uma maior flexibilidade dentro desse processo de orquestração, que era uma dificuldade que a gente tinha antigamente. A gente tinha um Photoshop, aí você ia lá, fazia a imagem, salvava PNG no Photoshop, aí você abria no outro programa, importava, entendeu? Então era tudo muito complexo, não tinha pior ainda quando você mexia com ferramentas que não eram da mesma empresa. Então na minha época de design eu usava muito Photoshop, mas eu gostava muito do Corel Draw. Putz, as duas não se batiam, entendeu? Aí eu fazia qualquer coisa no core, eu não conseguia abrir no Photoshop porque não era Illustrator. É verdade.
Então cara assim, tinha um grande problema. Eu ia lá no Corew, tinha que salvar em formato EPS, que é post script. Aí ele é um formato universal. Aí ele abriu o EPS no Illustrator. Aí eu conseguia alterar no Illustrator algumas coisas.
Então abri não importava.
É importava. Importava. Então, a gente tinha essa complexidade, né, dessa questão de não conseguir integrar as ferramentas muito bem, a não ser ferramentas que eram da própria empresa, né? E hoje não. Hoje a gente consegue resolver isso tranquilamente por vários meios, né? E principalmente por MCP.
Então você pega ali questões de MCP, questões de API, você faz as chamadas do serviço, você consegue integrar e consegue fazer com que elas venham dialogar uma com a outra, pergando de uma forma bem mais fluída, sabe?
É, fora que eu percebo que cada vez mais nós estamos nos aproximando dos desenvolvedores, né? Porque no Figma, eh, o designer ele começou a a ter uma mente muito mais de de produto e serviço, né? Então, eh, não era só construir a tela, ela tinha que ser uma tela que pudesse ser desenvolvida, né?
Então, ela tinha que ter ali uma estrutura de de divis, tinha que ter ali uma estrutura de botões, uma ordenação de telas, né? Então, tinha toda uma construção por trás. E aí com atualizações o Figama foi até mostrando o código, né? Então, tudo que você monta, monta ali em design, você consegue converter para código, né?
Óbvio, um código simplificado, mas ainda é um código, HTML, CSS. E agora com cloud design você já monta em pron transforma em código, já exporta, né, algo funcional. Então cada vez mais o designer ele tem que ter esse perfil de conexão com o desenvolvedor, né? Seja ou para ele só montar a tela ou para ele já adiantar alguma coisa, né, algo mais simples e tudo mais. E tem designers por aí que já estão montando sites no no cloud design e já exportando para uma aplicação web, né? Então, eh, essa conexão tem se aproximado cada vez mais.
Falando sobre o potencial do do Cloud Design, o primeiro contato que eu tive com ele foi, não tinha muita fé, né, assim, porque saiu, ele tá em beta ainda, né?
Sim.
Saiu pra web ali porque eu acho que para quem tinha Mac saiu antes, né? Eu, como não sou Mac maníaco, eu tive contato posterior quando saiu a interface web.
E o cara para testar tinha uma coisa que me tomava muito tempo, cara. Eu tinha muita dificuldade, muita dificuldade mesmo. A gente tem uma apresentação, um PPT, olha só a contradição da vida. O PPT não compila, tem um PPT sobre o PPT.
Pois é.
Olha só que apresenta o podcast e tal. Tem alguns números ali. E, cara, eu tinha que tomar muito cuidado para aquilo ficar minimamente apresentável.
E para mim era um esforço hercúlio de escolher fontes, passamento, essas coisas. Tinha uma apresentação ali até que eu considerava OK, né? Falei: "Cara, vou fazer um teste".
abri o cloud design, peguei o PDF do da apresentação, falei: "Cara, deixa melhor, só vê aí o que que você acha e faz uma proposta mais moderna, mais bonita para pr para essa apresentação." Cara, na hora que eu olhei, falei: "Bicho, ficou muito melhor, mas muito." Tudo bem que, né, o mato tava altíssimo, né? Mas, [ __ ] cara, eu fiquei impressionado, falei, pôra, a a tipografia e tal. E eu achei muito interessante, me chamou muita atenção, que ele conseguiu entender dentro do contexto da aplicação o que era um design desajeitado da própria apresentação, de quem criou a apresentação, da identidade do podcast, que foi um profissional que fez. Então, a tipografia do podcast, o logotipo, as cores, etc. Foi um um diretor de arte que criou. Eu estraguei isso na apresentação. Então ele pegou toda a identidade, conseguiu extrair aquilo e aí adequou a apresentação para ficar coerente com com o estilo do do da identidade do do podcast. Ficou muito melhor, cara. Então eu nunca mais vou fazer um PPT na minha vida. Isso me dá uma paz de espírito que vocês não imaginam o o nível de de alegria que essa inteligência artificial me trouxe.
Não, fora a facilidade de exportar, né, que você nem comentou isso, mas para exportar é super simples. Depois que montou, você já exporta em PDF ou no arquivo editável e is exato. Ele exporta em PPTX, em PDF e HTML.
Pois é. e qualquer outro formato que você pedir também, porque ele tem condição de buscar um plugin ou buscar uma IPI para poder fazer esse tipo de trabalho.
Pois impressionante.
Então assim, eh, eu, mano, eu passo o tempo inteiro fuçando e aprendendo coisa, entendeu? Então assim, quando eu descobri isso daí, cara, a primeira coisa que eu comecei a pensar é como que eu vou otimizar o processo de design para poder usar esse recurso aqui. Então assim, eh, o Fernando Campos, que já teve aqui algumas vezes, ele sofre comigo porque toda hora eu chego no chat e falo assim: "Aí, tive uma ideia, tive uma ideia virar o volante aqui".
Então ele fica sempre, mano, em desespero quando eu falo que eu tive uma ideia. Então assim, a gente sempre tenta trabalhar aspectos que a gente vai otimizar o processo, né? E o que eu percebo é que com essa evolução da IA, ela ela pegou aquilo que era um abismo que existia entre um desenvolvedor e um arquiteto técnico e um designer e ele reduziu.
Uhum. Porque hoje o cara que é técnico, ele tem condição de de entender um pouco mais o design com essas ferramentas, porque como você fez, eles também têm condições de fazer. Só que é importante que eles também entendam que é necessário ter repertório técnico para construir, que não adianta somente você pedir que ele vai trazer, ele vai trazer coisas bonitas, só que ele pode trazer fora da identidade visual, ele pode trazer com alguns princípios e algumas coisas que não são as ideais. Sim.
Então tem esse repertório.
Então eu não tenho dúvida que se você olhar o que me deixou admirado, você vai encontrar problema.
Eita, né? É que para mim, cara, é muito melhor do que eu já tinha. Você vai encontrar alguns problemas no que o Clo fez, mas vai encontrar milhares no que eu fiz.
É, então, mas é normal isso.
É, é complicado, porque, por exemplo, se você olhar um projeto seu de dois anos atrás, um ano atrás, você vai encontrar os mesmos problemas. É natural. O que eu quero dizer mais é que a gente tem essa condição de ter uma proximidade maior dentro do próprio processo de execução, né? Por exemplo, antigamente a gente desenhava componente manualmente, cara.
Então antes montava manualmente componente. Então, ah, é um um input text ali para um formulário. A gente tinha que fazer todas as variações na mão, cara. Um a um ali. Ah, input positivo, negativo, erro, eh, travado, eh, só para consulta. Sabe? Então a gente fazia manualmente aquilo ali. Aí a gente selecionava um a um, exportava, mandava pro front. O frontend ia lá, olhava o código, aí voltava com a gente, fala assim: "Pô, cara, mas qual que vai ser o comportamento? Como que tem que ser?" Aí a gente fazia todo esse processo.
"Cara, tu quer o o input text arredondado mesmo?" Exatamente. Exatamente. Negociaçõ tinha todo esse problema. Então, que que hoje, né? Já há algum tempo tenho estudado aí, tenho tenho motivado a galera também do time a gente trabalhar dessa forma. Hoje a gente tá tentando trabalhar tudo via MD, tudo markdown. a gente coloca o agente do Figma para poder criar sozinho a partir dos inputs que a gente coloca no prompt ali com todas as diretrizes que a gente quer para pro pros componentes. Aí peço para poder ele montar uma spec ali já com algumas instruções básicas ali. Aí após isso, faça uma conversão com instrução no prompt para ele trazer isso via markdown com todas as instruções certinhas, tudo bonitinho. E a partir disso, o outro agente na parte de front end pega esse markd, ele lê esse markdown que já tá todo descrito com os componentes já tudo lá bonitinho e ele começa a desenvolver a partir de prompt.
Cara, você consegue fazer um system design inteiro sem markdown.
Exatamente. Só em Markdown. Só em Mark.
E é o objetivo, né? Porque como eu falou antes, nós montáamos tudo à mão ali.
Então, um cenário de erro, é uma mensagem positiva. É, por exemplo, às vezes, né, muita gente não vê isso, mas quando nós montávamos ali o protótipo, né, que é o basicamente as telas navegáveis, né, quando você clica, o que que acontece e tudo mais, às vezes demorava mais para montar um protótipo do que fazer o design da tela. Então, às vezes, a tela demorava, por exemplo, um dia e o protótipo três, porque você tinha que às vezes a mesma tela, você replicava ela 10 vezes e o que mudava era o quê? Em uma aparece um o cenário de clique, na outra o cenário de mensagem positiva. Então isso dava muito trabalho. E agora nesse processo ele basicamente pega tudo e já traz animado, funcional. Então você já tem oportunidade até de eh ver como funciona. Então, ah, eu criei um um uns um campo de texto. Ah, o que que aconteceu clicar? Você já vai lá e clica e já vê como funciona. Aí você já tem oportunidade de corrigir o comportamento. Então, assim, adianta muito o nosso lado.
Exatamente. Então, hoje eu tenho trabalhado muito dentro de otimização de processo, né? Então, aí faço algumas integrações com alguns outros tipos de serviço também para trazer. por exemplo, ah, eu preciso simular aspecto de CEP, eu já peço já para fazer uma integração com a IPI do Correios para poder trazer essa simulação, entendeu? Então, eu faço todo esse trajeto arquitetural mesmo.
Então, quase um MVP, né?
Quase um MVP. Então, o nosso trabalho saiu de uma questão meramente visual para ela ser efetivamente arquitetural, né, de experiência mesmo. Então, a gente trabalha com todos os aspectos ali, minimamente. Obviamente que a gente não entra num detalhe que não somos especialistas, mas minimamente a gente pensa num aspecto de back end ali do que vai acontecer pra gente conseguir simular o mais próximo possível do produto final.
Você quase consegue mocar um backend para isso.
Examente. Com certeza. E eu acho que o mais legal nesse sentido é a velocidade com que conseguimos testar, né? Porque antes tinha que montar o protótipo, aí você testava, aí dava errado, aí você tinha que ir lá corrigir, levava uns dias e hoje não, você monta o protótipo lá. Eh, hoje é quase que não ouvíamos falar naqueles warframes que eram tons de cinza, né, que tinha antes que não se montava e era tudo na tonalidade. E aí aconteceu algo muito comum. O último frame que eu fiz que foi pro Cloud Code era assim, Tom de cinza, né? E era muito comum do banco, Tom de cinza.
É. Então, e por que que a gente fazia assim? Porque era rápido, né? Rápido na época, né?
E eu lembro que eu sempre ouvi uma coisa, era sempre a mesma coisa quando eu montava. É, mas vai ficar assim, vai, vai ficar com essa cara de jornal de 1970.
O botão vai ficar quadrado desse jeito.
Então era muito comum. E hoje não, você monta lá o código no cloud design, ou seja lá qual for da sua ferramenta, monta lá, ele já é funcional, já é navegável, então você já mostra ali pro seu time, eh, olha, ficou assim e tudo mais, você já tem a oportunidade de coletar feedback ali do desenvolvedor, do arquiteto, do PO e tudo mais e já tem a oportunidade de passar pra frente, né?
Então, eh, as possibilidades são muito maiores agora, né? E são muito mais rápidas.
Isso é muito bom. é, acelera o processo, porque você pode jogar isso daí até dentro de um aspecto de teste, né, para poder testar o conceito mesmo do produto. Então, uma vez que você já tem ele simulado, você pode jogar uma outra IA em cima dele para fazer todo o processo de mapeamento, de interação do usuário para saber onde ele clica mais, onde os mapas de calor, etc. Então você consegue a partir de outros agentes de A fazer todo um processo também de acompanhamento de como o usuário vai interagir com aquilo e extrair dados daquilo. Então você vai utilizando IA sobre IA, entendeu? Dentro do fluxo.
É, eu acho que, desculpa, é, eu acho que isso é muito legal de falar, né? Que muitas vezes o designer ele é visto como alguém que sabe tudo ali da jornada do usuário, né? Mas muitas vezes a gente não sabe, né? Eh, o designer ele é um investigador, então o que ele tá fazendo ali? Tudo bem, é baseado em dados, é baseado em em aspectos ali que ele estudou, mas é uma aposta, querendo ou não, né? Então nós montamos ali o que nós achamos que é o ideal, mas aí às vezes quando chega lá na mão do usuário é outra coisa. Ele, por exemplo, você fez um botão super claro, clique aqui e ele não clica.
Então isso pode acontecer porque não tem como prever o usuário.
Cara, tem milhares de memes sobre isso, né? Você faz um negócio rebuscado pro usuário, ele vai lá e faz outro jeito.
Exato. Exatamente. É muito comum. Então essa velocidade dá justamente a vantagem de você testar. Você tem um que eu adoro que tem um canteiro de grama todo bonitinho assim, grama bem verdinha. Aí fizeram um caminho assim, ó, com pedras, com os ladrilhos para você passar para chegar do outro lado.
Aí tipo tá o ladrilho perfeito e tipo, tem um um traço reto aqui assim, ó, com a grama desgastada, porque, tipo, a galera falou: "Foda-se, isso aí eu vou passar direto aqui que é mais rápido".
Exatamente. É justamente isso. Então, o usuário, cara, é imprevisível.
Exato. E essa eh tem uma coisa que desenvolvedores e designers concordam, é não confie no usuário.
Exatamente. Com certeza, cara. Então, depois, imagina, depois de todo um planejamento, de toda uma etapa de protótipo, eh, deu errado. Você vai levar dias, né? Levava dias para montar tudo de novo, para ajustar. E às vezes a gente não sabia nem o que ia ajustar, né? A gente ficava olhando para meu Deus.
Eh, como que deu errado isso? Exato.
Então, hoje aí proporciona essa velocidade de testar, né? Então, eu montei uma tela, já testei no talvez no mesmo dia ali com o usuário, putz, deu errado isso aqui, vamos ajustar. Aí, ajusta, já vai de novo. Então essa velocidade otimiza muito o processo e garante que o produto ele seja, não seja perfeito, né? Ah, eu tenho a melhor, mas não, eu fiz o a versão perfeita, não é isso, mas você tem a melhor versão que você poderia ter. Então, em vez de um teste, dois, você fez 10. Poxa, 10 é muito melhor, né? Então, em menos tempo do que você faria dois anterior. Exato.
Principalmente para você extrair essas informações depois, porque o que a gente demorava para poder catalogar tudo isso daí a gente fazer o processo de análise, interpretar, montar relatório para depois a gente analisar e ver o que precisava mudar, né? Colocando dentro do do backlog para isso, cara, era sinistro. Hoje não. Hoje a IA ela traz tudo para você a partir do direcionamento que você dá, daquilo que você pretende abstrair daquilo. E aí você já consegue ter uma tomada de decisão bem mais rápido do que você tinha antigamente.
É, fora que ela te torna muito crítico, né, do dos dados ali. Você recebe os dados, você fica meu, mas será que é isso mesmo? você começa a perguntar, começa a por mais questionamentos em jogo. Então, eh, essa etapa de análise, ela te torna muito crítico nesse processo criativo.
Queria explorar um pouquinho mais com vocês, então, sobre como é esse relacionamento com os deves de interface, de fato, certo?
Porque vocês projetam as interfaces, correto? A experiência, mas não sei, você, ele talvez, porque ele é mutante, mas vocês não codam em React, por exemplo, né? E como que é esse relacionamento e como que a IA tá ajudando nisso? Porque voltando nos meus exemplos pessoais, eu nunca escrevi uma uma vírgula de React. Eu tenho interfaces maravilhosas que não sei se estão usando a melhor prática, eh se tá sendo desenvolvido da forma correta. tem o controle ajuste fino do back end, porque é a área que eu conheço, que eu que eu tô mais acostumado. O front end eu delegoo direto para Ia e não tenho condições de revisar como que é isso no dia a dia com com vocês.
Acho que a primeira etapa é você ter um time que te passa confiança, né? É, então tanto no time da Vem Bers que tá super preparado nesse sentido, né? Eles sempre estão passando confiança, sempre estão ali, é, do nosso lado, sempre apoiando e tudo mais quanto o time da própria CCE, né? são estão sempre do nosso lado e sempre tentando entender o que que a gente busca com aquele com aquele processo, com aquele com aquela tela, com aquele protótipo e tudo mais.
Então, essa conexão com o seu time é o primeiro passo para você fazer isso, porque eh eu costumo muito dizer, né, eh, poxa, você trabalha com as pessoas no seu dia a dia, ela elas estão ali e em todos os momentos com você. Então, quando o projeto dá certo, elas estão ali. Quando dá errado, elas estão ali. Então, por que que elas não podem estar ali? Quando você tem uma dúvida, quando você tem uma dificuldade ou quando você quer que uma ideia vá pra frente, né? Quando você quer vender uma ideia? Então, a primeira etapa, ao meu ver, é justamente isso, ter essa conexão com o time. Então, um time que te passa essa confiança, que que diz assim: "Poxa, pode falar o que quiser, pode fazer o que quiser, que se der a gente faz, né?" Eh, é muito bom nesse processo, né? É o que alimenta essa essa primeira etapa de conexão com o time.
É, no meu caso, eh, eu tive essa experiência trabalhando em uma agência de marketing digital durante 7 anos lá.
Eu era o único designer, então eu comecei a a explorar e descobrir a parte de experiência mesmo do usuário, experiência digital lá. Então, eu dialogava muito com os frontends lá e o pessoal que desenvolvia a parte de back end. Então eu chegava a pensar porque eu via o sofrimento que os caras tinham quando eu montava, eu tinha que passar para eles, eles interpretarem tudo, buscar qualquer o melhor, né, melhor estrutura de código, como que ah, qual que era o o o a aplicação que eu ia usar, o que que eu ia usar ali de recurso. Então eu via o sofrimento dos caras para poder tentar fazer o máximo possível com que a aquilo que eles estivessem programando refletisse o layout que eu tinha levado para eles. E aí eu comecei a trabalhar dentro de um processo assim, cara, e se eu adiantar esse processo pros caras? E se eu na hora de eu construir o layout, eu já entender qual que é a tecnologia que tem que ser utilizada, eu já antecipar para eles se eles vão utilizar algum tipo de recurso, se eles vão utilizar aqui algum tipo de plugin, se eles vão usar algum tipo de widget específico aqui e eu já colocar isso daí já no layout para poder eles saberem o que é. Então eu comecei a trabalhar nesse aspecto de construir os layouts já pensando no front.
Você é um anjo, cara. A galera deve te amar. Não, os deves me adoram, cara.
Isso se cara, eu sou, eu sou assim, eu sou eu vivo numa dicotomia total. Eu sou odiado pelos designers, por incrível que pareça, e adorado pelos desenvolvedores.
Então, montava o layout, eu chegava pr os caras fal assim, ó, o seguinte, a estrutura de código tem que ser assim, ó, JavaScript aqui primeiro, CSS para carregar somente, sem estilo, somente o contexto para poder carregar mais rápido. Eu já montava a estrutura de código pros caras, como eles tinham que montar de acordo com a página que a gente tava desenvolvendo. Ele já falava assim, ó, que eu vou ter um widt aqui de mapa. Então você já pode puxar esse mapa já de serviço tal, porque serviço tal é mais consistente e tal. Então eu já fazia todo esse levantamento pros caras e aí quando eu passava pros caras o layout com os levantamentos, os caras só se preocupavam em codar. Eles falam assim: "Mano, agora a gente vai fazer o que a gente ama, é codar. Todo esse rolê aí a gente detesta fazer, a gente faz porque é a gente é obrigado. Fal assim, não, então deixa essa parte aí, o serviço sujo, deixa que eu faço, depois já embuto já no no já coloco já no layout e fica tranquilo para vocês.
Então, desde lá, cara, eu já tenho uma interação muito próxima com a parte de frontend. Então, comecei a entender os recursos, fal assim: "Ah, cara, você vai usar Angular, você vai usar React, você vai usar eh que estilo? Você vai adotar?" Estilo, Google Material? você vai utilizar Bootstrap, o que que você vai utilizar de recursos? Então, já mapeava tudo isso pros caras, ah, vou usar Flutter, que agora também tem muita aplicação em Flutter. Então, tudo que era estilo de linguagem, estilo de serviços, eu já mapeava, já antecipava e já passava pros caras. Então, assim, a minha interação com eles sempre foram muito assim tranquilas e hoje com a IA ela otimizou ainda mais. Sim, porque como eu já entendo esse contexto, então eu tento já transferir para eles dentro de um aspecto que seja bem mais próximo daquilo que eles precisam desenvolver.
Então hoje a gente consegue gerar muitas vezes a partir da IA o layout já estruturado com o código já meio que já encaminhado daquilo que eles precisam só extrair e adicionar e montar dentro da estrutura. Então eu já monto já a arquitetura toda prontinha de informação como tem que ser. com todos os esquemas já formatadinho, bonitinho. Tem, a gente trabalha com frontendes que são muito propositivos. Então, os caras tem uma ideia, fala assim: "Mano, você fez isso no layout, mas eu acho que eu tenho uma ideia que pode melhorar". Os caras já vem, já propõe, a gente fala assim: "Não, fechou, cara, vamos fazer assim, então tá mais tranquilo para você?" "Ah, é mais tranquilo e fica melhor e mais rápido e tal". Então, a gente faz muito essa troca. Então hoje a IA ela só otimiza e acelera um processo de conexão que eu acho que nós designers já deveríamos ter com esses caras já de muito tempo, mas sempre houve essa questão de cada um ficar querendo ficar só no seu quadrado. Então eu sou meio que o cara quebra as sías, entendeu?
Então, a IA ela potencializa isso daí porque ela traz uma uma celeridade maior e uma estrutura um pouco mais refinada pros caras só pensarem em montar, estruturar, testar ali e fazer os refinamentos que são necessários.
Você falou do Bootstrap que algum tempo atrás era meio que o padrão para fazer eh layout responsível, etc., né? E e aí você me lembrou do quando quando você falou sobre o design dos componentes, etc. Eh, me ajudou muito a lidar comiá para questões de front end, que eu não sabia que existia, na verdade, o Bootstrap já tinha isso, mas agora parece que tá meio que separado.
Tem algumas bibliotecas de componentes já prontas, né? Sim. Então, por exemplo, as aplicações que eu desenvolvi, elas são React e aí tem um outro framework para estilo CSS, que eu não lembro o nome, mas aí tem uma outra biblioteca que ela ela pediu minha confirmação como se eu soubesse eh eh confirmasse. Eu só aceitei, acho que é chá CDN, CN de CN, alguma coisa assim, que aí eu fui procurar na web, cara, são os botões formatados e tal. Então agora facilita a minha comunicação, porque quando eu peço alguma melhoria no produto e tal, ela já fala: "Ó, beleza, vamos usar tal categoria, tal, tal estilo da dessa biblioteca, eu vou lá falar: "Porra, é isso aqui, tá?
Funciona". Então, acho que agora a própria e IA e o e a evolução do JavaScript como um todo, né? para para pra frontend. Acho que facilitou muito o desenvolvimento web nos últimos anos aí, né?
Facilitou para caramba, cara.
Eh, e acaba acelerando demais, né? A gente vê que os caras eles eh dedicavam muito tempo e ficar buscando esses recursos e ficar tendo que muitas vezes refinar esses recursos, porque muitas coisas elas viam ou mal formatadas ou mal construídas. Então os caras tinha que pegar um componente ali e praticamente que destruir ele e reconstruir, sabe? Para não ter o trabalho de fazer do zero, mas dava um trabalho igual, sabe assim, ou equivalente. Então hoje não, hoje a gente já tem essa condição de conseguir trazer uma coisa muito mais próxima, mais estruturada, né? dentro do aspecto que a gente constrói agora utilizando o Figma e a interagindo com essa parte de frontend, se o front end ele utiliza um agente de inteligência artificial também, ele só vai pegar o nosso Markdown ali, cara, e executar. Então ele não vai ter mais toda aquela complexidade que ele tinha de ficar indo e voltando com a gente, fazendo 300 chamadas para poder a gente trocar a ideia para fazer alinhamento. Não, porque já tá tudo estruturado, já tá tudo descrito como tem que ser. E ele só precisa só ter esse conceito, né, de promptar bem, de contextualizar bem para poder aí a fazer o que ela precisa fazer, que é somente pegar as informações, ler e reproduzir.
É, fora que essa conexão que nós temos com desenvolvedores é muito boa, né?
Porque eh aquilo que eu comentei, a primeira interação que eu tive nesse sentido foi com o time da VMBS, né, que tinham os desenvolvedores ali muito próximos de nós e sempre apoiando, né?
Então, sempre que eles tinham uma sugestão, às vezes eu construí a tela de um jeito e eles viam que não dava para fazer 100% do jeito que eu que eu fiz ali, mas eles sempre vinham com aquela sugestão. Poxa, e se você mudar assim? E se você fizer desse jeito aqui? Poxa, olha, desse jeito eu não consigo, mas eu tenho uma aplicação muito melhor. Ou, por exemplo, poxa, você fez desse jeito, mas eu sei um melhor ainda de aplicar.
Então, essas interações, essas conexões com o time fazem muita diferença, porque às vezes você sai da sua da sua caixinha ali, você sai do seu mundo criativo, das suas propostas, do seu das suas análises e começa a ouvir as pessoas que estão ao redor do seu time e você percebe que, por mais que elas tenham funções diferentes, elas estão em prol do mesmo objetivo. Então, essa construção, essa proximidade é extremamente importante por conta disso, né?
Sem dúvida. Eu queria ouvir de vocês agora um caso de sucesso. Eu sei que vocês não podem dar detalhes sobre os projetos internos, etc. Mas eu queria que vocês contassem um no nível de detalhamento que vocês puderem, eh, de um caso de sucesso, de interação com essas áreas e na resolução do problema de design que vocês utilizaram IA e que foi show de bola, foi um um grande golaço.
Nossa, eu tenho um bom, tenho um bom.
meu último projeto, inclusive, eh, eu comecei em conjunto com o time, com o PO, com os analistas desde o começo mesmo do projeto. Então, nós tivemos a oportunidade de discutir, tivemos a oportunidade de fazer diversas reuniões ali em prol do produto, né? Eu não posso entrar em detalhes sobre o produto em si, mas assim, eh, como designer, isso é muito importante, né? É muito difícil de participarmos do do ponto zero ali do projeto, né? E desde o primeiro momento eu já comecei a utilizar IA no meu processo. Então, por exemplo, transcrições de reuniões, todas as transcrições eu baixava eh e já colocava na IA para alimentar ela e me trazer os os pontos mais importantes, o que que tinha de demanda paraa minha parte, o que tinha ali de demanda paraas outras.
Então, já fiz esse processo, eh, utilizando ali o notebook LM e tudo mais para fazer esse gerenciamento.
E depois quando a solução foi avançando, eu comecei a utilizar na etapa de jornada service blueprint, entendimento ali do projeto e por fim na prototipação. Então, eu peguei do ponto zero até o final, né, que é o protótipo, utilizando a IA ali no meu no meu processo de construção. E eu pude reparar que o protótipo ele saiu muito mais refinado e completo, é, por conta desse processo que eu fiz, esse acompanhamento. Então, é um baita case de sucesso nesse sentido, porque ele me permitiu não só participar dele desde o começo, mas também analisar, coletar, eh, e, e, e preparar todo o meu material para apresentar pro time. E aí na hora de apresentar de fato, eh, o a o resumo ali, o feedback geral do time foi muito voltado a funcionalidades específicas, correções pontuais ali no projeto.
Então, eh, deu para ver que todos ali do time não tinham nada a questionar no sentido da construção como um todo. Eram mais detalhes ali envolvendo o negócio e tudo mais para serem ajustados, que já acontece normal, né? numa evolução de produto, numa evolução de um processo, sempre existe isso. Então isso foi muito legal, né? Foi um processo ali que eu utilizei a quase como estagiário mesmo desde o começo comigo, eh, sempre alimentando, sempre orientando e tive esse resultado gigantesco assim, né, pro time ali. Eh, eu entendo que foi algo muito especial nesse sentido, porque todos conseguiram ali trabalhar juntos e tudo mais e no fim eu consegui utilizar IA para fornecer um protótipo visual ali, um projeto visual do do que que tinha na minha mente, do que eu havia coletado de informações. Então, com a IA, isso não teria sido feito nesse período que foi provavelmente uns dois meses ali de processo, né? Eu demor teria levado pelo menos uns seis para fazer essa construção. Então, isso foi muito bacana.
É, no meu caso, tive eh um caso que ele ele acaba pegando esse contexto que eu falei para você de junção de pontas, né? Então, eu geralmente a a passei a adotar a partir daí, né? Então, peguei justamente um trabalho onde tinha já os requisitos de negócio descritos no Gira, né, inclusive porque tudo é documentado, registrado lá para poder conseguir fazer uma melhor gestão. Então, geralmente a gente sempre tinha que pegar esses requisitos de negócio, a gente tinha que ler, fazer todo o processo ali para entendimento, etc e tal, e depois tem que ruminar toda informação, né? Exatamente. Então aí depois a gente pegava o desenho de solução de arquitetura, as questões de princípios arquiteturais, as questões todas relacionadas a aos requisitos funcionais também para poder a gente ler, entender o que que tava sendo proposto como desenho de de arquitetura de solução para a partir daí a gente ser propositivo e falar: "Olha, talvez a gente desenhe tantas telas ou aqui a gente nem desenha tela ou aqui a gente tome algum outro tipo de caminho." Então, sempre fazia tudo isso de forma muito assim, eh, separada, né, e com e dedicando muito tempo em relação a isso.
Então, o que que eu fiz? Eu procurei fazer um processo de otimização. Então, eu coloquei a parte do cloud integrada com gira e aí eu puxava somente a parte de requisito de negócio e pedia para ele analisar e trazer o contexto para mim.
Eu, a partir desse contexto pedia para ele estudar e analisar o desenho arquitetural e levantar para mim como que ia ser os processos de integrações, trazer as questões também de requisitos funcionais em relação à infraestrutura, recursos que seriam utilizados tecnologicamente também para bater junto com o desenho arquitetural para ver se não tinha nenhuma inconsistência e juntar tudo isso para bater com os requisitos de negócio e fechar pra identificação dos gaps, os gaps que foram identific Aí eu, como arquiteto de experiência digital trabalharia em cima desses gaps, orientando tanto o negócio quanto a parte de desenvolvimento e de de arquitetura de solução no que poderia ser negociável ali pra gente propor melhor. Então eu fazer essa orquestração, fiz essa orquestração usando o cloud e aí a partir daí consegui construir a jornada para fazer a proposição do protótipo também utilizando inteligência artificial, tendo todos esses requisitos refinados.
Eu joguei na dei as instruções e os parâmetros, puxei o design system que a gente já tem integrado também via MCP e a partir daí eu pedi para ele construir o protótipo utilizando todos esses recursos aí.
Sensacional.
Então a ideia é a gente fazer o máximo de integração possível. Então hoje eh eu consigo ter essa percepção, né, de orquestrar melhor essas informações que a gente capitalizava muitas vezes de forma muito segregada. E aí o nosso trabalho muitas vezes a pessoa ficava muito restrito somente a tela, né? Aí aí tem um caso que eu falava assim que até chega a contar de projetos, né? O pessoal fala assim: "Ah, William, eu não vou te envolver nesse projeto porque esse projeto a gente vai fazer via IPI first. A gente vai adotar IPI, então não precisa ter o X porque não vai ter tela".
Aí falou assim: "Ah, mas me coloca aí, cara, para poder, né, eu saber pelo menos o que que tá acontecendo, tal".
Não, beleza.
Spoiler, design não é só tela.
Exato. Pois é. Vai vendo aí os caras falam assim, pô, a nossa solução vai ser assim, ela vai chamar a IPI aqui o serviço, vai comunicar via e-mail, vai disparar um e-mail pro cara que vai dar o retorno X e bá bá. Ela fala assim: "Beleza, esse aí é o caminho feliz, né, cara?" Aí fal assim: "Como assim?" Eu falei assim: "Tá, eu vou colocar para você um problema na sua jornada dentro da sua IPI. Se o cara lá da ponta ele por algum motivo cadastrou o e-mail errado, a sua IPI vai permitir fazer a edição desse e-mail?" É. Aí os caras, hum, não pensamos nisso.
O cenário negativo é o que eles, as pessoas costumam mais ignorar, né? Ah, sim. Pensa no caminho triste. É muito comum de pegarmos projetos assim, a galera mostrar a ideia fascinada, né? O olho brilhando e tudo mais. E aí eu fico pensando: "Meu Deus, eu vou destruir o sonho dela agora". Exatamente. E aí eu eu comecei a mostrar pro pessoal que mesmo quando eles constróem as soluções VIPI, a gente tem que tá envolvido. A gente tem condição técnica dentro de um aspecto de experiência e de jornada pra gente conseguir mapear e identificar coisas que quem tá desenvolvendo não vai conseguir enxergar, porque ele já tá ali focado no projeto dentro de um aspecto que é eu preciso desenvolver o serviço para que ele realize essa função. Só que muitas vezes ele não vai ficar atento em qual é o tipo de retorno que essa IPI vai dar quando de repente bater em algum lugar e der erro. Quando fizer uma chamada desse serviço mais de não sei quantas vezes, o que que vai acontecer?
Qual que é o retorno que vai dar pro usuário quando o serviço cair? O que que o usuário vai ter de retorno?
Não adianta você só colocar os asativas de numerações de erro.
É, não adianta você retornar 400 ou 200.
Porque o uma coisa que me dá vontade de enfiar o dedo na orelha e rasgar é quando você tá num algum serviço, alguma tela lá e alguma coisa dá errada e aparece erro 459, hash do erro.
Meu amigo, eu faço o que com esse hash?
Pois é, exatamente.
E fio na outra orelha. Exato. E aí eu penso em todo o conceito. Falo assim, gente, então aqui, ó, você tem que trazer um retorno pro usuário, uma especificação do que aconteceu, uma previsibilidade mínima para ele e uma situação de contorno. Nem que essa situação de contorno seja somente dizer para ele, aguarde e tente daqui a não sei quanto tempo.
Pois é, isso é muito comum assim. Então assim, a gente que trabalha dentro da parte de experiência digital, a gente não pensa somente no aspecto de tela, a gente trabalha muito próximo dessas questões relacionadas a IPs e chamadas de serviço também para entender às vezes até mesmo questões performáticas, porque às vezes ele tá consumindo, fazendo chamadas justamente em excesso por tentativa de chamar de repente uma nomenclatura do serviço que ele não sabe como tá sendo chamado, o famoso botão enviar que não trava e aí o cara fica fica infinito, clicando e ficando infinito. Acho que é o exemplo mais clássico.
Examente. Exatamente. Então assim, a gente pensa em todos esses aspectos dentro de um de de serviços que não estão necessariamente relacionados à tela ou a layout bonito.
É, acho que a lição que fica, né, Will, é que a tela, a interface, ela faz parte da experiência, mas a experiência é um conceito muito mais amplo, né?
Exatamente.
Então, a tela faz parte e ela precisa ser resolvida quando há necessidade dela, mas o sistema mandar um e-mail, etc. Ou disparar alguma ação secundária, etc., também faz parte da experiência.
Com certeza, porque você não sabe o que o usuário tá pensando, né? Então, eh, às vezes uma mensagem que, ah, é uma só uma mensagenzinha simples, poxa, aquela mensagem pode ser a mais importante pro usuário, né? Sim.
Então, às vezes ele tem ali, igual você falou, né? Ah, erro X lá. Tá, mas e aí?
E aí eu faço o que agora? Eu continuo clicando? Não, é, é o típico caso que o deve escrever mensagem para ele, não pro usuário.
É, exato, né?
Isso é, acho que esse é o ponto. É, muitas vezes você explicar para esse cara que existe log para isso, né? Interface. o designer ele interfere justamente nesse ponto que é deixar de fazer coisas para nós e pensar no usuário, né? Então muitas vezes é muito comum de eu participar de um projeto e eu falar: "Ah, mas eh nesse cenário aí e se o cara fizer isso aqui?" Aí a galera fala: "Mas ele não faria isso".
Duvido do ser humano.
Como assim não faria? Então se eu tô pensando, é porque alguém faria.
Exatamente.
Porque eu mesmo faria. Se eu pensaria.
Exatamente.
Exatamente. Então é muito comum de de Eu gosto muito de pensar nesse sentido assim, qual é a pior coisa que o usuário pode fazer? E digitar com a testa assim, é ou ou não digitar nada e querer enviar. Então acontece muito isso. Então ah, quais são os piores cenários?
E aí eu acho que é importante o designer adquirir uma mente de Lego mesmo, tipo, é como se ele tivesse vendo aquilo pela primeira vez na vida, igual o que mesmo, né? que que o que pega lá o projeto e e testa de tudo.
Agora, um ponto interessante que eu queria puxar dess desses dois relatos que vocês fizeram, até pra gente já ir encaminhando pro final, porque não parece, mas a gente já tá com bom tempo de episódio e poderia ter o dobro do tempo, se se a gente quisesse estender aqui.
Eh, existe uma grande discussão sobre o futuro das profissões, né? Sim, isso também na área de desenvolvimento tá sendo questionada até onde vai o trabalho do dev, qual o novo perfil do dev, como ele vai ter que se desenvolver a partir daqui, vai acabar a profissão de dev.
Como que vocês vem isso na na área de design, né? A IA, ela tem potencial para substituir um designer, ela é um grande auxiliar do do designer. E como as pessoas que estão entrando agora nesse mercado, eh, na opinião de vocês, precisam se comportar e entender esse novo contexto.
O que que você diria para um cara que tá começando agora? Olha, para ser sincero, eu não acho que a profissão designer tá acabando. Eu acho que ela tá começando a dar novos passos para uma evolução, né?
Então, é aquilo que eu comentei, eh, a IA, ela é uma ferramenta como qualquer outra, seja o Canva, Figma, Photoshop e por aí vai. Então, não tem essa de acabar, sempre vai precisar de um designer. E honestamente falando, eh, já aconteceu esse processo muitas vezes, como por exemplo, quando lançou o Wix lá, que teve aquela questão de o site em poucos segundos, muita gente falava que ia acabar o web design, né? E hoje o que a gente mais vê é o web designer desenvolvendo landing page para lançamento de curso, para eh site institucional, fazendo campanha e tudo mais. Então, assim, toda a profissão, ela passa por um processo de evolução.
Isso é comum. E se as pessoas estão começando, acho que a maior mensagem que eu passaria é: "Tenha paciência". Sabe, você não precisa sair comprando diversos cursos ao mesmo tempo, eh, fazendo diversas mentorias com aquele especialista em IA ou em design, em qualquer coisa, você pode começar aos poucos, todo mundo tem um processo diferente, né? Eh, apesar de eu ser muito novo, eu já tenho quase 10 anos como designer, né? Então, nesse processo, pô, começou com 8 anos de idade, cara.
Que nada. Comecei com meus 15, 16 anos também, mas eh quando eu comecei já eu tinha muito desse papo. Ah, o design gráfico vai acabar, eh agora só tem designer digital, né? Esse tipo de coisa. E na verdade não existe isso, né?
Então todo mundo tem a chance de começar. E se você quer começar, quer estudar IA e tudo mais, e eu costumo ver que as pessoas e falam: "Ah, se você não começou, você já tá atrasado". Eu acho que isso não existe assim. Toda hora é hora de começar. Então as pessoas podem ir aos poucos, escolhe um modelo cloud, eh, GPT, Gemin enfim, escolhe um e vai dando igual você fez, né? Ah, quis fazer a apresentação, testou lá e tudo mais.
Então, é o que eu recomendo. Dê os primeiros passos com calma, vá devagar e entenda os próprios limites também, porque é muito comum de as pessoas verem profissionais que estão há 10, 20, 30 anos na área fazendo coisas absurdas.
empresas absurdas e já quer o mesmo nível, né? Começou hoje, já quer chegar lá. Então, eh, sinto muito, eh, eh, frustrar, mas isso não acontece, né? Um processo que você tem que estudar todos os dias, você tem que se dedicar, você tem que praticar bastante. Então, com a não é diferente, né? Eh, poxa, eu acho que a coisa que a Ia mais me ensinou foi que é, o amanhã sempre será diferente.
Uma coisa que você aprendeu hoje e amanhã já não existe mais, né? ou já mudou ou ou já atualizou, já é outro processo. Então, por que ter essa pressa, né? Fazer tudo devagar, com calma e um passo de cada vez. Eu acho que é o maior conselho que eu posso dar para quem tá começando.
É, no meu caso, eu complemento dizendo que mais do que uma evolução, ela passa por uma transformação, né? né? A profissão do design, ela tá passando por uma transformação dentro desse sentido, porque a gente a gente abnegou muito do aspecto de necessidade de comunicação. A gente entendia que somente criar e somente comunicar visualmente era suficiente. E aí dentro do UX surgiram depois com a de vinda do de chatbotes, interações com interfaces conversacionais, etc e tal, e o X Writing ganhando a maior o maior protagonismo.
Depois ele perdeu esse protagonismo, né?
Foi tendo cada vez menos vagas e menos aderência. E acho que agora é uma oportunidade desses caras ganharem protagonismo novamente e a partir daí essa disciplina acabar influenciando outros perfis de design. Então, hoje o design ele não basta somente ter um repertório técnico focado em questões de estrutura visual, ele precisa ter um repertório de comunicação. Ele precisa saber comunicar e não saber só comunicar com outras pessoas antes, principalmente saber comunicar com a própria então isso demanda escrita. Então o cara vai ter que desenvolver muito aspecto de de escrita, de redação, questão de senso crítico para poder analisar, entender se aquilo que tá sendo trazido pela IA realmente faz sentido ou não.
A questão de fazer engenharia de prompt, eu fiz curso de engenharia de prompt justamente para poder otimizar muito desse processo, entender como funcionava. Então ter essa habilidade também é extremamente relevante para você conseguir segmentar melhor, né?
Então, toda essa parte que gira em torno de um arcabolso de comunicação, principalmente escrita via Prompt Praia, acaba sendo um diferencial e acaba sendo um agregador dentro dessa nova versão do designer. Então, se antes ele era só criativo, hoje ele vai precisar ser um pouquinho mutante e ser um pouquinho mais lógico. Com certeza.
Com certeza.
Muito bom. Show de bola, cara. Eu saio daqui com a cabeça gigante com depois desse papo aqui com com vocês. Acho que a gente conseguiu trazer uma uma visão aqui pro pro mundo que nem sempre tá tá exposto aqui nesse podcast, que a gente é um pouco mais técnico, mas que eh faz a gente refletir o quanto a IA tá exponenciando, né, a produtividade e e a interação entre as profissões, né, cara? Isso eu acho sensacional. Acho que a gente conseguiu entender aqui com vocês que o impacto ele vai muito além e se a gente falar com outras pessoas, a gente vai entender que tá indo muito além e que de fato a gente tá vivendo um um mundo diferente daqui.
E como o bem falou, acho que a gente vai ter que ser todo mundo meio mutante daqui em diante, né, cara?
Pois é, cara. É o jeito, né?
É show de bola.
Obrigado pela presença de vocês, meus amigos. Foi muito bom. Eu espero vê-los aqui mais vezes para, desculpe a o trocadilho, mas para colorir um pouco mais esse podcast.
Com certeza. Pode contar com a gente aí, com fica à vontade aí. Acho que a gente a gente só tem a a as trocas elas são extremamente importantes, né? Então, a medida com que a gente vai fazendo essas trocas, entendendo dessas outras áreas também, a gente vai aprendendo, absorvendo e obviamente que no dia a dia vai facilitando também o trabalho, o desenvolvimento, o diálogo. Então eu acho que isso é extremamente importante.
Então eu agradeço aí o convite, né?
Espero participar de outros também.
Fique à vontade para poder chamar.
Sempre que necessário tiver vontade, estarei disponível aí. E a galera pré-lançamento do meu livro Ego Design, o Ego não desenha tela. E agora em agosto ele já vai começar a ser distribuído. Então quem quiser adquirir na pré-venda, o link já tá aí. Quem quiser esperar um pouquinho para ter ele em mãos logo, porque são pessoas ansiosas como eu, mas não deixa de comprar. Breve ele vai estar disponível aí em outras plataformas aí para poder eh você conseguir adquirir também. A versão digital também a gente vai distribuir, principalmente para você que não gosta de ficar com peso de livro na cama, né? Então po, é, vai ter a versão digital também agora em agosto, a gente vai estar disponibilizando e aí você vai poder adquirir o seu também. Mais uma vez, obrigado aí, valeu.
Muito obrigado. Muito bom mesmo.
Obrigado, cara. Você que acompanhou a gente até agora, muito obrigado pela audiência de vocês. Se você gosta do nosso conteúdo, se você entende que pode colaborar com PPT no com Pila, você pode ir lá e fazer a sua contribuição no [email protected].
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Obrigado, meus amigos novamente.
Agradeço. Valeu,
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