High-Impact IC: 3 Pilares para Sobreviver à Era dos Agentes
Convidados
Juliano Martins
GenAI & Engineering Manager @ ex-Mercado Libre
Valmir Justo
Principal @ Mercado Livre Brasil
Explore o episódio
A adoção de inteligência artificial no desenvolvimento de software está criando um cenário que poucos esperavam: não uma revolução organizada, mas um caos produtivo. Empresas correndo para mostrar resultados com IA enquanto acumulam dívida técnica em velocidade recorde, times entregando nove vezes mais código sem necessariamente gerar nove vezes mais valor de negócio, e decisões arquiteturais equivocadas que antes levavam meses para quebrar agora quebram em três dias. Se você é desenvolvedor, arquiteto, gestor ou executivo de tecnologia e ainda está tentando entender como sobreviver e prosperar nesse momento, esse episódio foi feito exatamente para você. Nesse episódio, Wellington Cruz recebe Juliano Martins, ex-Engineering Manager de plataformas de IA no Mercado Livre, e Valmir Justo, Principal Engineer no Mercado Livre Brasil, para uma conversa sem filtro sobre o estado real da engenharia de software na era dos agentes. Os três destrincham por que a maturidade do mercado ainda está em nível zero ou um, como o conceito de débito técnico está sendo acelerado pela IA de forma perigosa, e por que arquitetura de solução, visão de produto e orquestração de agentes estão se tornando os diferenciais reais de carreira. A discussão avança para o conceito de High-Impact Individual Contributor, o profissional que, com domínio de produto, fundamentos sólidos de computação e capacidade de gerir múltiplos agentes, consegue entregar o trabalho de um squad inteiro. Métricas DORA, token spend, reorganização de CAPEX e OPEX na era da IA, e a distorção entre o ritmo de evolução da tecnologia e a transformação cultural das empresas são alguns dos temas que permeiam esse papo direto e sem cerimônia. Juliano e Valmir têm histórico construído nas trincheiras de uma das maiores operações de tecnologia da América Latina, e cada insight trazido aqui vem de experiência real, não de slide de conferência. Eles deixam três pilares concretos para quem quer se posicionar bem daqui para frente: pensar como produto, dominar arquitetura de verdade e assumir o papel de orquestrador de agentes. Se esse episódio te gerou reflexões, deixa o like, manda cinco estrelas no Spotify e compartilha com quem precisa ouvir. E se você quer aprofundar ainda mais essa conversa, vai nos encontrar lá no Instagram e no LinkedIn do PPT no Compila.
- Teaser: A IA Está Exponencializando os Seus Problemas
- Apresentação dos Convidados e Contexto do Episódio
- Maturidade Zero: Como o Mercado Está (Mal) Usando IA para Produzir Código
- Débito Técnico na Era da IA: Decisões Erradas Que Antes Levavam Anos, Agora Quebram em 3 Dias
- O Fim do Piloto de Framework: Por Que Fundamentos de CS Nunca Foram Tão Importantes
- Vibe Coding na Prática: Você Realmente 'Destrói' em Rust ou Só Acha Que Destrói?
- IA Não É Ferramenta, É Mudança de Cultura: O Novo Paradigma do Desenvolvimento
- O Organograma Está Mudando: TI Migrando para Produto e a Batalha entre CapEx e OpEx
- High-Impact Individual Contributor (HIIC): O Profissional que Faz o Trabalho de um Squad Inteiro
- A Transformação Vai Além da TI: Como IA Está Mudando Jurídico, Financeiro e RH
- A Velocidade da Tecnologia vs. A Lentidão Cultural das Empresas: Um Abismo Crescente
- Corrida pelos Modelos: OpenAI, Anthropic, Google e os Chineses — Para Onde Vai o Mercado de LLMs?
- Conselhos de Carreira: Os 3 Pilares para Sobreviver e Prosperar na Era dos Agentes
- O Recado Final: Cuide da Máquina (Você) Antes de Orquestrar Qualquer Agente
- Encerramento e Como Apoiar o PPT no Compila
Cara, tá sendo um corra para as colinas para entregar alguma coisa. E esse alguma coisa tá muito ruim ainda. A gente vê quase que diariamente aí empresa que teve um leak, o poder cognitivo da pessoa quando ele começou a fazer o código, né, antes da IA, ele sabia tudo que acontecia ali. Depois de três por requests daquele a, ele não sabe mais o que que funciona aquela aplicação. É, é tipo uma nave que veio de um planeta muito evoluído, descendo no planeta Terra.
E as empresas não sabem lidar com isso ainda, né? A gente vai passar por momentos que vão, a gente vai gastar milhões com token, vai ter milhões com com pessoas e de high potential e tem empresas que vão estar lá entregando G.
Muito bem. Muito bem, meus amigos do PPT no Compil, estamos aqui para mais um episódio. E esse episódio ele vai tocar na tua carreira.
Esse episódio para você refletir, seja você um executivo, um gestor ou um desenvolvedor, para você refletir sobre como você tá lidando com esse momento da nossa profissão hoje. Então fica com a gente porque você vai pegar bons insightes aqui e vai participar dessa discussão com a gente. Eu tô aqui com dois caras monstros para falar desse assunto.
o Valmir Justo, que é principal do do Mell, Mercado Livre, né?
Dá um oi pra galera aí, cara.
Oba! Tudo bem a todos? Boa noite. Eh, sou Romir, tô aqui. Eh, primeiramente muito obrigado pelo convite. Eh, lisongeado, não tem nem camisa para esse para esse episódio aqui, cara. Eu veio com camiseta de banda, mas é eu que vou aprender muito mais aqui com vocês, tenho certeza. E Juliano Martins, cara que foi red de plataforma no Mercado Livre, também trabalhou com inteligência artificial. Dá um oi pra galera aí, cara.
Oi, galera. Eu é o primeiro evento que eu tô como ex-mel. É, em breve teremos surpresas por aí, tudo em paz. Espero que meus tokens não acabem no meio do episódio, eu fique mudo.
É verdade. Já pensou se acaba no meio do caminho, cara?
Sua janela e reinicia em 30 em 1 hora 30 minutos.
A gente vai ter que terminar amanhã.
Não, mas aqui a gente só trabalha com inteligência normal, né? Inteligência humana. Então, o episódio que você vai ouvir hoje é sobre inteligência humana, sobre carreira, como que a gente vai lidar com esse momento de inteligência artificial dentro das companhias, dentro da sua carreira de desenvolvedor, dentro da sua carreira de gestor, dentro do do contexto que a gente tá vivendo, né, cara? Porque é um um uma quem quem tem certeza para onde tá indo tá errado, né? Tá errado.
Tá errado.
Só sei que nada sei. Exatamente.
Isso. É. A única certeza é que está mudando. Exatamente. Então, o conceito do nosso trabalho tá mudando. Então, vamos discutir isso aqui porque vai ser muito interessante. Mas antes da gente começar, você tem que deixar nosso o like aqui pra gente. Você deixa o seu comentário. Você dá cinco estrelinhas no Spotify. Sabe por quê? Porque a gente faz esse trabalho aqui de forma gratuita para vocês. E se você contribui com a gente, dá um like, comenta, o algoritmo entende que pode ser útil para outras pessoas com o mesmo perfil de você.
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Beleza? Então vamos lá que o episódio está bom. Deixa o like. Bora.
Quero começar perguntando para vocês como que vocês estão vendo hoje nesse mercado corporativamente no ponto de vista de maturidade, como que a galera tá produzindo código utilizando IA de forma sustentada.
E aí não é uma questão tipo, ah, vou fazer aqui um widget e vou usar um vibe coding aqui no cloud code. Fechou a sessão, o aplicativo tá pronto, beleza?
Mas como vocês estão vendo, forma sustentada dentro de um movimento mais contínuo da cadeia de desenvolvimento de software.
Bacana. Quer começar aí, Juliana?
Comecei no hard, né?
É pergunta capiciosa. Como?
Eu vou levantar, você chega e corta, certo?
Bom, você perguntou de forma sustentada e maturidade, minha opinião, eh, minha opinião fundamentada em fatos. Eu eu falo com muita gente no Brasil, lá fora, enfim, e vou ser honesto, maturidade nível zero para um. Agora assim, tá todo mundo aprendendo o que que é isso.
Eh, porque como você meio que deu um spoiler aí, tá muito fácil produzir código. Código hoje é commodity. O problema é realmente a qualidade que tá sendo produzido. Por quê? Porque muitas empresas não faziam direito antes da AI. E agora que chegou a e ajuda a produzir código para caramba. Eu tenho até uma frase que eu soltei no Gartner, a galera me olhou todo torto assim, principalmente os vendors, né, de AI, foi que, cara, a AI exponencializa os seus problemas, dá para fazer merda muito mais rápido, muito mais rápido, cara. Então, nesse contexto que tá todo mundo aprendendo, tem muito líder, muito CO level, que precisa responder pro board rapidamente.
Cara, estamos entregando muito mais com o AI, blá blá blá. Por quê? Porque isso infla o relatório, faz subir a ação da empresa, mostra que ela é mais eficiente, blá blá blá. Cara, tá sendo um corra para as colinas para entregar alguma coisa. E esse alguma coisa tá muito ruim ainda. A gente vê quase que diariamente aí empresa que teve um leak, empresa que demitiu gente, depois fez um rollback. Então assim, o status hoje é amador, tem empresas que estão mais na frente, o Vir vai falar com certeza um pouquinho, ele tá numa que tá mais à frente e algumas que estão achando que estão na frente, mas cara, estão lá lá atrás não sabe muito bem o que tá fazendo, né?
não sabe o que tá fazendo. Então assim, é é um cenário meio caótico. Você vê reportes de segurança, tem aumentado a quantidade de de vulnerabilidades no mercado. Então, estamos vivendo um momento de atenção, porém eu vejo que é necessário porque você precisa começar, precisa fazer para roda rodar. Então, logo logo a gente chega aí em em um status dois de qualidade e assim vai, mas todo mundo tem que aprender muito junto ainda.
Levante é e bom, são excelentes pontos. E antes de mais nada, eu concordo contigo, olhando para mercado mesmo.
Uhum.
A gente dá muito longe do que a gente fazia, inclusive antes, né, do semia, né? E como o o Juliana colocou, eh, tem muita empresa que não sabia fazer direito um processo de desenvolvimento, um SLC real mesmo. Dá para contar nos dedos, né, quantas empresas realmente faziam processo com qualidade.
Imagina agora trazendo um super power user que responde tudo que você precisa num time de mark rápido, etc, etc. E aí, né? Então, fora que a IA, além de ela abrir o leque, né, que isso é interessante, ela abre um outro precedendente que é não ter padronização. Então, cai exatamente na primeira parte da pergunta que você colocou. Eh, muitas empresas hoje elas não têm a padronização porque elas não sabem o que elas querem padronizar. Eh, ah, mas eu padronizar o quê? o desenvolvimento, o o código, a arquitetura, o teste, eh, a entrega final, o Kipi, mas como que eu vou medir tudo isso, né? Eh, e sustentar tudo isso, né? Ah, beleza. Diferentemente do de uma startup que tá começando agora, onde você vai lá e começa a construir um negócio do zero, né? um Greenfield, boa parte das empresas você não vai entrar num sistema que tá começando do zero.
Normal, assim, mais de 90% das vezes você vai entrar em sistemas que já existem. E esses sistemas que já existem, eles não foram construídos com IA. Então, começa daí. Como que a gente vai fazer primeiro uma adaptação desses caras que já existem para uso de i seguindo um padrões que às vezes eu não defini ainda, mas eu preciso da IA para ajudar a definir, mas ao mesmo tempo, se eu não usar bem feito, eu vou conseguir criar muito mais problema do que eu tinha antes, né? Então, eh, do de olhando para mercado, a gente realmente ainda tá, eu vejo que a gente tá muito engatinhando, né? O o o pessoal ainda e a gente tava discutindo em em entre outros pilares, né, entre outros amigos e tudo mais. Eh, quanto você tem caçado de token, né? Vamos vamos lembelar, né? Eh, a gente tá falando aqui de processo de desenvolvimento, mas tem a galera falando assim: "Tá, eu uso quanto eu uso qual que é a faixa interessante de usar token dentro de uma empresa para um desenvolvedor realmente produzir?" Ah, é $, é 1.000? É 3.000 quanto, né? Tá, mas o que que você vai considerar com isso, né? Ah, aí a gente segue outro extremo. Eh, até uns três meses atrás também tava o conceito do token maximing aí, que várias empresas já aboliram, porque não é você gastar token que nem louco, porque você tá gastando, tem um custo e não tá entregando valor.
É, o equivalente é você medir o programador pela quantidade de teclas que ele digita.
Exatamente. É, é a mesma, é, é a mesma coisa. Ou seja, não faz o menor coisa.
Exato.
Então, se a gente traz aí, eu vou trazer um pouquinho pro pro lado da do Mercado Livre, né? A gente tem processos mais estruturados, né? A gente eh tem tentado ir para uma linha mais de padronização, né? Eh, trabalhar muito mais a questão inicial dos projetos, por mais que eles já existam, né? Começar a converter eles para para que realmente sejam IA, né?
não IA First, mas que depois disso se torne um um IA first, mas que tenha excelentes documentações com SDDs que realmente constróem e tem contem uma história, né, que conta efetivamente contexto, que tem as definições corretas, que realmente se eu sair de um agent A e pro agent B, ele consiga dar continuidade. E uma das coisas também que a gente tem tentado seguir é se eu fizer um código em Java, escrevi lá bonitão STD, paguei o código, agora eu quero escrever em GO. Aquele STD ele vai fazer igual, ele vai te seguir com os mesmos princípios que você realmente determinou. Então isso começa a validar e entra até naquela questão de quando a gente desenvolvia eh documentos de para revistas, etc, etc.
Uma das regras era o artigo ele tem que passar pela sua mãe. Se sua mãe conseguir entender aquele artigo, você descreveu bem feito. É a mesma coisa aqui. Se você escrever bem feito o STD, qualquer LM deveria ser capaz de desenvolver alguma coisa. Então, acho que a gente tem os dois extremos, né?
Tem empresas que estão realmente um pouco na mais na vanguarda, mas eu eu posso dizer que o a vanguarda ainda ela é nebulosa, né? Sim. É, não, não é não. Até porque se a gente exigir maturidade no mercado hoje, é como se a gente tivesse nascido três anos atrás e já quisesse andar de carteira de motorista hoje, né? Não, calma, a gente ainda tá aprendendo, é uma coisa nova, etc. Mas o que eu consigo já perceber e aí falando sentado na cadeira de arquitetura, que é a minha experiência de de mais de 10 anos, é que esses conceitos hoje eles começam a ganhar peso.
E aí falando não só tecnicamente, mas falando sobre o mundo corporativo como um todo, né? Você volte 5 anos atrás, você é um arquiteto, você fala: "Gente, vamos fazer isso aqui, vamos seguir esse padrão de projeto, vamos fazer assim, tal, tal, tal". Porque? Por quê? Porque aqui vai dar resiliência, aqui vai expandir a nossa capacidade para novas features no futuro. Eu deixo isso aqui expansível, ele vai te dar a qualidade de de de ter de fato uma escala horizontal do serviço. Enfim, você coloca todos aqueles bons padrões ali e aí isso cai no desenvolvimento. O desenvolvimento tem um tempo de de de criação daquele código. 5 anos atrás, isso era caro.
Uhum.
5 anos atrás, isso era questão de 2, 3, 4 meses, né?
E isso consequentemente acabava abrindo brechas para concessões ali, porque é extremamente compreensível de que o mercado não pode aguardar todo esse tempo de às vezes o time to marketing ele tem pressão de de negócio, etc. Cara, não. Então isso que a gente vai fazer aqui, vamos simplificar ali, etc.
E a gente não tinha tempo naquele momento de ver a consequência das decisões erradas que a gente tomava no passado.
Uhum.
Porque eu vou entregar outra feature daquela aplicação, dali se meses, um ano, talvez você não estivesse mais lá, você não fosse mais gestor, ia falar aí, aí era sempre aquela coisa, né? Ah, mas pô, isso aqui foi uma decisão de arquitetura no passado, não sei o que lá. Ou seja, a janela de tempo profissional e a janela de tempo do software eram diferentes, totalmente diferentes.
Agora, com a EA, a janela de tempo do software tá muito curta. Então, se você toma uma decisão de arquitetura errada agora, meu amigo, daqui três dias vai quebrar.
Tr dias. Três dias você já tá batendo na sua porta.
Exatamente. Daqui três dias você vai quebrar. Então a gente começa a valorizar um pouco mais isso, né? E aí eu quero voltar no ponto que vocês colocaram. empresas que nunca foram maduras nisso, porque, cara, eu nunca precisei desenvolver muito essas eh essas eh disciplinas de segurança, arquitetura, qualidade, porque o meu foco era desenvolver código e botar produto na rua.
Uhum.
Porque o tempo demandava isso.
Uhum. E agora o tempo de geração de código virou uma fração do que eu tinha antes. Então acho que essas disciplinas começam a ter um pouco mais de de relevância, né, eh, dentro do processo que a gente tem hoje. E muitas vezes a empresa não tá preparada para isso, né, cara? Não. E e é interessante o ponto que você colocou, porque eh se a gente parte do pressuposto no passado, aonde a gente tomava crédito, né, que é o débito técnico, na verdade eu tava emprestando e a o empréstimo normalmente ele é alto, né? Ele vai, ele ele vem a galope, né? Ele demora um pouquinho, mas a hora que ele engrena, na hora que pega, meu querido, ele pega.
Só que é um agota muito nervoso.
É muito nervoso.
Se a gente traz para agora com IA, se a gente não não trabalha bem especificamente a questão de arquitetural das coisas, não é arquitetura de tipo, ah, faz um clean ar, clean code, isso aí acabou. Ah, fazer em DDD, cara. A IA vai fazer muito melhor do que você não é arquitetura de padrão de não é padrão de não é não é system design efetivamente, né? Ou software design. Aí, mas a gente tá falando arquitetura, né?
Escala.
eh segurança, eh, integração, é cluster, eh, é é esse tipo de arquitetura, né? É, é fila, é concorrência, arquitetura de solução de de de fato e não engenheia de software.
Exatamente.
Isso a gente tem que cada vez mais, isso é um, eu eu vejo que consequentemente é o que cada vez mais vai ser pedido, né?
Porque o engenheiro hoje de desenvolvimento de software e eu vejo que ele ele vai colar algumas coisas. A primeira que em pouco tempo a gente vai perceber que não vai ser mais gestores de pessoas, ele vai ser gestores de agents, né?
Então o cara é e aí tem a gente vai ter um um certo, não sei se eu posso dizer um paradoxo ou não, mas essa galera que não se adaptar efetivamente a essa cultura de a que hoje é gestor 100% vai ter um gap e eh não, talvez não nas grandes empresas talvez não tenha nem a a capacidade de entrar, né?
O que convenhamos é uma uma distorção do mercado que precisa ser resolvida, né? Porque o que tem de gestor de TI que é gerente de projeto, é o que mais tem, né? Então eu acho que é uma distorção que a vai vir de uma maneira, ela ela já tá muito forte, ela já tá batendo muito forte porque a partir do momento que você já bateu, já bateu. Então assim, a Microsoft demitiu o middle management line lá direto, direto.
Foi direto porque efetivamente você eh eh e aí os conceitos de indivíduo contributor que são muito mais fortes que estão entrando agora, na verdade sempre existiu, mas agora potencializou muito.
Então que eu falei da cola, né? Então eu saio de um de gestor ou de gerente de pessoas ou de líder técnico de pessoas, passo para ser líder técnico de agents.
Ao mesmo tempo, eu tenho que ter uma capacidade de criação arquitetural muito elevada, porque a Iá, se eu faço algum comentário, algo diferente daquilo, ela vai tomar uma decisão por ela, né? E aí você vai ser consequentemente penalizado em pouco tempo e ao mesmo tempo abre um outro leque que é os gerentes os engenheiros colarem em produto.
Então cada vez mais a gente vai ver que os engenheiros eles começam a falar de produto e e é literalmente o commodity que a gente tá falando de código ele acaba se tornando muito mais simples do que efetivamente era. que já era, na verdade, um diferencial para as pessoas que de fato trabalhavam com software eh no no processo, posso dizer, não, crescimento na carreira do cara, é no no no modo artesanal de produção de TI, como nem tinha pré como como os incas faz. Exatamente.
Então, o cara que era desenvolvedor, arquiteto, um cara de tecnologia, que conseguia olhar para de fato gerar valor pro negócio, ele sempre se diferenciou. Diferenciou.
A diferença é que agora ele não vai se diferenciar. Agora é uma questão de core, é isso? Porque aí se o cara sabe produto, ele sabe dores, ele sabe os avanços, ele sabe fazer um benchmark de comparativo, ele sabe quem são os principais concorrentes dele, ele sabe onde tá doendo.
Uhum. Se você, eu vou dar um cenário, aconteceu, acho que faz, faz pouco tempo também, o, eu esqueci o nome do do do principal cara de do Instagram, esqueci o nome dele agora.
Instagram, eh, ele era o CEO, vamos dizer assim, de produto do Instagram.
Uhum.
Se você olhar hoje, ele é engineer developer.
Uhum.
É ele com um monte de agentes entregando um monte de funcionalidades em cima do Instagram. Ou é isso ou é marceneiro, né?
Ou é.
Mas exatamente só algo sem desmerecer, por favor, mas só algo importante, recapitulando logo algo que você falou na pergunta aí, eh, não que o conhecimento de engenharia, de software, padrões sólid, etc., vai ser deixar de ser importante.
É importantíssimo, como o próprio Valir falou, pô, tem muito código legado que alguém vai ter que entender, alguém vai ter que manter com suporte de AI e assim por diante e você vai ter que ler esse código, sim, na manutenção. Então, perceba que a gente tá só aumentando a caixinha de conhecimento e de exigência nesses caras. que na verdade isso daí era uma um quando a gente fala de dos padrões de código sólid clean architecture, etc, que é de design de código, de fato, isso era um um uma característica de qualidade.
Uhum.
Cara, hoje vai ser ler e escrever, sabe?
Não não vai ter como você fazer diferente.
É, a mantenabilidade valia, né? Agora, se você entra num projeto que você não sabe, você pede para irá te explicar o que tá escrito ali, né? Então, para ela mudar, falar, ó, agora não tá nesse padrão, segue esse padrão, tá aqui, esse blueprint, tá, esse direcionamento, então se torna muito mais fácil. E aí entra no outro lado da história, se a gente tá entregando cada vez mais código, né? Eh, tava olhando artigos ali de eh desenvolvedores no Vale do Silício versus do da Europa, que eles estão entregando nove vezes mais código, eles estão aprovando nove vezes mais literalmente códigos em produção.
Aonde tá essas validações, né? Se se antes ele entregava dois por request por dia, agora ele tá entregando eh sei lá, 18, 20 por request por dia.
Da onde ele tá tirando tanto tempo para analisar tudo isso, né? Será que ele realmente tá analisando como ele deveria ou ele tá pedindo pro agent de um LLM fazer análise por ele?
Cara, é prompt smoke test e segue o jogo, né? E então hoje eu vejo que cada vez mais a validação vai ser um problema. Uhum.
Eh, se você se as empresas parte do pressuposto que a gente tem que ter um deve para validar aquilo que o IA realmente tá fazendo, eu tiro o gargalo de antes e eu coloco ele na posterior.
Então você vai vir uma enchurrada de código e com a a literalmente a boca do jacaré aberta, de repente cai num funil que você vai ter ali sequencialmente um dev ou um tech ou qualquer coisa do tipo. validando o código que normalmente não vai ser ele que fez ou não é ele que efetivamente eh e uma coisa muito que eu vejo que é um problema também é que se a gente parar para pensar que esses nove vezes está construindo mais código, existe um outro dado que fala que 12 vezes mais em média o mesmo código ou partes do código foram alteradas.
Uhum. Então você imagina que o poder cognitivo da pessoa quando ele começou a fazer o código, né, antes da IA, ele sabia tudo que acontecia ali, depois de três por requests daquele a, ele não sabe mais o que que funciona aquela aplicação, ele não sabe mais as entrelinhas, ele não sabe mais, né?
Então esse é o efeito colateral que a gente tá vivendo.
E e esse é um outro problema que a gente quando você fala de métrica, por exemplo, de cara, eu tenho nove vezes mais PR, tô tô gerando nove vezes mais linhas de código, por exemplo.
Se você olhar do ponto de vista de entrega de negócio, será que eu tô tendo nove vezes mais entrega de negócio?
Esse é a outra a outro lado da história.
Mas tem um tem um meio do caminho aqui que a gente tem que discutir, né? Porque será que o cara entregava menos código antes? Porque ele entregava o mínimo que precisava para gerar entrega de negócio?
Porque e eh entrando um pouco mais no meandro técnico aqui que a gente tá mais acostumado, cara, às vezes o cara entrega ali um meia dúzia de classe num repositório para gerar um web service sem autenticação, sem nada, sem sem teste unitário, porque ele precisava entregar aquilo no no dia que precisava ser entregue. E aquilo ali dá, sei lá, 2000 linhas de código e deveria ser 20.000 lino, porque deveria ter eh comentário, deveria ter documentação, deveria deveria ter teste, etc., que aí a por natureza ela já te gera muito mais fácil, né? Então, aí entra uma discussão muito difícil, né? Porque eu tô eu tô gerando nove vezes mais código, mas não estou tendo nove vezes mais funcionalidades, funcionalidades ou resultado de negócio.
Será que o meu código antes ele era pobre e agora eu tô produzindo código direito e a métrica agora é essa? Ou também tem um risco e daí a girar um monte de código que tá dando volta, né?
Pode estar indo daqui para Pinheiros passando por Guararema e a gente não sabe, né? Exato.
Então, eh, até a questão da das métricas Dora que ainda não tá tão não é assentada em relação a isso, né?
Totalmente. Totalmente. E e na verdade antes até se a gente parar para pensar nem boa parte das empresas até desconhecem o Dorax, né? E a eficiência, eh, quantidade de de velocidade, etc, etc.
Cara, são poucas empresas que realmente faziam o o arroz com feijão. Uhum.
A IA ela só tá potencializando literalmente o arroz com feijão. Então, se antes não fazia, a probabilidade de não fazer agora. Eh, e aí tem essas os dois as duas linhas muito tênis, né, de entrega muito valor com Ia e entrega mais e cada vez mais, mas que que eu preciso entregar, né? É aquela questão, vamos correr para aquela direção. Por quê? Porque somos melhores. Mas aí, mas por que a gente precisa ir para aquela direção?
Exato.
Quero falar com você agora que ainda não conhece a Clever. Clever é uma empresa que já tem mais de 3 milhões de usuários em 30 países com 30 idiomas diferentes, que tem trazido soluções em blockchain, criptomoedas e ativos digitais. O objetivo da Clever é te dar liberdade financeira para operar nesse mercado de cripto. Então, se você acredita nisso, se você acredita nessa liberdade, você já pensa como a Clever, vai conhecer os caras, é clever.Ou estão contratando também pessoal para trabalhar com cripto, com blockchain. Então, se você tem interesse, se você tem conhecimento nessa área, procura a Clever. Se você gosta de criptomoedas, se você opera no mercado, você precisa conhecer a Clever, precisa conhecer as soluções da Clever.
Então o endereço tá aqui embaixo no vídeo. Para quem não tá no YouTube é clever. Vai lá, vai conhecer que realmente é um mercado sensacional.
Deixa eu fazer uma intervenção aqui e apontar aqui na aqui. Deixa eu ver.
Aqui, aqui, aqui. Isso. Um card de um episódio que a gente lançou algumas semanas atrás falando justamente sobre como a IA consegue ou deveria ajudar no upstream.
Uhum.
Porque beleza, downstream tá bem claro.
Uhum.
Como que eu vou usar isso para produzir código, etc. Só que o cara de produto agora ele pode ser o o gargalo. Porque para onde vai o produto? O que que eu tenho que fazer? Para onde eu tenho que ir, né? Então, se você gosta dessa discussão aqui, ó, do meu lado, sei lá, seu lado esquerdo, é que a cabeça do operador é grande, eu não tô conseguindo me ver, mas é aqui, ó. Isso aqui. Beleza, continua.
Não, eh, não, mas tá falando mesmo, né?
Mas esse esse é um ponto excelente de de upstream, downstream, porque eu eu vejo que cada vez mais talvez não vai ter tantas diferenças assim.
Eh, vamos pensar gente aqui, né?
Provavelmente aqui é todo mundo back end, né?
Agora eu sou eu agora sou frontend graças ao Claudião.
Eu sou agora eu destruo o frontend.
Nossa, mas a eu não conhecia a Rust, eu destruo o Rust.
É isso. O o a Iá realmente ela traz esse benefício, né? Desde que você aí vamos trazer um pouquinho pros primórdios, né?
Uhum.
Tudo que a gente pode fazer uma pergunta capciosa no meio do caminho.
Você não usa Rust, por exemplo, não?
E você disse que você destrói agora no Rust? Será que você destrói mesmo no Rust? Ou você acha que Rust?
Eu acho que eu destruo no Rust.
Eu acho porque esse será que um cara que realmente destrói no Rust, olhar o que você fez, vai, provavelmente ele vai falar assim: "Que m que você tá fazendo aqui, jovem? Ô jovem, que que você tá fazendo aqui?
Você tá quebrando aqui o principal conceito de segurança. Você tá quebrando sim.
Sim.
Mas funciona, cara.
Tá lá em produção.
No meu doc, no meu contêiner roda.
É. Assim nasceu o Docker, né? Na minha máquina funciona. Nasceu o Docker. Eh, mas eu concordo contigo. Eh, e, e tem as inferências, né? O, o que eu acho que é Uhum.
Não é efetivamente aquilo que é, né? E aí, como eu falei de voltar para os primórdios, é a base que a gente aprende lá na faculdade, ela é tão mais importante agora do que era antes.
Se você não sabe o algoritmo, você não sabe o que tá fazendo, que você e e você não parte do pressuposto que você não é um um um spring, você não é um goang, você não, você não tá falando de linguagem, a gente tá falando piloto de framework, acabou, velho.
Acabou, esquece, acabou. Então, se a gente desce para esse nível, isso ele tem que continuar existindo. Ele ele tem que fazer com que a roda eh básica ela funciona. Então, se a gente traz aí agora para essa outra parte, como você colocou, você manja agora de Rust, não significa que você tá manjando de Rust. Você sabe entregar alguma coisa em Rust. É basicamente isso. Mas se é melhor, se não é, tá? E aí entra o outro lado da história.
Você precisa realmente saber, será que realmente pois é? Olha quantas perguntas surgem, né? Porque eu preciso ser o de fato um especialista em rust para eu saber se o código tá acoplado, se ele tá coeso, se realmente ele tá seguindo, se ele é escalável ou não, porque isso deveria ser um conceito que é da ciência da computação, que é independente de linguagem, independente, de certa forma determinístico, né? Exatamente. Se você é um bom escritor, se você aprende uma língua nova, você teoricamente você vai escrever bem uma boa história em outra língua.
Exato, né? Gostaram da minha analogia?
É boa, é boa, é boa, boa. Rende um corte. Os mais puristas defensores de framework, de camisetinha, aí vão é v cancelar.
É exato. Exato.
Não, mas é eh não precisa nem ir muito longe. Sei lá, três, quatro semanas atrás, o próprio Anc Bob virou o vibe coder.
É o Linux Torvold.
Linux. fal colocou uma na rede social, ele tá no inferno astral, ele falou: "Eu nunca recebi tanto e-mail com problema do Kernel, do Linux, eu não consigo gerenciar minha, ele tá num negócio de amor e ódio com a esses dias ele falou: "Cara, o antigravity é maravilhoso, vocês tm que parar de usar i no kernel".
Ele tá num num negócio maluco, né? Claro isso. E isso porque a gente ainda não foi talvez aí agraciado, vamos dizer assim, né? Pelo pelo mitos, né? que aí não sei se é tudo isso mesmo, etc, etc.
Mas cara, a quantidade de erros que ele já achou, né, desde o Eu vi até o do FF MPEG lá que ele achou um problema de que tá desde sempre lá, desde sempre e nunca ninguém viu, né?
E aí, mas tá desde sempre, ninguém viu e é uma falha efetivamente ou ele descobriu efetivamente porque ele ele conseguiu fazer uma baita de uma análise ali, né? é que a gente vai chegar em pontos que possíveis falhas só encontradas porque você tem um mecanismo de encontrar falhas que ninguém aentaria a acharia sem aquele mecanismo, entendeu? Então, provavelmente dentro da nossa capacidade humana de de validação e de inferência, esse esse quantos bugs não tem aí que ninguém sabe que são eh combinações de de n variáveis e vários fatores que você não consegue prever.
Exato. É, eu vi esses dias atrás também a uma outra empresa de segurança lá de Polo Alto usando mitos achou uma falha bem grave no macOS.
Uhum.
E a realmente a Apple falou: "Sim, existe, estamos trabalhando para resolver". Então existem os casos que realmente são eh fidedignos que existem por explode e tudo mais, mas acho que o ponto que a gente tá colocando aqui é que literalmente a IA ela abriu o nosso leque de várias opções. E a gente vão trazer o outro ponto também, né? A gente tá falando de arquitetura e tudo mais.
as entrevistas agora de de desenvolvimento, você não vai falar assim: "Ah, mas faz para mim uma classe, cara. Não, você agora é um desenvolvedor. Como você faria uma arquitetura multiagent? Aonde você tá usando um hag super embarcado e você tem que usar menos tokens que você tem que entregar isso de uma forma escalável, sustentável? Como você faria tudo isso?
É, é outra jogada de arquitetura. É, é outro nível que começou a colocar o escopo de trabalho. Seu job description mudou da água pro vinho, água pro vinho.
Da água pro vinho.
Quem não pegou o bonde se fodeu.
Exato. E e além disso tudo, eh, eu tenho falado muito pra galera que tá mais perto de mim que a IA ela não é uma ferramenta, ela é literalmente uma mudança de cultura.
Sim. A galera que tá continuando ali desenvolvendo eh features, fazendo, faz lá, faz o o SDD, né, no primeiro dia, aí no segundo dia outra pessoa revisa, aí no terceiro você pega o STD e põe para implementar. Aí você gastou a semana inteira para fazer o que você fazia antes.
Uhum.
Aí tem da e tudo mais. Cara, não precisa mais disso não.
Você você não você não é mais só um cara, não tô falando que não tem que validar, não é isso, tá, gente? Não, não, aliás, a validação nunca foi tão importante.
Exato. Não, não é o extremo. A, é, é tão importante quanto o que eu tô colocando é que a forma de desenvolvimento ela é outra. Agora você começa a desenvolver e você entrega no mesmo instante, né?
Então, a a o processo de um produto da concepção de fazer uma funcionalidade, ele começa, ele se valida, ele entende, ele desenvolve e vai pra produção.
E ele entrega dali, né? Exato.
E eu vejo muito desses caras que você citou aí encarando como ferramenta e o cara trata de avaliar, ah, eu tô avaliando o Codex, o Wgravity, Cursor, etc. Como realmente tratando como uma ferramenta, é, você tem que abrir a cabeça, pô, não, pera aí, ex, agora negócio é importante, você já era, né? Mas agora, mais do que nunca, eu tenho esse ferramental que vai suportar essa mudança de cultura para eu entregar valor pro negócio, para entregar impacto e não somente como como uma simples ideia.
Isso. Exato. E isso quando a gente separa que eu tinha um cara de produto e eu tinha um pessoal de desenvolvimento, né?
E e até essas conversas às vezes elas não fluíam bem, né? de produto lá. Às vezes o cara, o próprio cara de produto não sabia pedir ou não sabia pedindo falando com o português.
É isso. E e ah, é para fazer analogia, né? Para fazer um carro, o cara entrega uma bicicleta, né? É, é isso. Mas agora, a partir do momento que o o engenheiro, que é o cara que tá lá embaixo, ele sabe o produto e começa a entender o valor disso, a entrega de código, ela vira literalmente um comode.
Sim. Sim. É, e acho que o ponto principal é que eh como você colocou do do cara que ele ainda vê como como ferramenta, etc., vai muito da visão de cada profissional do que ele do do quanto ele ele carrega da cultura da empresa dentro de si e do quanto ele olha pra sua própria carreira, né?
Porque às vezes o cara eh eh às vezes esse mundo é tão discrepante, eu vou dar um exemplo, não vou citar nomes, mas quem quiser olhar no meu LinkedIn por onde eu passei vai poder concluir, talvez de alguns lugares, mas eh a gente vê empresas que tem equipes usando IA, gerando entregas que você poderia gerar valor pro negócio todos os dias, só que você tem uma janela de deploy para produção de 10 dias. Gemud gemude de 10 dias. Eu vi eu falando isso, né?
O deploy é um evento.
É exato. Evento.
Exato. Estoura uma champanhe. Corta fitinha lá. Fitinha. Isso é. E e uma coisa que que eu nunca entendi, né? Porque beleza, vamos congelar para não dar problema. Vamos concentrar todos os problemas para dar de uma vez só. É.
Fantástico, né? Vamos então. A gente fica um tempão sem problema e a gente concentra um problema para resolver tudo uma vez.
e entra numa numa sala com um monte de gente para você defender a sua Golde. E as pessoas que estão ali não sabem nada.
É isso. Exato. Então e e cara, percebe como a gente tá num mundo de tecnologia que a gente tá tipo Flintstons e Jetson na mesma sala, velho. E a galera quer encaixar AI nesse modelo que foi não foi construído para AI e acha que vai funcionar esse processo de etc. Vai funcionar, OK? No final do dia vai entregar alguma coisa. Mas meu, seu concorrente já descobriu que não é assim que a banda toca.
E aí é aquela, cara, mais do que nunca a beta continua.
Exato. Exatamente. E e que e aí entra no no velho ponto, né? Não é a Iá que criou isso, porque o dos preceitos do ágil antigamente já, [ __ ] três anos atrás, a gente já fala antigamente do dos princípios do ágil, era entrega contínua e incremental. Você tinha GMUD automatizado. Não que Gud seja ruim, gente. Tem que ser, você tem que gerir, registrar o que mudou, mas principalmente por questões regulatórias, mas não nos entendam mal, mas ele não pode ser um gate, não pode ser um uma burocracia, né? Um blocker, não pode ser. Você não precisa mandar o código de duas classes que você fez pro presidente da empresa aprovar, né? Isso não faz o menor sentido no mundo que a gente tá vivendo hoje, né?
Então, cara, é tipo uma nave que veio de um planeta muito evoluído, descendo no planeta Terra e as empresas não sabem lidar com isso ainda, né?
Não. E você vê que quais estão mais à frente nesse processo? são os que tinham o sistema, quando eu digo sistema, todo a o o framework de desenvolvimento, SLDC, plataforma Guard Rayos, que o Valor fala bastante, bem estabelecido.
Então você pega aqui na América Latina, Mercado Livre, mundialmente, Stripe, Uber, Airbnb, etc. Essas estão muito na frente, são referências aí nos casos.
Por quê? porque já vinham com uma mentalidade de plataforma, guard rails e assim por diante. Então não estão plugando o AI nesse mundo de gemmood, nesse mundo de burocracia. Então e e e versus as outras empresas que estão nesse mundo antigo, velho mundo, como a gente costuma dizer, a CDC, né?
Exato. Boa, boa. E tá chegando e tá tentando plugar, não vai dar certo.
É. E e eu participei do do TDC ah mês passado, né? aonde eh eu falei um pouco de Mercador Livre e tal, né? E eu vi no no Summit.
No Summit.
É, eu fui coordenador lá também. Não te vi lá.
Ah, não. Eu tava lá no na parte do de executivos, pô. Eu não te vi, cara. Eu tava lá.
Legal.
Eh, e só na parte dos pobres executivos.
Pode ser, pode ser. não leva para esse lado.
Mas o agora eu já sei como como conseguir e não, mas o o a parte legal eh é que eu vi outras empresas, não vou citar nomes aqui, né? Mas eu vi empresas eh super conceituadas, né, de entrega softwares eh embarcados e etc, etc, usando IA. Mas o Z é exatamente como a gente tá colocando aqui, o cara tem um processo de matriz, de responsabilidade de integrar o que precisa iar em qual momento, porque eu eu tenho uma eh eh um memorando que eu tenho que seguir os steps, etc. Assim, tem empresas e empresas, né? Vamos pros dois lados, né?
Talvez a aviação ela não vai chegar efetivamente de colocar um um desenvolvedor efetivamente o agent ali.
Não que não consiga, mas não vai aprovar um código de colocar num avião, né? Tem, eu espero que não, né? Eu ten uma arquitetura ali de, sei lá, de 70 anos.
É, OK. Mas faz mas faz uns 70 anos que o mesmo código funciona lá, né? São arquitetura, três servidores, etc, etc.
Beleza, não vou entrar nesse detalhe, mas até eu entendo ali que tem um pouco de burocracia, mas não burocracia, mas um cuidado de gestão. Acho que é é mais para esse lado.
Mas eu acho que Valmiro, o ponto é esse.
O problema não é a burocracia. O problema é a burocracia pela burocracia.
Eu tenho certeza que o cara da Boeing que revisa o código que vai ser gravado no microchip que vai lá, esse cara sabe o que tá revisando e aprovando. Exato.
E e o cara e e não é o que a gente vê normalmente, tipo, ah, não, tem que aprovar pelo pelo coordenador, pelo gerente, pelo diretor, pelo presidente e ninguém tem a menor ideia do [ __ ] que tá aprovando, entendeu? Uhum.
E esse que é o problema, porque é o é o método pelo método.
É é é é basicamente porteiro pelo porteiro.
Isso, né?
O porteiro tá ali para fazer o bom trabalho dele e às vezes ele faz coisas que ele não deveria fazer.
Exato. E a alegria dele é o quê? falar fazer falar que você não pode subir.
É isso, é isso, é isso. A alegria dele é isso, é isso. Então, se a gente partir do pressuposto que realmente a o conceito de Gemood, que é ter organizado, testado, documentado para depois um compli que aquilo que foi subido em produção ou que sub em produção eu consegui entender qual foi o erro e voltar.
O conceito é OK. Exconceito é legal, mas na prática e e na real antes era uma merda de gente fazer, vamos ser sincero, porque a gente gostava de escrever código.
Sim.
A gente não gostava de escrever documentação, a gente não tinha que justificar isso, cara. Agora faz isso, não tem por eu não ter esse processo, não faz, faz bonitinho, faz com HTML, [ __ ] maravilhoso. Então, não tem por eu não ter esse processo se ele não for bloqueante.
Sim. Agora, o que não faz sentido é eu terei numa mão e manter o processo sem utilizar dos benefícios de TEA, né?
Exato. Por isso que essa questão de mudança comportamental é é o que o vamos pensar assim, desde a camada mais básica, né? Desenvolvedores, né? Que estão em nas faculdades e tudo mais, comecem a pensar desse jeito. A Iá, ela não é uma ferramenta por si só, ela é uma mudança de comportamento. Isso, novo paradigma.
É um novo paradigma.
Então, e eu diria não só eh mudança eh comportamental, mas eu vejo que a IA veio aí para fazer uma mudança no organograma estrutural, porque cada vez mais a gente tá vendo o departamento de TI se deslocando para produto.
Sim. Eh, inclus, e isso tem implicação até em centro de custos, em divisão de budget. Eh, eu vejo também por essas conversas que as empresas que estão tendo mais sucesso em em adoção são as que não tem mais aquele centro de custo com AI, mas elas já estão aprendendo ou já aprenderam, porque o não é fácil também, como ratear isso por produto e o gasto com AI passar a ser um OPEX do produto e não só de tecnologia, que é o que todo mundo tá fazendo.
Você que tá aí escutando esse episódio bacana e quer levar toda essa tecnologia, essas novidades pra sua empresa e não sabe como, chama o time da VemBS. A gente pode ajudar vocês com desenvolvimento de software, com arquitetura de soluções, a entender os problemas que vocês estão vivendo e sair do outro lado com uma solução bem bacana. E se você tá escutando o podcast para aprender coisas novas, faz o seguinte, manda um e-mail pra gente no [email protected] e você pode fazer parte também do nosso grupo de talentos. Valeu.
Agora o time do Relações Públicas vai gostar mais de mim.
E realmente eu eu vejo empresas mudando um pouco, né, com o o ergonograma e colocando. E na verdade, se a gente parar para pensar, eu vejo que empresas que já tinham equipes de produto dentro da TI, né, porque eh boa parte das empresas era super separado, né? Tem equipe de produto, toda gestão de produto, passa demanda pro time de Haiti, n essas têm mais dificuldade.
Uhum. A, quando o a equipe de produto já está embarcada ali, eu vejo que a mudança para esse tipo de paginho muda bastante. Mas eu ainda vejo, cara, que a gente tá muito na linha do CAPX, a gente não tá na linha do OPEX, por quê?
A gente tá muito na linha de investimento.
Só que aí o cada vez mais vai ser a cobrança de acionistas, de mercado, eh, o que que você tá fazendo? Você tá gastando aí 30, 40, 50 milhões de dólares em token, etc, etc.
você tá entregando valor mesmo, você tá mudando o seu GMV, você tá, o que que você tá fazendo aí com tudo isso, né?
Sim, é, isso vai ser um problema, principalmente pelo seguinte, né? Eh, primeiro pela visão do que vocês colocaram da arquitetura empresarial da da dessas empresas e da eh não só do negócio, mas da operação delas, né?
Eh, a gente passou por um processo há poucos anos atrás de produtização das áreas, né, que que passaram a ser mais transversais.
Uhum.
Muito na onda do Ajile, etc., onde você tinha times de produto que tinha negócio, tinha infra, tinha desenvolvedor, etc., e que faria mais sentido naquele naquele contexto, só que aquilo dava um overhead muito maior, né? Uhum.
E aí depois pós Covid, na época das vacas magras, o Ajaio foi pros [ __ ] né? Começamos a ter um rearranjo ali do do do dos times e aí a gente começou a ter cílios novamente.
É, o cascáo voltou forte.
Voltou forte. Exatamente. E aí o que acontece agora com o Ajil que você não tem overhead, esse novo modelo de organização pro produtos começam a fazer mais sentido de novo.
Sim. Uhum.
Né? E aquelas empresas que talvez já passaram por isso antes, elas já estejam mais familiarizadas com isso de tipo, beleza, eu tenho um centro de custo para tratar daquele produto, não importa que ele seja publicidade, desenvolvimento, evolução, etc. Eu tenho isso daqui. Aí lá dentro eu vou dividir em Opex e Capex, naquilo que faz sentido se é operação ou não. Mas aí tem um ponto que você colocou, Valmir, principalmente as empresas de capital aberto, em algum momento elas vão dizer o que que você tá usando de investimento, inteligência artificial para manter o negócio e o que que você tá usando para incrementar o negócio, que na prática deveria ser isso que separa o capex do OPEX, né?
Sim. Uhum.
E e essa fronteira, ela talvez não seja tão clara nesse mundo, né? Não, já não era antes, né? Eh, apesar de ter bem definido o que é OPS e Capx, mas é essa linha tênue de isso aqui é para eu manter, mas é outra conta, é o mesmo quantidade de TO, da onde você tirou, como que você fatia, como que você metrifica. Exato.
É muito difícil, né? E tem uma outra linha de também tessa questão eh mudança eh organizacional, é porque a lei de Coney ela bate cada vez mais na gente, cada vez mais. Então se a gente parte do pressuposto aonde realmente a determinação de toda a estrutura ela é regida por time de pipo RH, como que a IA vai realmente ter mais ganhos entre uma estrutura como essa?
Faz igual o CIO que teve uma notícia recente que ele demitiu todo people porque people era o bloco do de todo, tá? Olha, não podia perder, mas enfim, mas e esse é o ponto, sabe, de E aí, né, porque se a gente partir do pressuposto que a organização ela rege algumas coisas, a Iá tá vindo aqui batendo nessa organização que não é mais por esse caminho.
E aí, né, como que a gente vai eh como que as empresas vão olhar isso de uma forma com não com carinho, mas como que ela vai fazer com que isso continue escalando?
Porque não é só gerar valor, né? No final, vamos pensar assim, as empresas no final final mesmo é o valor, né? Eh, é é o que ela tá entregando ali pro valor dos acionistas quando tem a empresa ou quando tá lá fazendo break, etc, etc. É isso que a empresa uma vez eu ouvi de um de um executivo que a diferença entre o Capex e o Opex é gerar valor e gerar valor sempre.
É isso, né? É isso. E sabe o que que é mais louco? Eu vi um cara eh também de Paulo Alto, aonde que era um founder. Ele falou que hoje a galera que empresta dinheiro é igual você emprestar dinheiro para fundo estudantil.
Pera aí, essa eu quero entender.
O o ele ele ele colocou ele colocou que quando você um cara de Paulo alto o o o eu tô entendendo, tentando entender a ligação entre Paulo Alto, fundo estudantil e inteligência artificial.
Bora lá.
Bora lá.
É, é, é louco, mas vou chegar na, na, na conclusão, mas o, eu tava vendo que eh para esse cara eh ele faz parte de founders de investimento, né? Então, se a gente parte do pressuposto que as startups aí estão cada vez mais pedindo dinheiro, ganhando dinheiro, etc, etc., com IPO, blá blá, blá blá blá.
Eh, hoje você ganhar 400 milhões de dólares é igual você ir lá e pedir um empréstimo de um fundo estudantil nos lá nos Estados Unidos. falou: "Cara, ó, eu vou fazer uma faculdade de XPTO, me dá aqui $3.000, $0.000, 6.000." Ele comparou da mesma forma, porque hoje a capacidade de você conseguir entregar e gerar valor é muito mais superior do que você ficar esperando receber founders. É, essa é a analogia que ele colocou, sabe?
Sim. É, faz sentido.
Então, fui pro outro pro pro outro viés, né? Mas não, mas a analogia é ótima porque ela é impactante no começo você fala: "Como assim?" E depois ela faz sentido.
Sim. Porque se a gente traz isso, entra exatamente no que a gente tá falando de Capex e OPEX, o quanto que as empresas realmente estão investindo e quantos elas estão gastando.
Será que o gasto ele é sustentável? Será que o gasto de todas as LMs que a gente tá colocando, até que ponto faz sentido?
Até que ponto faz sentido eu abraçar e fazer um loquin com um LM ou a vários LLMs? Por mais que a gente faça contratos, etc. Mas e aí, né?
Ou repatriar que energia, sei lá. Exato.
Sabe quanto custa uma blade de NVID num data center, cara?
Oxi, custa um dinheiro, hein?
Custa dinheiro.
Custa dinheiro.
É token, hein? Dá se converter em token, dá muito token, né?
Então, eh, a gente tem que conciliar muito bem isso, né? Porque a gente fala muito de repatriação, etc., Mas é muito fácil de você falar de repatriar um workload quando você comprou já um um equipamento há 10 anos atrás e com 5 anos você migrou pra nuvem e esse cara ainda não tá em India of life. Então é para voltar é fácil. Curo já tá amortizado.
Hum.
Agora quando você tiver daqui 10 anos que esse equipamento ficar em end of life, você vai querer fazer um capex daquele tamanho de novo para manter esse equipamento. Isso tem que entrar na conta, né? Sim.
E aí você tem que colocar isso agora no mundo de a com outras capacidades que você não tem rodando ver, velho.
É outra parada, outro mundo.
Não tem a acho que é como é que chama?
Star Cloud ou al no alguma coisa desse tipo, aonde eles estão subindo e satélites.
Starlink é não é Starlink, é outra empresa. Acho que é Star Cloud mesmo.
Que bom que tem um concorrente.
Eh, ela tá subindo, na verdade infraestrutura no espaço para rodar IA.
Ah, tá.
Então, por quê? Porque é menos custo de energia. Eh, a energia ela é ativa porque vem ali de energia solar, vem de solar, inclusive a questão de propagação de energia, ela se dilui no espaço. Então, só que tem a questão de latência, etc, etc. Mas se a gente parte desse outro lado da história, tem empresas também que estão olhando para esse outro lado, né? Mas voltando pro ponto que a gente tá falando, né, de eh organizacional CAPEX e OPEX, eu trago lá pro começo. Ainda tá muito embrionado.
Tá total, total. E e a gente tem um ponto importante aqui que a gente precisa abordar nessa questão eh de cultura organizacional, que é eh como as pessoas começam a ser valorizadas e começam a contribuir individualmente pra companhia, né? Porque como a gente falou, tem o cara que não vai se adaptar, que é o cara que vai continuar fechando o ticket do gira com p request normal ali, resolvendo o problema. E tem um cara que põe o negócio nas costas e o cara sobe uma aplicação sozinho ali, que é o que a gente chama de de um contribuidor em massa ali dentro da companhia, né?
Isso.
High performance individual contribuidor, né?
O HP que tem nome de Hyper tem nome de acelerador de partícula.
É, ele acelera de certa forma, né?
Exatamente. E e eu não sei o quanto a gente tá preparado do ponto de vista de gestão e de negócio para lidar com isso. Porque a gente vai chegar num ponto que às vezes um cara extremamente bem preparado com domínio de produto, negócio e tecnologia, o cara pode fazer o trabalho de um squad de 10, 20 pessoas, sim, que tem um custo enorme pra empresa hoje e que vai gerar tanto valor ou mais dentro daquele contexto, né?
Como é que vocês veem isso dentro da nossa carreira de tecnologia? Então, para mim, esse é o endgame. Na primeira pergunta que você fez de maturidade, esse é o end game na motoridade cinco, sei lá.
Uhum.
Que é o quê? As empresas vão ter esses caras, esses super aí, individual contribuitors que vão ser capazes de rodar um squad inteiro ali com pouquíssimo auxílio humano de outras pessoas. talvez expertise de negócio, alguma coisa que vai complementar eles, mas eles vão orquestrar esses agentes. Para mim, minha visão, esse é o endgame, tá? E eu vejo aí, eu fiz até um post no LinkedIn que a galera me trucou, mas assim, para mim as bigtechs vão chegar nisso em em menos de 4 anos. Algumas já estão chegando chegar nisso com qualidade.
Você você não acha que já algumas tm esses caras lá? Já tem, mas já tô dizendo, vão chegar nesse cenário de só ter esse tipo de profissional daqui quar nesse ponto. Você quer dizer, exatamente, agora tem todo o long tail aí de as mais tradicionais, as do Gemmud, etc. Mas eu vejo que vai ser um end game delas também, a não ser as empresas governadas, enfim, que tem todo um organograma, etc. Mas cara, Capital aberto não tenho porque não chegar assim. É, é o desenho que eu vejo de futuro. Eu vejo o Valmir lá pilotando 20 esquadras de sozinho de agentes. É, eu concordo contigo, ô Juliano, mas eu não colocaria todos os os ovos dourados aí nisso, né?
Eu eu vou trazer a mesma analogia do carro elétrico a carro híbrido, né? Eu eu sou muito fã de carro híbrido, carro elétrico eu já não aposto, né? Tem muitas empresas que já não estão mais apostando. Mas por que que eu tô fazendo essa analogia? Porque o indivíduo contributo, ele sempre existiu na real. Se a gente trazer para um outro nome, que é o especialista, que é o cara que sabia produto, que tem domínio técnico, conseguiria sentar com stakeholder, trocar ideia, sempre teve um superói, sempre teve um cara que fazia o trabalho de X pessoas, mas ele não recebia por esses X pessoas, né? Acho que o que ficou muito evidente agora é porque esse cara ele não tá sozinho mais, ele tá com um batalhão de agentes para ele.
Mas você não acha que fica mais difícil de perceber que esse cara tá fazendo o trabalho de mais pessoas se ele tá fazendo com agentes?
Aí entra a questão de monitoria. O que que a gente tá monitorando efetivamente para em em chegar exatamente nesse nesse ponto que realmente o cara tá entregando mais, né? Vamos pensar assim, vamos olhar, tem um time de 10 pessoas, todo mundo tem e tudo mais. Tenho certeza que vai ter dois caras que estão destruindo token, entregando um monte de coisa, colocando o time nas costas, tem outros oito caras que estão entregando mais ou menos e às vezes dois caras entregando nada. Agora, agora eu tenho um ponto aqui pra gente voltar por, por a gente ter feito todo esse eh esse background do que a gente falou.
Hoje as empresas no modelo tradicional não consegue identificar o cara que entrega mais, não no sem ara, no padrão.
E esse cara existe, entendeu? Tem cara que abre ticket, é, fecha ticket e declina porque o cara abriu errado, etc.
É, é. E e tá lá apertando o botão até hoje. E muitas vezes o cara que é proativo, ele é punido, demitido, porque ele tentou fazer alguma coisa e e deu errado.
Errado.
E o cara que tá lá apertando o botão de hoje tá lá, entendeu?
É, é o conceito. Quem erra muito não é promovido.
Exatamente.
Toda a produtividade será punida.
Isso. Exatamente. Quem é como tem outro também, mas eu esqueci. É quem que é o contrário do quem não é visto.
Ah, quem não é visto não é lembrado.
Isso é tipo quem quem faz quem enfim, eu por isso que eu queria que que que a minha amiga tivesse vindo do RH pra gente poder conversar, mas eh e eu eu não eu não vejo num curto prazo as empresas as BigTech. Sim, foi o caso que você falou.
Sim. Talvez elas estejam já num modelo muito mais maduro de de reconhecimento até préia, né? E que vão conseguir chegar nesse modelo. Mas cara, a gente tava falando de gemmud até agora a pouco.
Sim, exato. Por isso que eu falei, eu acho que esse esse long tail que você falou, Juliano, eu eu esse longe que você falou long mesmo, né? Bem long. Eh, eu entendo que se a gente colocar na real mesmo, talvez a gente chegue lá.
Mas por que eu falei da da analogia ali com carro elétrico ou híbrido? Porque eu entendo que as empresas elas vão ter mix.
Hum.
Elas vão ter esses caras que vão estar ali entregando, inclusive ganhando mais por tá fazendo mais, né? E, é, isso é um, a gente tem visto cada vez mais esses caras, inclusive de entrevistas, o cara chegar com currículo, falou assim: "Olha, eu sou o cara que entrega tanto com agent pá e meu custo é tanto". E o cara fala: "Você tá louco?" "Não, cara, eu entrego tudo isso. Olha a quantidade de portfólio que eu já fiz aqui e tá aí em produção.
Isso vai acontecer, mas ao mesmo tempo a gente vai ter que ter as pessoas que usam a IA no formato, vamos dizer assim, formato tradicional, né? onde o cara gestiona um agente, o cara faz um pipeline de dissessão também, né?
Exato. Então, imagine que a gente não pode colocar 10 camisas 10 no mesmo time porque não vai fazer um monte de gol, né? Então, por isso que eu eu o Mas aí esses caras que vão usar a para gerar valor pro negócio, talvez esses caras não necessariamente sejam tecnologia. Talvez não, pode ser um CO, pode ser um CFO, um cara que tem um super cargo aonde ele, pô, eu queria entregar um negócio aqui XPTO, tal, tá, tal, e eu posso pro time, time não faz daqui.
Então, e eu acho que esse é o ponto da gente discutir de uma forma mais ampla esse HPIC.
Uhum.
Né?
esse high performance individual contributor que quando é é que pra gente, como a gente tá no mesmo no mesmo contexto, digamos assim, é muito fácil você pensar tipo: "Ah, eu sou um arquiteto, eu sou um gerente produto, sei programar, cara, eu não preciso de 10 pessoas no meu squad, eu cloud code e antigravity resolvo o assunto." Beleza?
Mas e se esse cara é um analista do financeiro?
Ah, sim.
Pois é, entendeu?
Pois é. como que esse cara ele e e como como vai ser essa operação na vida desse cara, né?
Porque por mais que ele ele ele consiga dominar bem as EAS, etc., ele consiga ter esse contexto, ele precisa de um self service de dentro da TI, que é diferente da gente que vai buscar na na no osso lá, se precisar, né? Então, como é que vocês veem essa essa transformação organizacional, não só no mundo da tecnologia, mas na operação do da companhia como todo com a transformação da inteligência artificial?
Cara, peguei vocês agora.
Não, é, eu, eu aí vou trazer um pouco pro lado do Mercado Livre, né?
Eh, quando eu vou lá pr pra Mela Cidade, eu sempre gosto de ficar olhando um pouco, né, outras áreas e tudo mais.
Todo mundo tá com o terminal aberto.
Todo mundo, desde jurídico. Você tá não, eu sei num mundo diferente.
Num diferente. É por isso que assim trazer um pouco pro meu lado, depois eu vejo pro trago pro lado do mercado.
Assim onde o pessoal deveria chegar.
Sim.
Essa galera é ela literalmente o Mercado Livre ele tem pedido pras pessoas usarem. Tá aqui a sua licença de cowork, tá aqui a sua licença de cloud, usa, ganha performance, tira o trabalho braçal e investe efetivamente no que é estratégico, ganha tempo com isso, porque no fim a gente parar para pensar e a tá fazendo com que a gente use de forma correta os nossos 8 horas e x minutos, né? Vamos pensar no no nosso âmbito de trabalho.
Se a gente entregasse muito, a gente entregava 5 horas. Muito assim, um excelente desenvolvedor, tá? Colocar o fone de ouvido e entregar em 5 horas era muita coisa. Com iá em 5 horas você vai fazer chover dependendo do que for.
Então, se você pega lá um um cara de contabilidade, né, de fazer fechamento de folha, baixa lá, pega a ferramenta XY, Z, Sport XML, joga para IA, fala assim: "Cara, faz o comparativo para mim e vê se esse valor bate com esse." Quanto tempo ele ia gastar fazendo tudo isso com Proc V e Pá, ele tem a IA gastando ali, sei lá, 2, 3 e vai ter a resposta efetiva de um trabalho que ia levar, sei lá, uma semana.
Eh, o jurídico, cara, advogado hoje em dia e faz tempo já que já a questão de análise de de porque no fim é análise, né? Eu sei que tem a questão interpretativa, né? Assim como a gente tem deixa fazer uma piadinha aqui. Mas o cara, cuidado, ó, o cuidado, ó o processinho. O cara já se, já tinha uma pastinha de template ali já, já tem um tempinho, né? Já, já. É que agora o template vai mais ajustadinho, já vai mais personalizado.
Pois é, mas assim, se você é advogado, te amo, não para.
Tamo junto. Pega o template dele, joga para Iá, ele melhora e assim vai.
Então você vê galera usando muito, né?
Eh, people que a gente tá falando, cara, relatórios e mais relatórios de performance, de entrega, de entrevistas, etc, etc.
É tudo cunha.
Eh, não é mais um PPT bonitinho, não, cara. é um é um HTML onde tá ali conectado na base de dados entregando a galera ama.
É isso.
Então, no Mercado Livre eu vejo realmente sendo eh impulsionado, né, ou pedido e deixando super aberto pra galera realmente usar, né?
Não, e tem muita capacitação para isso.
Eu mesmo dei capacitação lá para pessoal de CX e Mercado Pago, que não tem nada a ver com tecnologia. Eu fui lá, ensinei os caras a criar uma skill para conciliar informações de planilha, etc.
O cara, [ __ ] demorava 8 horas nisso, dois, tr dias, agora 5 minutos, cara.
É isso.
É isso.
E agora trazendo pro outro lado, eu acho que tá muito longe também, assim, eh, eu acho que tá muito mais longe ainda, né? O long teio que a gente tá falando aqui, nem tem o teio, velho, porque eh tá tá muito longe, né? Se a gente parte do pressuposto onde as empresas ainda estão questionando o quantidade de uso de token, então, mas isso é a nova transformação digital, por isso a a Antropic botou bilhões aí para fundar deploy. Exato.
É, eu entendo que tá indo para essa linha, né? Eu acho que o o mercado business ele ele entrou muito forte com relação da IA, porque realmente traciona bem, né? É diferente de a gente ter uma licença de de clown, de Opena, e etc, do que um Enterprise, né?
Fora o custo, é a quantidade de entrega, mas pro outro lado, tirando a equipe de TI, efetivamente, colocando para Enol TI, né? fazer com que essa galera entra efetivamente na questão mudança comportamental e cultural de novo, que é ferramenta e não é ferramenta, eh, que é o mesmo ponto que a gente tá falou lá na época de mudança de ágil, sai do cascádio, pá.
Sim, é exatamente que ele falou, é nova transformação digital, coisa é a mesma coisa, é um outro momento de você mudar a operação da empresa, né? E e eu acho que o o o grande ponto aqui é que a nossa velocidade de transformação, ela não está acompanhando a tecnologia, não.
A gente tem empresas que não passaram pela primeira transformação digital, tem empresa que não tem governança de TI, tem empresa que trabalha por ticket, ainda não tem um um acompanhamento via produto, etc. O infraestrutura fica no Sóton, arquitetura fica na no no outro, entendeu?
CP. É isso, [ __ ] CPD tudo é CPD.
Então, cara, eh, eu acho que a tecnologia ela tá evoluindo mais rápido do que pelo menos aqui no Brasil, eu acho que no no resto do mundo também não tá muito diferente. Eh, a a transformação cultural das empresas não tá acompanhando isso, cara.
Não. E e e a transformação cultural e a gestão, porque realmente a tecnologia ela tá engolindo as coisas. E a gestão tá ficando para trás.
Basta você ver que a gente tá num momento de discussão de eh produtividade agêntica e tem empresa fazendo o cara fazer isso dentro do escritório.
Exato.
Pera aí, gente. A gente tá no mundo de inteligência artificial. O cara trabalha com a gente entregando valor pro negócio. Você quer que ele pegue um ônibus lotado, um metrô para ir uma hora para fazer a mesma coisa que ele faria na casa dele.
Ah, aí aparece as teorias da conspiração, né? É o mercado imobiliário e que não é tão conspiração assim, a gente sabe, né?
É exato.
Exato.
Vamos gravar um episódio sobre isso. É que tem Não, vamos abrir uma, isso vai para outro episódio, não vamos fazer um forque do episódio aqui, mas tem as duas coisas, tem a gestão frágil que tem que ter a gestão à vista e tem pressão de de de financeiro e tal, que a gente também sabe que existe, né? Mas e mas o ponto de discussão é justamente esse. Nesse mundo onde a gente faz a pessoa fazer isso por pressão financeira e por gestão atrasada.
Uhum.
Esse long tail fica long para [ __ ] velho. Muito. E e vai ter cada vez mais essa distanciamento, vamos pensar assim, né? Eh, dessas bigte cres crescendo e realmente fazendo um monte de coisas e as outras muito longe.
Uhum. Eh, eh, e esse gap vai não só gerar problemas de contratação.
Uhum.
Porque não vai ter pessoas, ah, sua empresa tem a não. Ah, então nem vou.
Ah, mas a sua empresa usa muito Ita, mas eu não tô qualificado suficiente para ela. E vai ter que começar a ter uma separação muito grande.
E aí vamos descer um outro nível.
como que a a literalmente as faculdades tão fazendo para colocar essa galera agora com IA.
Uhum.
Eu eu me coloquei há um tempo atrás como professor, falei: "Cara, eu tenho que fazer um outro sistema que avalia se o cara tá usando IA para entregar o projeto que eu tô fazendo, porque eu tenho que fazer uma IA para saber se o cara tá usando IA.
E ele vai fazer uma IA para saber se eu tô usando I para saber se ele tá usando I. Isso é é o é o lembra do lembra do GPS? Aí tinha o anti o radar tinha o antiadar, depois tinha o anti antir radar. É isso, sabe? E e então, cara, essa galera aqui, volta lá no que a gente tá falando, mudança comportamental, cultural e tudo mais, mas e e é essa base é o que vai começar a doutrinar um pouco esse mercado, que vai fazer com que o mercado se ajuste.
Se não subir essa régua, sim, a gente vai passar por momentos que vão, a gente vai gastar milhões com token, vai ter milhões com com pessoas e de high potential.
Uhum. E tem empresas que vão estar lá entregando GM. Desigualdade latente, né? Sabe só a gente falou de desigualdade de empresas. Eu tava vendo uma estatística que um amigo meu comentou comigo.
Cara, o valuation eh de 2 anos de uma open compra uma John Deere.
Caraca, cara. Se some uma a opinião agora, que que acontece?
Nada. Que que muda na nossa vida? Se is mod de John de cara não chega rosso feijão pra gente, né?
Então a gente tá indo para mundo meio louco falando de desigualdade, né?
Louc. Tem uma questão de é desigualdade social e tem um tem um e eu não vou entrar em assuntos econômicos aqui porque depois o pessoal me mata no comentário aqui.
Então tem que chamar o cobor tem uma tem uma questão de bolha aí também que eu acho que tá um pouco inflada, né?
Tá, né? Então eles têm informação, né? Informação é caro, né? É exato. Mas, mas eu vivo sem formação, mas não vivo sem comida, então, né?
Pois é. Então, é isso que eu falo. Então, tem algumas coisas aqui que talvez estejam fora do lugar, né? Então, acho que tem tem alguns pontos aqui. Agora, na visão de vocês, eh, como que a gente vai tá daqui, pera aí que a escala do tempo agora é muito difícil de dizer, né? Eu ia falar 5 anos, mas daqui 5 anos o negócio pode tá completamente diferente, velho.
Como é que a gente vai tá o ano que vem na visão de vocês? Considerando que o chat PT, a gente fez o primeiro episódio aqui ao vivo, olha só, ao vivo. A gente fez um episódio dois anos atrás para se divertir com perguntas e respostas no chat. Eptis anos atrás, caraca.
Uhum.
Um ano e se meses depois a gente fez um com o próprio Jat também, só que com voz, como se fosse um convidado.
Uhum.
E hoje o chat PT, ele faz esse episódio sozinho, se ele quiser, ou qualquer outro ele ali, né?
E como que vocês vê isso? Sei lá, final do ano que vem? Olha, é, é uma pergunta bem difícil, porque a gente até consegue imaginar a evolução, mas a janela de tempo não é difícil.
É, é, antes a gente falava realmente de, ô, três, 4, 5 anos, né? Eh, eu falei lá no TDC mesmo que eu eu me sinto quando tava lá em 2000 que cada semana saiu um framework de JavaScript e na outra semana outro frame, na outra semana outro frame. Aí tá igual, só que tá pior assim. E e cada dia, cara, a o próprio Cloud colocou que ele queria entregar 90 dias um release por dia.
É. É. Então, cara, ó, você citou o o TDC, eu submeti um um uma palestra pro TDC de São Paulo e a gente até falou aqui fora do ar que eu quero falar dos fundamentos de Spectra Design, mostrar pra galera como é que funciona, etc. Cara, eu fiquei com medo de submeter porque é em setembro, cara, eu não sei se is setembro a gente tá falando de Spectra Design. É, eh, entra exatamente no no mesmo ponto que, que que a gente tava fal que você perguntou, é um ano é muito tempo por aquilo que a gente tá vivendo agora. Se a gente parar para pensar de janeiro até agora, cara, já mudou muita coisa. Já a gente saiu lá de chatt para 5.5, o próprio cloud já saiu de do Sonet, depois o Opus, depois o Opus 46, o 47, mitos e skill. É, é, a gente começou a falar de hard engineer enquant, promp engineer, etc, etc. Cara, é, é assim, eu acho que o ciclo de IT ele é sempre um é realmente é cíclico. Muitas coisas que a gente tá falando aqui já aconteceram antes, né? O próprio Ivente levar em consideração é muito velho, né?
Lógica fuz lá lá lá lá dos primórdios, né?
É, é, é bem mais antigo, né? Mas vamos lá, com a popularização do LLM ali com chat EPT, potencializou tudo que a gente tá vivendo agora.
Uhum.
Se a gente parar para pensar que um chat EPT levava 3 meses para ele sair de um três meses, é 3 meses para sair de uma versão para outra da quatro para cinco. Foram 3 meses. Da 5 para 5.1 foram, se eu não me engano, foram 45 dias.
da 51 para 55 foi menos de 30 dias.
Então o poder computacional disso tá bizarramente. Uhum.
Eh, tava de férias nos Estados Unidos e eu fui lá comprar memória, né, pra máquina.
Não tem memória.
E não tem memória. Porque se tivesse eu pedi para você trazer para mim ver. Não tem memória. A galera falou assim: "Cara, desculpa, não tem memória. Eh, a galera de Iá tá comendo todas as coisas e não tá sobrando. Então, o mercado tá exigindo cada vez mais, tá entrando cada vez mais soluções, etc, etc.
Não temos o governança, não temos uma padronização real, os LLMs não se conversam. Aí entra até o paradoxo de cloud, né? Um clown é de um jeito que outro cloud de outro jeito. Aí cada um tá partindo do mesmo pressuposto, né?
E confesso que a única coisa que eu vou falar aqui é que vai ter mudança. É a única coisa que eu garanto é que vai mudar.
Com certeza. Sabe qual é a minha visão sobre isso? Eh, e aí até abrindo para vocês comentarem, a gente tá no no momento que a gente tá numa corrida pelo melhor modelo, né? Então, Antropic saiu pela lateral aqui arregaçando, né? O chatpt que foi o que popularizou isso, eh, foi um topo aí por muito tempo, mas não conseguiu trazer aquilo que se esperava dos próximos modelos. O Google, por ser dono de toda a informação do mundo, fez um modelo muito, né, respeitável aí com Gemini. Agora o Omni, cara, o Omni muito bom, tá incrível. E e os chineses indo aí e os chineses e e os chineses aqui sempre na soberania, sem agressividade, custo benefício, trabalhando ali de boa.
Tipo, eu vejo chat EPT, tips, tipo, Tesle Bid. Sabe? É isso, é isso.
Tipo, ah, [ __ ] aqui custa tanto não sei o que ela, cara. Mas aqui é bom para [ __ ] É baratinho. É balado. É tipo isso.
E e passe de flano.
E aí?
O cancelamento tá vindo a cavalo hoje.
Nossa senhora. A a o o agente do complicar muito.
Pronto.
Mas é então aí eu acho que essas empresas elas estão numa corrida muito pela qualidade do modelo e ela tá se preocupando muito pouco com o entorno. Diferente do que a gente viu com os provedores de cloud. O cloud ele sempre teve uma uma vocês são são executivos também há muito tempo.
Vocês sabem que todo o cloud provider sempre teve muito cuidado com o customer success.
Então pegava o cara, cara, vamos usar isso aqui assim e tal, até porque tinha um um um interesse em fazer você ficar fidelizado e usar bem, etc. E isso não tá acontecendo com com é tipo, cara, é meu modelo, te vira, [ __ ] usa o que você quiser, de governança, não sei, te vira, então não existe esse cuidado, né? Então é meio que um foguete que tá voando e arrastando tudo junto, meio que não causa assim, né? Se você parar para para analisar, né, Cloud, Openi, o próprio Google, eh, a própria e tudo mais, nenhuma delas explica como você consome menos token.
Nenhuma delas vai te falar assim: "Usa desse jeito que você vai consumir menos token". Ela te dá vários formas, etc., Mas ela fala assim: "Faça desse jeito".
Ela nunca vai fazer.
Isso. Uhum.
Isso é é o contrapeso, como você colocou do clown, porque infetivamente fala assim: "Não, não, cara, um SC2, não sei o quê, tu vai gastar menos, vai se pagar." Tinha cuidado com a sustentabilidade da coisa. A Iá, ela não tá indo para esse lado. Ela não tá indo para esse lado.
Por isso que é difícil a gente colocar aqui alguma coisa que realmente vai est diferente ou que a gente, pô, eu acho que as empresas elas vão ter um boom efetivamente de usar, mas eu ainda vejo que vai ser um boom super controlado do tipo, não vamos usar o Opus 4.7, vamos usar 4.6 Porque ele é mais barato, te entrega o que precisa e você vai ter aqui um outro kim, né, rodando localmente que vai ser mais barato para você fazer as duas coisas.
Uhum.
Uhum.
Ah, por quê? porque você vai entregar isso, vai entregar isso, mas mesmo assim eh eh todas as conversas caem pro mesmo ponto. Como que eu tô gerindo e como que eu tô metrificando para saber se realmente eu tô gastando direito.
Isso, se a gente não tiver uma resposta contundente vai continuar sendo capx e opx. Uhum.
Porque vai ser só entrega, entrega, entrega, entrega, entrega. Em algum momento a gente vai ter que ter um fine AIs ou o AI vai ter que entrar dentro do processo de fine ops, que é o que a gente tá fazendo lá.
É, né?
Mas assim, eh, na minha opinião, eu já vejo uma sinalização clara das grandes empresas como o Antropic, que o modelo de negócio precisa mudar. Eh, para mim, LLM tá de certa forma resolvido.
A, a maior prova é esse investimento bilionário da Antropic na Depoyment Company. a Openai também criando empresas para fazer isso. Então elas estão entrando como como serviço. Agora ah, já tem algum alguns betas em empresas ah funcionando.
Já tem consultores que são os FDA, F é alguma coisa assim forward, alguma coisa assim que é eles estão contratando, estão pagando bem, tá, para esse tipo de profissional que é o consultor de transformação digitalista em é é o é o é o consultor com replays, é manter um um string.
Replay lá de consultor pra FDA.
Pronto. Para onde que eu mando meu currículo para? Então é, elas estão contratando esses caras e então para mim tá tá começando esse movimento já.
É, mas é o parceil.
Exato.
É porque convenhamos, né? Os modelos que nós temos hoje, cara, cara atende 99.9% das empresas.
Tá resol para mim tá resolvido.
Resolvido, sem dúvida. Um pouquinho mais, um pouquinho menos, mas é isso aí.
É isso aí, cara. Esses dias estava fazendo um um review no nas minhas aplicações, cara. Tem tem coisa ali que eu tava usando o Gemini 3 que o 2.0 Flash resolveu.
Falei: "Pô, por que que eu tô pagando para para usar esse modelo?" Pois é.
Então, por que você tá pagando? Você não tem o Mac Mini lá com Queen, alguma coisa?
Eu não uso Mac, cara. Eu sou eu sou eu sou chucrão uso Pentu.
Cara, tô gastando quase nada com o Mac Mini que eu comprei lá. Lindo, cara.
Recomendo. Quem tem uma RTX decente, não igual a sua lá.
Minha 450. Tadinha. Tad, eu não sei dar dois cliques com com Mac, cara.
É Linux, é Uniix.
É, terminal.
Terminal, beleza. É isso aí.
O problema é conseguir mexer e dar dois cliques para entrar no terminal, né?
Então depois no terminal a gente se vira.
Já era.
Nada como uma adaptação.
Você é Mac Bo?
Sou Mac desde [ __ ] que pariu.
Meu primeiro Mac acho que foi de 2000 e alguma coisa. Funciona, cara. Esse é o negócio, cara.
É. Aí eu vou ter que fazer uma triagem de convidados para esse. Tá difícil para esse podcast aqui, cara. [ __ ] muito bom esse papo. Eu queria que vocês fizessem as últimas considerações de como vocês veem eh essa evolução do ponto de vista de carreira.
Uhum. para as pessoas daqui em diante, porque muitas dos nossos ouvintes estão estão ouvindo isso para saber exatamente um um aconselhamento de carreira, ter uma um uma visão de para onde ir. que muita gente não tá entendendo o que tá acontecendo, tá procurando informação.
Então, queria que vocês deixassem aí um recado pro pros nossos ouvintes que estão passando por esse momento de transformação na vida e na carreira deles.
É bom, eu eu eu vou falar pontos que eu já comentei em toda a nossa conversa, mas eu vou separar em três grandes pilares, né, que eu eu vejo que existe uma tendência forte para isso, né? Primeira eh efetivamente estar colado em produto.
Acho que esse esse tem que ser um um baita do mindset.
eh entender o produto, entender o o que ele faz, entender, sabe? É realmente pensar como produto. O segundo é investir muito em questão de arquitetura, não só a questão arquitetural eh que a gente falou e tudo mais, mas realmente ter sólidos conhecimentos, porque é isso que vai pegar depois, né? a validação, o código que a gente vai entregar e tudo mais vai vi, mas a validação em si, ela vai ser cada vez mais importante. O o tempo entre a entrega e a validação, ao meu ver, é o que mais é pegar, né? Então você ter bons conhecimentos vai ser destaque com relação a isso. E e o terceiro, entrem de cabeça com relação à questão de a de ser agents e eh de ser eh eh agentes controladores de entes, né?
Então você ser realmente gestores coordenadores de agents e não só investir tanto na questão super soft skill, né? Acho que esses três pilares eu vejo que vai pegar muito forte em pouco espaço de tempo e as empresas cada vez mais vão pedir por isso e aí potencializa o individual contributor um um highck da vida que a gente tá falando.
Eh, vai, eu acho que isso e condensa, vamos dizer assim, né? Ou ou pelo menos canaliza pro mesmo fundo, que é você começar a entregar muito mais. E aí, na verdade, um ponto para todo mundo aqui é para você parar e se pensar é o qual que é o seu valor de entrega individual, o quanto você entrega realmente pra empresa.
Cara, essa pergunta vai bugar uma galera, hein? Vai, porque é aí que você vai começar a fazer a diferença.
Isso vai bugar uma galera e leve isso pra sua cama.
Boa.
Sim.
Para não ser repetitivo, eu assino embaixo tudo que o Valmer falou e eu quero agregar algo totalmente fora desse mundo, que é isso nada vai funcionar se você não cuidar primeiro do seu principal produto.
você sua saúde física e mental, porque tá tudo tão urgente, tá saindo tanta coisa nova, cada vez mais e e agora saiu saiu, cara, você abre, eu abro o LinkedIn, eu fico louco, tudo tudo é urgente e e cada notícia é um moleque de 15 anos fundou uma empresa multimilionária e você começa com aquele negócio, nossa, eu sou um merda mesmo, que que eu faço junta, né, com esse complexo de imposto de impost, cara. Então assim, pega um tempo para descansar, exercício físico. Eu e o Val somos prova, nós emagrecemos com qualidade, estamos fazendo academia.
Isso é muito importante. É cuida, cuida da máquina, cuid cabeça. É, cuida da máquina, cuida da cabeça, porque eh, não sei, não sei vocês aqui, né, Juliane, Willam, eh, mas é impressionante o quanto eu tô produzindo mais.
Sim, mas o negócio de produzir é porque você tá topando o seu CPU. de segunda a sexta-feira e às vezes de segunda a segunda e não para mais.
E a gente e cada vez você tá mais viciado com relação a isso.
E a gente que que que gosta disso não é tipo, ah não, eu já entreguei tudo, 4 horas, vou dar um rolê. Não, tu fala, [ __ ] já cheg aqui, vou fazer mais mais.
Você tem que dar o rolê, você tem que ir na academia, você tem que se alimentar porque senão a máquina para. Então é esse o recado.
É. E e concordo. Gênal, ô Juliane, tem tem só fazer um parênteses, né? legal também. Eh, lá eu tô meio ficcionado, vamos dizer assim, mas eu tenho visto muitas coisas do Vale Silício, né?
Eh, e lá eles eles estavam falando que eles passaram por um momento que é que que era, como é que chama? Chama coffee party. Você já ouviu falar de coffee pary?
A galera vai para um um coffe shop da vida, né?
Não é na não é Amsterdam, não é Amsterdam, não é Amsterdam.
Só para saber, eh, com seus computadores e tudo mais, né? Eh, abre os e começa a codar que nem louco. A hora que chega na janela de terminar a sessão, eles param cof par, [ __ ] Espera x horas e volta de novo.
Que maravilha. Olha só o o a janela de contexto de uso do cloud fazendo as pessoas socializarem. O cara vai pro quinto casamento, vai pro quarto AVC, terceiro infarto.
Exatamente.
Mas bem colocado, Juliana.
E a minha dica é, eu vou ser um pouco mais básico do que vocês, porque a gente sabe que muitas pessoas ainda estão um pouco eh resistentes com esse mundo.
Então, a minha dica é não seja resistente, cara. Você pode ser o melhor coder do mundo, você pode ser o cara que sabe tudo da empresa, você pode ser o cara que conhece a primeira classe do legado que foi digitada, você vai ficar obsoleto, vai.
Entenda e use seu benefício. A IA não vai fazer o seu trabalho. A IA vai complementar o seu trabalho e vai tornar o seu trabalho mais efetivo. Porque o seu trabalho não é codar, o seu trabalho é entregar valor pro negócio. Então não seja resistente, entenda como funciona, porque pelo que você conhece e pela tua experiência, você vai conseguir contribuir ainda mais com o uso da inteligência artificial. Então, se você ainda não ainda tá resistente, se você ainda não embarcou, para para olhar pra sua carreira e reflita, né? Ou é hora de se aposentar se você já tá de boa e beleza, ou você entra no barco enquanto ele tá cabigente, exato. Aproveita a onda.
Aproveita a onda, porque se você não aproveitar a onda, vai te levar. Exatamente, meus amigos, muito obrigado. Que papo bacana, hein?
Leve, leve e sincero.
Muito bom. Muito bom. Sincero.
Acho que foi um um belo disclaimer aqui pr pra galera que tá entendendo aí, chegando nesse momento, até pras pessoas que estão gerindo, né, cara, saber onde estão nesse momento do da tecnologia e do uso da inteligência artificial.
Sem dúvida. Valmir, obrigado, cara.
Eu quero agradeço mais uma vez aí, Juliano, William, pelo pelo pelo pela o convite, antes de mais nada, né?
Wellington.
Wellington.
Isso.
Repete, repete que daí ele corta.
Wellington.
Wellington, muito obrigado pelo convite.
Juliano, muito obrigado pelo convite.
Eh, é um prazer estar aqui discutindo, conversando, super aberto, né? Eh, a gente tá passando por ondas e mais ondas de transformação e cara, papo, acho que tem dá pra gente ficar horas aqui conversando. Tu vai voltar muito mais vezes aqui. Tá [ __ ] encher o saco.
Faço, será um prazer. Muito, muito, muito obrigado, Juliano.
Prazer, cara. Eh, eu aprendi mais aqui do que eu falei, assim, é sensacional tá com cabeças como vocês. Obrigado pela oportunidade. Espero contribuir com alguém aí.
A gente que fica. Muito obrigado. Você que acompanhou a gente até agora, se você gostou desse papo e você quer contribuir com o PPT no compil, você pode ser membro do PPT no compil. Vai lá no YouTube, seja membro. Se você não quer dar dinheiro para Bigtech e quer contribuir com a gente, tem o [email protected].
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Água voz.
É. Então é é voz que é do estúdio voz aí que tá.
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Obrigado a todos. Valeu, valeu. Um abraço.
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