China: Tecnologia, Inovação e o Futuro Global
Convidados
Romulo Barbosa
CEO @ Techrom
Murilo Alencar
CTO @ NSTech
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Desvende a verdadeira face da **China: Tecnologia, Inovação e o Futuro Global**. Longe dos clichês e da visão ocidentalista, a China emergiu como um gigante tecnológico, redefinindo o cenário mundial com avanços que impactam da inteligência artificial aos carros elétricos. Mas qual é a realidade por trás dessa ascensão meteórica? Como a cultura e o empreendedorismo chinês se entrelaçam para criar um ecossistema de inovação sem precedentes? Se você busca entender as forças que moldam o amanhã da tecnologia, este episódio é um mapa essencial. Neste episódio imperdível, Wellington Cruz, nosso host, o CEO da Techrom, **Rômulo Barbosa**, e o CTO da NSTech, **Murilo Alencar**, nos levam a uma jornada fascinante pelo coração da inovação chinesa. Murilo, com sua experiência de imersão no país, compartilha insights diretos sobre a revolução dos pagamentos digitais com **Alipay** e **WeChat Pay**, o papel estratégico do Estado no fomento ao empreendedorismo, a surpreendente aplicação de **Blockchain** em serviços urbanos e transporte, e a evolução de gigantes como **Xiaomi**, **Huawei** e **BYD**. Descubra como a eficiência na construção de **LLMs** e o avanço dos veículos autônomos refletem uma cultura de foco e disciplina que impulsiona a China a um patamar de liderança global. A visão única de Murilo, livre de vieses políticos, oferece uma compreensão autêntica de como a cultura e a educação são pilares para o desenvolvimento tecnológico chinês. Não fique de fora dessa discussão crucial para qualquer profissional de tecnologia. Curta, compartilhe com sua rede e assine nosso canal para não perder nenhum insight sobre o futuro da inovação. Quer se aprofundar ainda mais? Visite nossos links na descrição e explore o universo que está redefinindo o amanhã!
- Início da Jornada: China, Tecnologia e Cultura
- A Revolução Tecnológica Chinesa: Além do QR Code
- Klever: Liberdade Financeira em Cripto
- Educação e Cultura Alimentar: Pilares do Desenvolvimento Chinês
- Viagem de Imersão: De Pequim a Xangai no Trem Bala
- Blockchain Estatal e o 'Comunismo Capitalista': O Dilema Chinês
- VMBERS: Transformando sua Empresa com Tecnologia
- Inovação Chinesa: De Carros Elétricos a LLMs Próprias
- O Hype da IA e a Síndrome do Criador: Ferramenta ou Rival?
- Mobilidade Urbana do Futuro: A China na Vanguarda
- Filosofia de Produto e Impacto Ambiental: Massificação vs. Exclusividade
- Conectividade Sem Limites: A Experiência Digital Chinesa
- Reflexões Finais: Uma Nova Visão do Oriente
- Encerramento: O Legado da China e a Mente Aberta do Profissional Tech
Então, tudo que a gente recebe de cultura é uma visão extremamente ocidentalista que reflete esse tipo de preconceito contra China. A forma como eles têm eh a questão alimentar e a respeito a isso é de um país que passou uma tragédia alimentar. Eu acho que a gente no Brasil nunca passou isso. A China sofreu na Segunda Guerra Mundial, um absurdo, cara, assim, um negócio que chega a ser inacreditável, né? Ela foi invadida, o povo morreu de fome. A nossa relação com a EAI é a gente admitir ou acreditar que nós criamos uma inteligência capaz de de rivalizar com a gente. Muito bem, muito bem, meus amigos do PPT não compil. Estamos aqui para mais um episódio e hoje estou aqui do lado do meu fiel e companheiro careca Rômulo Barbosa.
E aí da Tecron.
É isso aí.
Para mais um episódio, certo, Ron?
E nós vamos viajar hoje e, cara, vamos fazer uma uma boa travessia hoje, cara.
Hoje a gente vai pro outro lado do mundo.
Mundo, pô. Hoje vai ser interessante.
Hoje a gente vai falar aqui sobre coisas diferentes, coisas de tecnologia. que estão com uma visão cultural um pouco diferente da nossa, né, e que estão ganhando uma relevância considerável.
Exatamente. Então, a gente hoje vamos falar sobre tecnologia da China.
Vamos levantar um pouco sobre a tecnologia que acontece nesse continente, nesse praticamente continente, né? um país que é quase um continente, eh, falar um pouco sobre a cultura, sobre o que acontece lá e com uma testemunha local, né, que esteve lá, que é o nosso amigo Murilo Alencar. Tudo bem, Murilo?
Tudo ótimo. Obrigado pelo convite, pô. Obrigado.
Obrigado por falar sobre a China, sim, vai ser muito bom o papo por tá aqui. O Murila é City da NZC.
Isso. Eu fiquei, eu sou um dos fundadores da Nestec, sócio da Nestec, fui city show da Nestec durante quatro anos e o último ano eu acumulei e também acabei focando só como CHRU, ou seja, fui responsável pelas pessoas da Nestec, né, que para mim foi uma experiência fantástica.
Que legal, cara.
E a viagem da China viajei com dois chapéus, né, tecnologia e pessoas. Então eu consegui ver cultura e tecnologia, tenho certeza. consir beber o melhor disso que você vai poder trazer muitas coisas aqui pra gente sobre sobre essa viagem, cara.
Maravilha.
E aqui a gente vai fazer uma viagem eh sobre o o factual da China, sem nenhum prisma político, sem nenhum tipo de julgamento sobre eh regime de governo, etc. A gente vai falar sobre o que o Murilo viu lá, as coisas que aconteceram lá de uma forma factual e insenta, né, Ronc? É o quem quem é eh é legal trazer essa perspectiva do Murilo, exatamente, de mostrar o como é que é na prática, né, a experiência da conversa que ele teve com as as empresas tecnologias, não só de tecnologia, teve outras conversas também com outras empresas. Eh, acho que legal até para quem tem interesse de fazer uma viagem pra China. Então, Murilo também traz algumas coisas bacanas aqui. Enfim, acho que vai ser baita de um episódio.
Sem dúvida. Se você gosta de tecnologia, se você é profissional de tecnologia, você precisa combinar com a gente, porque tem muito o que aprender com o Oriente, né? Então, eu sou o Wellington Cruz, esse é o PPT no Compila e bora.
Bom, na na minha época, você sabe quando a gente começa com na minha época você já assume a idade automaticamente, né?
Mas a gente tinha uma referência, eu tenho uma referência infantil de país tecnológico ser o Japão. A gente cresceu um pouco com isso, que o Japão era highch, etc. Muita coisa mudou nessas décadas, né? E a gente viu aí uma superptência emergir, que é a China, né?
E e eu queria já abrir o episódio fazendo essa pergunta pro pro Murilo, porque depois que a gente passou dessa visão do Japão ser o país mais tecnológico, etc., Eu me lembro até hoje de uma reportagem no Fantástico que as pessoas estavam maravilhadas, que na China todo mundo pagava as coisas com QR code.
Isso deve ter mais de 10, 15 anos, né?
As pessoas impressionadas, nossa, é só ler o QR Code, paga. Hoje a gente já tá num ponto que aqui no Brasil a gente já paga com RFID praticamente tudo mais fácil do que um Qcode. E aí a pergunta que eu falo pro Murilo é: que você viu lá, Murilo, para que que pode impressionar tanto quanto essa visão que a gente tinha mais romântica da tecnologia oriental de China, Japão, etc.
Bom, acho que a primeira reflexão muito boa.
Depois é de A a Z. Eu diria para você que eu passei por quase todas as experiências de tecnologia que podia existir. E vamos começar por essa de pagamento, que eu acho que é bem chocante, né? A gente chegou e no primeiro dia já chegando, eh, eu passei num mercado dentro do aeroporto, uma loja de conveniência, né?
Uhum. E evidentemente eu saí do Brasil pra China com alguns softwares pré-instalados.
Então, por exemplo, eu instalei a VPN, eu instalei o Alipay, que é o software de pagamento, e o ECAT, que inclui também um software de pagamento dentro dele, né, como um super app, né?
E peguei os, peguei um suco, peguei uma uma breja, peguei mais um amendoim, umas coisinhas aí, porque eu ainda ia andar de transfer mais ou menos uma hora e eu comprei algumas coisinhas para poder ter aquela sensação de diminuir o jet lag, né? Porque aconteceu quanto tempo de viagem?
24 horas de viagem, né, cara? E tinha, eu parei em Amsterdam, fiquei uma hora só deu para tomar uma quem entrar de volta no avião, né? Não deu para fazer muita coisa. E aí é é um pit stop mesmo, né? Então assim, você pega o o resto do voo e cara, você fica 24 horas dentro no avião praticamente. Então você sai com vontade de [ __ ] deixa eu respirar e tentar andar e enfim.
A experiência de pagamento é inacreditável. É assim, hoje hoje a gente aqui no Brasil talvez tenha o o arranjo software de pagamento mais sofisticado do mundo. Particularmente eu acredito nisso. Eu acho que desde o Pix até o próprio processo bancário brasileiro, ele vem evoluindo ao longo dos anos com software muito, de forma muito muito profissional e mais do que profissional, muito visionária, né? a maneira como a gente entende os pagamentos, muito também pelo quebra-cabeças tributário, fiscal e financeiro brasileiro, que também não é simples.
E a herança de hiperinflação que hiperinflação, várias trocas de moedas, desvalorização de moeda, enfim, mudanças governamentais.
Eh, isso forjou uma qualidade profissional de profissionais em tecnologia e conhecimento bancário enorme no Brasil, né? Eu diria que talvez estejamos entre os melhores do mundo nessa área, mas a experiência na China de pagamento é tão fluída quanto eu mandar um Pix Pro, que é surpreendente, mas assim, é tão fluída que que eu fiquei surpreso porque eh eu posso pagar e receber dinheiro via Qcode pelas ferramentas chinesas.
Então, se você quiser mandar um dinheiro para mim, eu jogo um QR code na hora e você manda. Eles têm algumas travas de segurança que eu verifiquei, ti, tomei cuidado de entender e conversei com eles como volumes financeiros. Às vezes, por exemplo, eu fiz uma compra de um drone, eu visitei uma fábrica lá, aí passou uns dias, não fui, acabei encontrando drone numa loja porque na fábrica não tinha tal. Na verdade, a loja da fábrica não não dava para comprar e aí eu tive que pagar e eu tive que fazer duas vezes o pagamento. Ele dividiu na metade porque tinha uma trava de segurança, né? tinha um um limite de valor, um limite diário, enfim, diário não, perdão, um limite de transferência.
E eu paguei duas vezes. Mas uma coisa curiosa e ainda voltando ao processo de pagamento, é a confiança deles no processo. Quando eu paguei, o caixo nos pregou para confirmar o pagamento. Eu paguei, falou: "Obrigado, tchau". Então assim, a confiança no processo de pagamento é um negócio meio brutal. Às vezes a gente toma táxi aqui no Brasil, vai fazer um pagamento de pixel, tem que ficar esperando, vai mostando, tem que mostrar pro cara que foi, ou seja, não existe isso. Existe uma confiança no processo. Eh, e e foi uma surpresa, foi uma primeira impressão e uma primeira excepcional impressão. O software é simples, a interface muda eh para inglês ou enfim, para te ajudar. E é muito interessante porque a interpass recompila na hora, né? Então você vê que os caracteres chineses são trocados quase que em tempo real por caracteres ocidentais para você fazer a leitura, mas eh é muito fluído e muito simples.
Você acha que essa confiança é no processo ou é uma questão da sociedade que eles confiam entre si, de que, pô, se o cara tá falando que tá pagando, ele realmente tá pagando? Eu acho que as duas coisas, mas eu diria que o maior peso é na sociedade.
A gente, eu não posso falar dessa forma porque eu não tenho a vivência de ser um chinês ou sermão ambiental, mas eh a gente aqui no Brasil eh a gente primeiro desconfia para depois confiar.
Eu acho que a relação lá é inversa.
Primeiro a gente confia para depois ter a dúvida, entendeu? A gente aqui não, primeiro a gente tem dúvida para depois confiar, né?
Todo mundo é confiável até que se prove o contrário.
Mais ou menos assim. Então eu acho que nesse e assim o processo não falha. É impressionante. O processo não falha.
Ô Murilo, eh, nessa tua eh você foi em duas ocasiões para a primeira não foi necessariamente China, né? E e aí é uma história outra legal porque é um país do lado que é é Taiwana, né?
Ah, legal.
em tese, a a é chinês, é chinês, é chinês, mas tem uma briga de independência, né?
E na época eu tava fazendo um projeto de software, eh, foi uma foi até um amigo meu, enfim.
Legal. E nessa experiência que você foi na China, você eh obviamente você comentou que você foi visitar empresas também para fazer que benchmark, para conversar sobre visão e tal.
tua tua impressão em relação à maneira como os empreendedores chineses empreendem em relação a um negócio é diferente? Que que você sentiu assim dessa dessa questão dessa?
É muito diferente, né, Rômulo? Existe primeiro uma presença do estado. E aí é só dizendo especificamente que não falando de política, mas falando de política de estado, por exemplo, que é um pouco diferente, né? Pra gente não entrar em política, não política de governo.
Não política de governo. Então assim, independente da ideologia, o estado tá presente como contigo, como empreendedor, assim, eh, eu visitei um monte de empresa, eh, desde empresa de carro elétrico, a Ivoca que é uma empresa assustadoramente diferente, né? Os caras focam em fazer uma comunidade de usuários de carro elétrico. Eles estão preocupados extremamente, eu não sei se isso é uma onda nova ou se é uma onda para mostrar pro cedente, enfim, com o meio ambiente, né?
Tanto é que o foco é bateria, não é venda de carro. Então assim, é bem diferente. Eles eles mudam a visão e é fantástico.
Eh, até a Canial, Alibabá, né? Alibaba, né? enfim, e outras empresas aí, algumas emergentes, algumas empresas eh de infraestrutura, de software, de cloud, por exemplo, e até mesmo eh empresas que t foco em olhar movimentações urbanas, cidade, uso, enfim, acabei olhando um monte de coisa legal.
Eh, eu acho que o estado tá com empreendedor, mas quando você vai para um país daquele tamanho, com aquela quantidade de população e com bastante educação, que é o que me chamou mais atenção, eh, eu não consigo te dizer eh algo que possa e eh mostrar o caminho do empreendedorismo, né? Por exemplo, aqui no Brasil a gente tem vários, várias estruturas de empreender, né, desde organizações não governamentais, SEBRAI, eh grupos de investidores, anjos, existe isso, certamente. Eh, mas o estado tem uma presença muito forte, né? E [ __ ] você vê até empresas gigantes do estado terem muita dificuldade de quebrarem, como aconteceu, por exemplo, com a construção civil, né? E é uma coisa curiosa, né? Eu passei por algumas cidades na China que eram cidades fantasmas e eu eu já tinha ouvido falar disso, mas nem prestei atenção.
Quando eu passei por uma, eu fiquei tão chocado que aí eu fui ler e entender o que aconteceu, né?
E cara, você é assustador. Imagina que você passa para uma cidade construída, planejada, grande e não tem ninguém.
Você não vê ninguém, nem na rua, nem no prédio, nem morando. Eu passei de dia e voltei já no final da tarde à noite. Nem luz acesa tem. E assim, não é pequena a cidade, Romo, uma cidade enorme e não é por falta de gente como não é. É uma cidade que é de 100, 200.000 habitantes, completamente vazia, cara. É uma cidade com 100.000 habitantes, é uma cidade grande, né?
Não, não grande, mas não é uma cidade pequenininha de 25.000 habitantes, como também tem vagas aqui no Brasil. Então, assim, uma cidade vazia.
Eh, e aí eu acho que tem essas diferenças, né? Tem uma presença do Estado muito forte.
Eh, certamente a regulação e a presença do Estado do ponto de vista político também é uma questão muito séria.
Mas eu acho que eles eles assim e aí voltando a primeira colocação que você fez, eh eu acho que a China passou o Japão e eu acho que a China passou os Estados Unidos e assim muito mais pela capacidade de execução e de aprendizado do que propriamente uma capacidade enorme, criativa. Vamos lembrar que isso é normal.
Eh, hoje os os relógios de vocês são desenhados propriamente na Europa, nos Estados Unidos e construídos na China. A gente incentivou esse tipo de construção, o que eu acho fantástico.
Fantástico. Ninguém tem a obrigação de ser o quintal de ninguém. Eh, assim, os países têm que prosperar do ponto de vista educacional, criativo e executar e criar produtos fantásticos. Então, eh, e você visita as empresas chinesas, você vê produtos de de um design com muita qualidade, né? A Xiaomi, por exemplo, que eu fui visitar, eu vi inclusive carro da Xiaomi. Cara, eu particularmente sou um grande fã da Xiaomi. [ __ ] ela tem faz uns 10 anos só tem o celular da Xiaomi.
Sim. Inclusive, eu vi os novos celulares da Xiaomi lá. [ __ ] fantásticos. Quase compriam para mim, inclusive. Eh, mas uma coisa curiosa, eles eles começaram a evoluir o processo de cuidado, de design, coisa que antigamente quando você pegava um produto chinês, você notava um acabamento não tão premium, um acabamento não tão adequado. O próprio design, o software em si, não foi. Mas uma coisa curiosa, durante muito tempo a Xiaomi foi liderada pelo Hugo Barra, né, que é um cara do Google que saiu do Android, foi para lá, ele tomou cuidado de fazer os produtos com uma qualidade de software, com própria versão do Android e com a própria forma de enxergar um universo, eh, nessa época capturado, por exemplo, com celulares.
Eu não sei se você lembra, Xiaomi há um tempo atrás, eu acho que hoje não é um mais, mas ele permitia que você fizesse root, não perdia garantia do aparelho, você podia instalar a versão Android que você quisesse.
É, hoje não pode mais.
Hoje não pode mais. Mas, ou seja, eles criaram uma cultura de experimentação nesse aspecto. Então, eu acho que eles ultrapassaram o mundo nesse aspecto. Então, assim, eu acho que a gente ainda vai ver muitas surpresas legais vindas da China.
Eu vou vou eu vou citar um meme e uma brincadeira que a gente vê muito pela internet, talvez vocês conheçam. E aí eu quero que você dê sua opinião de acordo com o que você viu lá, né? A gente costuma ver que a China ela por muitos anos ela copiava muito as coisas, né?
Tudo que era pirata e imitação era fabricado na China. E aí dizem que os caras de tanto copiar aprenderam a fazer melhor, né? Então a gente copiou tanto, copiou tanto, copiou tanto que pera aí, eu consigo pegar isso daqui e fazer melhor. Você acha que isso faz sentido?
Acho que faz. Acho que faz. Acho que faz. E eu diria que conheço algumas empresas que não são na China que fazem isso bem. A Apple, por exemplo, fez durante muito tempo isso. A pegava projetos já bem feitos e criava e aperfeiçoava e entregava projetos melhores. A Apple não lançou o iPad, ela copiou o iPad de uma outra fabricante.
Aí nós tínhamos um vários MP3 Sprayers no mercado, inclusive um bem famoso da Creative Labs.
E ela aperfeiçoe para um produto, não é originalmente criado pela Apple. iPad não, aquele como é o duplo iPad, não, iPod, perdão, iPod, desculpe, perdão, você tem toda a razão, o iPod. Então, assim, algumas empresas fazem isso, não necessariamente só fazem isso, mas assim, algumas empresas fazem isso.
Eh, eu acho que a China fez isso durante um tempo e é natural também. Por exemplo, e aí falando um pouco da industria espacial, uma vez eu li um artigo na no MIT Business Review, uma dessas publicações que a China tinha comprado acho que dois aviões de cada família da Boeing junto com os engenheiros e desmontado emprego na China para poder estudar e como fazer o próprio avião.
Então assim, não me surpreende se isso for verdade. Não sei se é verdade, mas assim, não me surpreende.
Tipo, mesmo se não for, poderia ser.
Mas assim, uma coisa curiosa que a gente quando fala isso sobre o aspecto chinês, a gente carrega um certo ranço e até um certo preconceito.
Só que quando a gente leva pro mundo ocidental e fala engenharia reversa, é a mesma coisa.
Exatamente.
E aí tem um processo de engenharia reversa que nada mais é do que um processo de entendimento de uma arquitetura engenharia feita para cópia.
Portanto, vamos fazer de líversa disso, só que tem um glamor por trás. Sim.
Então, ou seja, eh eh eu acho que isso tem tá carregado mais de aspecto preconceituoso e muito também, porque acho que a gente viveu nos últimos anos questões ligadas à China, seja no ponto de vista político, seja no ponto de vista de saúde, seja no ponto de vista de situações e fenômenos que também levaram a gente para um lado mais preconceituoso.
Não vamos esquecer que a COVID veio da China.
Sim. Isso fez com que a gente mudasse a forma de pensar disso.
E a gente tá numa zona de fluência ocidental, né, muito forte, né, que querendo ou não, é, rivaliza com com a China. Então, tudo que a gente recebe de cultura é uma visão extremamente ocidentalista que reflete esse tipo de preconceito contra a China, que é o equivalente quando a gente tinha nos anos 80 tudo que todo inimigo do cinema era russo, lembra? Sim. por causa da Guerra Fria, né? Tinha aquele jogo, você é um cara que da área de games, como de Conquer era sempre os os ocidentais contra os russos, né? E isso mudou. A gente sempre colocou os russos numa posição antagonista nossa.
Sempre foi antagonista, antagonista clássico.
Eu acho que agora a gente tende a ter os chineses. Comeceu, já começou inclusive no universo de games, né? Uma das edições do Fallout, que é uma uma branding, o pessoal aqui no Brasil chama de franquia, né?
Franchazinho, tem uma edição do Fallout que a grande ameaça foi uma guerra Estados Unidos e China que declarou e deflagou um um cataclisma global e aí guerra mundial nuclear, enfim. Mas a gente de certa forma já elegeu o próximo inimigo que é a China no mundo ocidental, né?
Sim.
E eu não, como eu sou da paz e não e não, particularmente não gosto de armas, deixa só pros games, bem melhor, né? muito melhor. Eh, eu eu acho que isso é de uma vem de uma cultura de ter necessariamente que elegir um inimigo, né?
Sim.
E não um amigo.
É, naturalmente.
Eu acho que a China tem muito a ensinar, sobretudo para nós Brasil.
Quero falar com você agora que ainda não conhece a Clever. Clever é uma empresa que já tem mais de 3 milhões de usuários em 30 países com 30 idiomas diferentes, que tem trazido soluções em blockchain, criptomoedas e ativos digitais. O objetivo da Clever é te dar liberdade financeira para operar esse mercado de cripto. Então, se você acredita nisso, se você acredita nessa liberdade, você já pensa como a Clever, vai conhecer os caras, é clever.O. estão contratando também pessoal para trabalhar com cripto, com blockchain. Então, se você tem interesse, se você tem conhecimento nessa área, procura a clever. Se você gosta de criptomoedas, se você opera no mercado, você precisa conhecer a Clever, precisa conhecer as soluções da Clever.
Então, o endereço tá aqui embaixo no vídeo. Para quem não tá no YouTube, é clever. Vai lá, vai conhecer que realmente é um mercado sensacional.
Eh, no último dia da China, em dois últimos dias, eu fui numa escola pública na China.
Eh, cara, foi de um impacto brutal o nível de educação que eles estão dando. E eu ouvi dizer que há 30, 30, 40 anos atrás, a China tinha um percentual de analfabetismo na população superior a 60%.
Eu não sei se esses dados são reais ou não, enfim. Eu ouvi isso na viagem, não consigo te dizer da curacidade deles.
Mas se isso for verdade, isso explica muito o porque a China tá no no lugar que ela tá, porque eles fizeram uma opção por educação, como foi também na Coreia do Sul, né? Na Coreia do Sul, se hoje existe a Samsung e outros produtos sul e a revolução cultural que vem da Coreia do Sul, única.
É isso, isso. Tudo, tudo. Na verdade, a educação não dá para você fugir dela, né?
Sim. É o que eleva o nível de uma nação como um todo.
Sim. Culturalmente, sobretudo.
Tem um um livro eh que foi publicado por um para um brasileiro chamado Ricardo Geromel. Ele é um, o Ricardo teve com a gente. O Ricardo foi, o Ricardo foi o nosso, aliás, é um querido. Pô, eu baixei o livro dele.
Ricardo Jero. Com a próxima vez você me avisa, a gente traz aqui no podcast junto.
Cara, eu convidei ele, mandei, ele não me conhece, mandei mensagem lá no no O Ricardo, o Ricardo ficou comigo todos os dias na China. Foi um pessoa agradablíssima.
Olha que coisa, cara. Porque eu convidei ele e e eu li e ele é uma autoridade no tema, cara.
Assim, o Ricardo nos últimos dias a gente conversou tanto, conversou muito sobre games, inclusive conversou sobre cultura. O Ricardo, ele é uma das pessoas com mais autoridade que eu consigo te dizer para fazer uma boa conversa sobre o tema. E ele tem uma empresa que faz uma as missões na China.
Legal. E cara, eu vou te dizer, a gente fez uma pesquisa intensa e ele sempre foi o melhor. E eu assim, o dia que eu voltar para China, vou voltar com ele. É um dos caras mais qualificados que eu conheço para essa legal. É porque eu eu eu, cara, por um acaso eu tava no YouTube vendo, sei lá, algum vídeo aí de repente veio um vídeo dele num podcast e ele falando da China tal e ele, [ __ ] aí através desse podcast dele, ele comenta do livro dele, O Poder da China.
E aí eu baixei o livro, cara, o livro é muito legal porque, [ __ ] me mostra muita coisa dent, eu nem sabia que o Ricardo Romel tinha escrito o livro. Ele vai ficar me devendo uma versão eh autografada ou uma dedicatória. Eu vou cobrar dele, mandar uma mensagem para ele.
Ele ele fala só roubando o que você comentou, eh, que ele mostra que a China, eu não me lembro 20 anos, 30 anos, eh, foi o país que conseguiu tirar da pobreza 800 milhões de pessoas. Cara, isso é um um fato da história, né? Nenhum país conseguindo e até hoje eles têm muito curioso, né? Eu tive muita dificuldade com a alimentação na China.
Primeiro que eu tenho uma cirurgia bariátrica, eu tenho alguns cuidados em comer proteínas, alguma coisa do gên, mas é nitidamente quando você vê como a comida e a culinária chinesa é feita e preparada, você nota que a forma como eles têm eh a questão alimentar e a respeito a isso é de um país que passou uma tragédia alimentar. Eu acho que a gente no Brasil nunca passou isso da forma como isso passavam, cara. Então eu tive muita dificuldade em comer porque aqui a gente tem uma alimentação aqui no Brasil, sobretudo aqui em São Paulo, que talvez seja uma das melhores do mundo, né? Então você, [ __ ] tá muito fácil comer uma pizza, tá muito fácil comer na China. Exatamente. Na China eu acho que a escassez fez com que eles E olha que eu nunca, eu eu nem passei perto de inseto, nem fiz isso daí também, porque eu não fui atrás, né? Acabei comendo.
É meio folclórico também, né? Não é uma coisa que que vende no restaurante jamais. Nem encontrei isso daí, inclusive sendo franco.
Eh, e os restaurantes mais típicos lá você come e vê com uma comida que é muito comum, dá bastante frango, eh, arroz feito de diversas formas, outras comidas vegetais, frutas. E aí, cara, eu comi frutas que eu jamais imaginei que eu fosse sentir um sabor como eu senti lá, né? Eu comi um pêssego que eu tô completamente apaixonado. Fiquei com vontade de voltar na China só para comer pêssego de novo. Mas e grandes, enormes, bonitos, né? Mas quando você pede, por exemplo, um arroz com frango, que é uma coisa muito simples, né?
Você vê que a forma como eles preparam, primeiro, ah, tem uns temperos específicos, mas é de quem quer aproveitar tudo porque não sabe o dia de amanhã se vai ter escassez ou não, mesmo em restaurante. Então, você tem esse tipo de cultura alimentar específica e isso me dá dificuldade. Por quê? Porque o é é meio comum eu encontrar um pé de frango no meio do arroz, esse tipo de coisa. Coisa que pra gente aqui acaba sendo até certa forma um pouco chocante, porque dificilmente você encontra isso, a não ser que você vai em restaurantes muito folclóricos ou até muito raiz e algum tipo de culinária mais interior aqui é mais difícil encontrar isso. Então assim, existe uma cultura de respeito ao alimento e portanto eu vou aproveitar o máximo isso.
Aqui no Brasil acho que até pela abundância que a gente tem de recursos naturais, né? a gente tem um grande desperdício de alimentos, né, seja no transporte, na venda, no preparo, a gente chega a desperdiçar aí uma boa parte do que é produzido e com gente passando fome, né? Então essa falta de respeito aqui a gente desperdiça realmente uma quantidade de alimentação absurda. Absurda. É interessante a gente ver como outra cultura consegue tratar isso de uma forma mais e e o motivo dela fazer isso, o motivo dela fazer isso. O Murili e nessa eh nessa sua ida pra China, a ideia foi exatamente visitar, fazer benchmark. que aí e eu particularmente tenho uma eu tenho uma vontade de ir e eu imagino que muita gente também tem essa curiidade. A ideia você foi com o Genomel como ele que fez a O Jeromeel fez todo o processo, a gente discutiu antes.
Eh, fizemos boas conversas, a gente saiu em dois grupos, né? Um grupo, na verdade, né? Foi para Pequim. Eh, mas apenas porque precisava ir para Pequim para depois pegar o trem bala para Shangai e e o Rog melhor para Pequim, enfim, tinha algumas condições específicas. Aí nós passamos um dia em Pequim, foi isso? Acho que foi. Chegamos mais ou menos na hora do almoço, demos um pulo na muralha da China, num trecho lá que você pode ver de Pequim.
Beijinho, né? E depois pegamos no dia seguinte o trem bala para Shangai.
Eh, aí ficamos um tempo em Shangai, uns dois, três dias em Shangai com o Jomel.
Aí visitamos algumas empresas em Shangai bem legais, sobretudo porto de Xangai.
Eu visitei uma empresa, na verdade, um hub de empresas de tecnologia e na verdade acho que tem uma um papo bom. Eu vi o primeiro projeto de de eh blockchain bem implementado, que eu já vi fora da minha cara financeira. Muito bem feito, cara. Muito bem feito.
Conta pra gente agora. Fiquei com isso.
Muito bem feito, cara. Ó, esse projeto foi é tão legal pelo seguinte, quando eu peguei o trembala, eu não recebi ticket, sabe? O ticket de aviação que você pega, não? O, eu passei meu passaporte na catraca de de leitura.
Aí eu fiquei curioso, né? Nossa, nossa, que coisa louca, né, cara? Você chega teu passaporte, você passa na imigração, como qualquer país, você vai viajar para fora. E aí eu a gente comprou os os tickets via internet, né? E aí na hora de passar passei pelo meu passaporte. Aí fiquei com aquilo na cabeça curioso, mas a dificuldade da língua de ter alguém que pudesse também conversar com você sobre o tema de na hora do trem ninguém tava [ __ ] muita gente, né, cara?
Imagina, né, velho? Pega trembala.
E aí entrei no trem, enfim, fui jogando o suitch, né, que eu levei meu suitch de antes de jogar cola, porque aí e peguei, sei lá, três horas de trembala, 2 horas e meio de trembala, três horas mais ou menos e e o trem vai fazer umas campanhas, dá e o trem vai rápido. Assim, foi a segunda vez que eu andei de trem bala, né? E e vai muito rápido essa daí.
Eu até fiquei surpreso, uma qualidade do trem rápido. Quanto assim?
Ah, uns 380 km, quase 400.
Ah, é. Eu eu peguei um semelhante na Alemanha de chegava a 300, 350 que foi de Berlim para Munique.
E é impressionante a velocidade, cara. Você não vê paisagem, é um burrão, né?
Você vê um negócio impressionante.
É impressionante. E aí e uma alta qualidade do treino. Impressionante.
Conforto, enfim, mega estável, né? Porque é por levitação magnética.
É isso. Super, super. Não tem solavanco nenhum. Eh, você sente às vezes quando tem uma mudança de de se lá, uma mudança de trilha que dá uma trepidadinha assim, mas é meu, dá para você botar um uma taça de vinhos assim, dá para trabalhar numa boa tranquilamente.
Evidentemente não fui trabalhando, não fui fazendo nada, foi só Não atrapalhou sua campanha no Sutch?
Não atrapalhou a campanha no Switch. Eu alternava entre suitch e ler sobre cultura, sobre as empresas que eu tava interessado em em entender um pouco mais da cultura chinesa. Já tinha feito isso no avião, já fez uns dias antes.
Quanto tempo você passou lá, Marilho?
Cara, [ __ ] acho que foi uns 10 dias mais ou menos de cabeça, mas entre viagens e fo mais ou menos uns 10 dias.
E aí, eh, nós chegamos em Shangai e no dia seguinte a gente foi, nós somos num grupo mais ou menos sete pessoas, para uma para um hub de empresas de tecnologia e o projeto que eles apresentaram lá era um projeto de uso de blockchain.
Hum.
Né? Eh, e aí eu fui entender, quando eu entro no país, eu ganho um registro de blockchain. Ah, é por isso que eu posso usar meu passaporte qualquer lugar, porque ali ele registra inclusive por onde eu passei, percebe? Então é muito legal e provavelmente deve ser um registro numa chain e eh estatal estatal. E provavelmente todos os meus pagamentos estão ligados àquela chain.
Provavelmente a min, como eu te ao ao criar a conta no chat, eu associei alguns documentos, alguns dados eh para pagamentos e coisas do gênero, eu não duvido disso, tá bem ligado. E assim, o que é o que é mais impressionante foi a maneira como eles imprementaram e a forma como eles estão usando.
E mais do que isso, é, os cidadãos, os cidadãos chineses estão registrados em blockchain. Então assim, eles têm uma um tracing da vida financeira, eles têm um tracing, provavelmente de consumo e compras. Eh, evidentemente a regulagem de LGPD ou GPDR não existe nesse aspecto que pro estado estado não.
Então, e aí eh eles acabam eh não deu para perceber isso, mas quando você tem muitos dados nesse formato, as tuas políticas públicas se beneficiam disso.
Uhum. Eu não tô defendendo, mas tô te dizendo que quando você tem dados identificados e pode usar isso a teu favor, cara, tudo existe o lado positivo, lado negativo.
Exatamente. Como também o uso irrestrito e irresponsável já também uma série de outros problemas, mas eu quero olhar só pelo lado bom, pelo menos nesse aspecto.
Evidentemente tem um outro aspecto aí de controle. E aí, cara, não tem lado bom, né? cerceamento de liberdade, vigilância daquilo que você tá fazendo e é tudo aquilo que a gente já ouviu.
É, eu eu tava de sabe disso, eu tava aguardando essa pergunta pro final, mas já que você chegou nesse ponto, eu vou te fazer essa pergunta agora. Você acha que a China ela teria esse mesmo eh desenvolvimentismo social e tecnológico se ela vivesse numa democracia? Ou quanto a a o impulso do Estado e a imposição do Estado, como por exemplo, nesse exemplo que você deu, todo cidadão tem blockchain, eh, e que nesse caso, eu não sei se isso é visível. A pergunta ao fazer sobre todo cidadão ter o blockchain é uma especulação minha porque eu perguntei, mas mas olha que coisa curiosa, até porque isso vai bem bem na direção da tua pergunta.
Eu perguntei a resposta vaziva.
Aham. A resposta é vaasiva. Eh, em alguns casos, quase que 70% das perguntas que eu faria, que eu fiz em tecnologia, quando chegava próximo de controles, estatal, era evasiva a pergunta.
Sim, já é eles eles d uma sabonetada.
É, não. E aí eles têm um discurso meio que igual.
Uhum.
Tanto na Alibaba quanto nas outras empresas, eles têm um discurso meio igual. Aí eles eles repem, eles eles seguem um roteiro. Parece que aparece um roteiro, eles seguem um roteiro. Aí você fica até meio desconcertado.
Você chegou no limite aqui. Agora a partir daqui a resposta vai ser a mesma, né?
É. A resposta é a mesma.
É. E e você acha que até que ponto isso influencia em alavancar essa tecnologia toda?
Porque você comentou no começo que eh o Estado tem muito muita presença no empreendedorismo, que é o contrário do que a gente vê eh em países que são democratas de de democracia e de liberalismo, que é o estado sem menor, né?
Por outro lado, você perde uma série de outras, como você falou, questões de privacidade, etc.
Um país tão grande como é a China, você acha que ela conseguiria fazer isso de uma de uma forma se ela fosse capitalista e uma democracia, por exemplo?
Eu acho que a não não dá para você responder isso sem olhar o contexto chinês de uma forma mais abrangente, né?
Então vamos lá. Eu acho que o a primeiro a China era numa nação já antes de Cristo, né? Nós estamos falando de impérios chineses.
Uhum. Depois nós estamos falando para um país que criou um comércio global muito antes da gente imaginar o que o que era isso daí com aquela rota da seda no passado. Enfim, eh, as fábulas, as histórias, Marco Polo e por aí vai.
A China sobreviveu a todo tipo de cataclisma climático, terremotos, invernos, secas.
A China sobreviveu a invasões bárbaras, Mongólias e, enfim, Japão, né? Japão invadiu e, enfim, cometeu várias atrocidades na China e outras culturas também.
Coreia, por exemplo, é isso.
E a China passou por eventos com uma população muito grande, terríveis, né? né? A China passou por um por um período negro de de pré domínio de Malsetung, domínio do Malsetung, enfim. E aqui não cabe julgar pelo ponto de vista de ideologia, mas de crimes contra a humanidade já assim absurdos. Eu lembro que eu tava na escola quando aconteceu aquele massacre da Pai, da Praça da Pai Celestial. Eu tive na Praça da Pai Celestial e assim, cara, é, e eu eu eu não não dá para responder essa pergunta, eu acho, que dizendo que [ __ ] se fosse mais democrático seria um país diferente.
Assim, a gente é democrático aqui, o Brasil, assim, para você ter ideia, desde os 9 anos de idade, 7 anos de idade, euo que o Brasil perde o futuro.
Tô esperando, né? Tô tentando construir esse país aqui. E assim, qual o futuro, né? Pois é, assim, eu tenho tenho já tô na casa de 50 e assim pelo menos pararam com essa história de Brasil para ir do futuro, né?
É. ou desistiram, provavelmente. Como como como eu sou um otimista, eu acho que a gente tá perto, tá tá andando nas direção, assim, o caminho é longo e a gente acaba tropeçando nos próprios pés, mas vai avançando. Eh, mas de qualquer forma, eu eu não acho que dá para responder essa pergunta assim, unir o contexto do que aconteceu do ponto de vista social, do ponto de vista climatológico, do ponto de vista de guerras. A China sofreu na Segunda Guerra Mundial um absurdo, cara, assim, um negócio que chega a ser inacreditável, né? Ela foi invadida, o povo morreu de fome, eh foram usados como escudo humanos, enfim, cara. Depois a própria e eh eh eh era comunista, enfim, cara.
É assim, hoje a gente acredita nas verdades que são contadas de forma a apagar um pouco o que aconteceu no passado, né? Eu acho que a China, ela tem as cicatrizes muito expostas, isso eu consegui ver lá, ela ela tem um modelo de governo que é um comunismo aberto ao capitalismo. Então assim, em Shangai, em Shinzen na Hong Kong, eu fiquei também um dia e meio, dois um dia e meio. E assim, eh, chegando Hong Kong, que já na verdade voltou pra China, né?
Mas Shangai, Shenzen e Pequim também, cara, você vê lojas de luxo na rua. Você vê Porche, Louis Viton, é um comunismo, BMW, Apple.
Não, então é um é um é um é um país de políticas sociais, mas aberto ao capitalismo. E assim, o consumo da sociedade chinesa nesse aspecto é brutal. Assim, você perguntar para e assim aconteceu recentemente de algumas empresas saírem da China, pô, várias questões ideológicas, inclusive aí no último governo americano, inclusive no governo Trump, o próprio Elaman que deixou de vender alguns carros na China, se eu não me engano, enfim, cara, eles perderam um mercado brutal, cara, assim, o mercado chinês é um mercado brutal, né? Assim, a Apple deve vender horrores, né? China é o segundo maior país em população do mundo, né? É isso.
Não, tanto é que a China, a, os números da Apple, na semana passada a gente tava tá discutindo sobre isso, pô, teve um baile de um boom, cara, porque aumentou as vendas de novo na China e tava nesse conflito.
Curiosamente, eu tava na China no lançamento do iPhone 17 no dia, né, assim, primeiro pessoal que tava com com algumas pessoas que estavam com a gente, [ __ ] vou lá tentar comprar, cara. As filas eram enormes, enormes. Assim, cara, o consumo é a loja da Apple lá em Shangai, cara, enorme.
Enorme. Shangai não. Ou foi Pequim. Foi em Pequim. A loja da época em Pequim é enorme, gigantesca.
Você que tá aí escutando esse episódio bacana e quer levar toda essa tecnologia, essas novidades pra sua empresa e não sabe como, chama o time da VMBERS. A gente pode ajudar vocês com desenvolvimento de software, com arquitetura de soluções, a entender os problemas que vocês estão vivendo e sair do outro lado com uma solução bem bacana. E se você tá escutando o podcast para aprender coisas novas, faz o seguinte, manda um e-mail pra gente no peoplecare@vemers.
E você pode fazer parte também do nosso grupo de talentos. Valeu.
Agora o time do Relações Públicas vai gostar mais de mim.
Sabe o que eu acho, Murilo? e não querendo prolongar muito esse assunto, porque esse podcast não é um sobre eh geopolítica, mas a gente cresceu com uma visão ocidental do comunismo, aquele comunismo cubano que o cara recebe dois pacotes de arroz, feijão do estado e que compartilha pobreza ali, né? e não de um país como a China, que se modernizou dentro do seu contexto político e e de estado, né, para aos olhos do Ocidente.
A China é um país extremamente capitalista.
Sim. É um país de consumo. É um país de uma sociedade de consumo.
Exatamente. É que o cap o consumo é muito ligado a capitalismo, né? é uma sociedade de consumo. Eh, as indústrias chinesas da Tent, eh, as indústrias de carros chineses, as tecnologia. Então assim, você vê fabricante de tecnologia, como por exemplo a Huawei, a Xiaomi, todos eles são fornecedores de computadores, equipamentos e tem outros fabricantes chineses também que são.
Eh, e aí você vê, por exemplo, tem uns fabricantes de celulares lá, cara, a Vivo é um fabricante chinês.
A, [ __ ] tem uma outra com nome diferente que eu acabei de ver também que eu até achei realmei, né? Não, eu achei eu achei fascinante o aparelho deles chinês. Até veio pro Brasil agora também, eu esqueci o nome. Eh, mas de uma qualidade de design entrega e produto premium, cara, ela ela virou uma sociedade de consumo com grandes marcas. E os carros, olha, vou te falar, eu vi um carro, eu eu não imaginei que a que a Huawei, por exemplo, tivesse um carro.
O nível do carro da Hi, cara, é impressionante. Não sabia que Hi eu descobri lá na viagem. Impressionante.
Eu eu carro elétrico.
Eu li esse carro e esse carro bate, cara, em Mercedes, em Audi Q7, cara, assim, diz que um carro, ó, você tem ideia, no banco traseiro, além dos dos dos comuns kits de entretenimento, que aquelas TVs que vem atrás do banco, cara, você aperta um botão, desce uma tela 4K.
que você assiste um cinema, tem uma tela de cinema de, sei lá, 40 polegadas dentro do carro, nossa, 60 com uma pessoa e vai assistindo filme. Fantástico. E assim, eh, não sei do uso disso, evidentemente, mas eu sei da tecnologia para fazer aquilo.
A gente comentou até no último episódio como a Bio atropelou a Tesla nos últimos anos, né? Sim, que a Tesla até então era a nossa referência de empresa de carro elétrico.
A gente não foi na fábrica da BID, mas nós fomos na fábrica de uma de um fabricante chinês que vende muito pro mercado europeu inclusive e chama EVO.
Cara, é muito legal a marca é muito bonita.
E assim, você nota que eles passaram e a moça explica como a influência de design ocidental é muito grande, os carros parecem, algumas referências parecem algumas grandes marcas, alguns grandes desenhos ocidentais. você vê carro parecido com BMW, carro parecido com Land Rover, enfim, mas eles passaram dessa fase. Então assim, me parece que eles cruzaram um período em que eles deveriam aprender sobre isso para poder ser originais naquilo que eles acreditam.
O famoso do copiou tanto que agora faz melhor.
É isso.
E eu acho que isso reflete em tecnologia, cara. Certamente. Eu acho que quando a gente vai aí para modelos de inteligência artificial que eles têm que é que tá na moda, que certamente você vai perguntar sobre isso, eles conseguiram, eu não tô falando nem de de psique ou algo do gênero, mas eh a própria Alibaba, ela criou o próprio LLM dela baseado no open source e ela compartilha num campus, a Alibaba tem um campus de tecnologia e logística e projeto de tecnologia que, cara, é um é um negócio Sensacional. Não deixa nada desejar para um campus do Google nos Estados Unidos. E eu já tive nos dois. E eu vou te falar, cara, é um lugar que [ __ ] Starbucks aqui é uma vida ocidental, tá? Tem um Starbucks, um mercado específico, eh, o mercado mesmo específico do do eh própria para aquela região. Eh, Canial é uma cidade que tá tá com as pessoas e a Existe uma um vale do silício chinês.
Qual é a cidade que tem polo? Eu acho que é Chen Shen ou Chengen, como eles falam, né? Chen é muito legal e é uma cidade nova que foi construída. Então assim, você vê várias pessoas de várias regiões da China indo para lá e várias pessoas do mundo indo para lá. É uma das cidades mais legais que eu visitei na minha vida. uma arquitetura extremamente proeminente, lindíssima, com prédios assim enormes. Eh, eu visitei a Shangai Tower, que é um, tá entre os três maiores arranhacéus do mundo, pede só para aqueles dois árabes lá, né?
Mas cara, aqui arquitetura é lindíssima e é um lugar que eu vou te falar, se eu se eu tivesse que morar na China, eu tivesse um convite, eu tentaria morar em Tenzen, porque é muito bonito, o local é muito legal, é muito agradável e as coisas realmente funcionam de forma e tem um polo de tecnologia enorme, enorme, enorme.
Tem um monte de empresa lá, se eu não estou enganado, no livro do Geralmelo, ele fala acho que dessa cidade tem lá e tem um um baita de um incentivo mesmo de cara tanto do governo quanto cidade mesmo de de fomentar. lá que eu fui, foi lá que eu fui na escola pública e lá que me deixou impressionado.
Eh, e startups, um universo de startups lá muito, muito grande. É uma cidade que uma uma pluralidade cultural enorme.
Então, você encontra restaurante de todo mundo. Eh, eu eu diria para você que é muito parecido com com São Francisco, talvez, sabe? Uhum.
Do ponto de vista de ser uma cidade muito cosmopolita, multicultural e com uma enorme vocação tecnológica, né? E é muito legal.
E ô Murilo, eh, do que você viu lá, que que [ __ ] dá para pros empreendedores brasileiros tirar de de lição?
Foco, foco, foco.
Eh, acho que uma obstinação, todo empreendedor é meio obstinado no Brasil, né? Até porque empreendendo o Brasil é um troço meio heróico, mas extremo foco. Eu acho que tem uma disciplina oriental que a gente sempre ouviu falar isso, seja em quando a gente ouve e vê aquela disciplina em arte marcial e coisa. Então assim, muito disciplinados e muito foco. Então assim, cara, eu tô fazendo isso e ponto. É isso. Eu vou entregar isso e ponto. É, então assim, muito foco. Eu acho que a palavra mágica aqui na Instec, por exemplo, quando quando a gente montou a empresa, a Ntec sempre teve muito foco.
Uma das palavras que a gente conjuga, foco e cultura junto, conjugou desde o dia zero até hoje, conjuga inclusive. E isso pra gente ficou muito nítido, né?
eh que foco é o extremo deles. Então assim, a vou montar uma startup de pagamentos, muito foco nisso, extremo foco. Eh, você até pode descobrir no teu, na tua jornada que, cara, tem uma outra coisa que é melhor, mas dá foco. Então você pivota de uma vez, não mantém o pé em duas canoas. Esse negócio de manter pé em duas canoas, por exemplo, o foco aponta para um lado só. É para mudar foco no outro.
Nada de pé na duas canoças, entendeu? É uma obstinação, eh, um tino comercial meio que fora do comum. São extremamente comerciais, né? bastante.
Olha que contradição num país comunista, entre aspas, com um instinto comercial absurdo. É porque eu acho que eu acho que isso tá meio que na cultura deles, porque se você lembrar bem, desde a rota da seda, esses caras foram desenvolvendo a eh aptidões comerciais, né? E você sempre vê, por exemplo, eh aqui na cultura nossa no Brasil, quando você vê chineses, a maioria dos chineses, eles estão ligados à água comercial, né? Sim, eles estão ligados a comércio em si.
O mercantilismo tá na na essência do da China.
Essência, né? É isso. Eh, e é bem bom.
E, cara, convivi e tive o prazer de conversar com algumas pessoas e aí você nota o nível educacional delas. Algumas pessoas da área de tecnologia, Taribaba, por exemplo, Atencente e outros lugares que eu tive que eles são extremamente qualificados. Eu tive numa empresa de nuvem, de infraestrutura de nuvem, eh, que que ainda não presta serviço aqui no Brasil, mas tá se preparando para estar.
E coisa muito curiosa, eram só mulheres que me receberam, que é uma coisa também um pouco difícil.
E elas eram tinha uma idade, tipo 25, 27 anos.
E tinham três russas além das chinesas.
E elas receberam um grupo de, sei lá, 8, 9, 10 pessoas, todos homens. Elas receberam, fizeram pitch, levaram a gente para discutir e falar.
E realmente foi bastante impressionante.
Falam bem o inglês lá, cara? Eles falam bem sim, não falam. Eu não tive dificuldade de entendimento, né? Eh, eu por exemplo já lidei com algumas algumas culturas, algumas viagens em conversas em inglês, por exemplo, indianos, que eu tive mais dificuldade com chineses, né?
Que são sotaques bem diferentes, né?
Bem diferentes. Não, e eu não vi tanto sotax. Eu vi sim gente que não sabia falar inglês, repetia palavras porque tinham decorado as palavras.
Aham. E aí, cara, isso é impressionante.
Na China tem muito eh é um só é um inclusive com inteligência artificial para chuchu, você aperta um é um tradutor em tempo real, cara.
É, você aperta, eles andam com todo, todo mundo que eu fui andava com esse negócio.
Você falava em português, o troço falava em em chinês, eles devolviam em chinês e falava em português. Então é impressionante em tempo real. Eu levei o meu telefone, então o telefone, o Google tem um, tem uma, uma feature para isso, né?
O Android tem uma feature para isso já de fábrica há muitos anos já. Então, cara, aí traduz, mas aí eu fiquei meio que achei a praticidade do negócio mais prático do que você ter que pegar o celular, ativar um aplicativo, não, apertava um botãozinho lá, tava resolvido.
Que maravilha. uma um um ponto que eu achei curioso que você falou, Murilo, eh sobre as empresas de tecnologia que montam seus próprios LLMs, tem seus próprios modelos. E a gente teve, acho que há um um ou dois anos atrás, né, o Dipsic, que ficou mais famoso, né, eh, meio que com hype, ameaçando, entre aspas, Nvidia e etc, porque conseguia ter um desempenho razoável, utilizando menos potencial de máquina, com chips mais antigos, etc.
Você acha que isso tem a ver e com essa questão cultural chinesa? Porque no Ocidente a gente tem uma briga muito grande de quem tem mais dinheiro, quem compra o melhor chip para ter o melhor modelo.
E quando a gente vê a forma que o deepic surgiu, me parece mais sobre a eficiência de como utilizar melhor os recursos que eu tenho disponíveis ali de uma forma que eu consiga tornar aquilo disponível para uma maior quantidade de pessoas do que exatamente ter o modelo número um. Você acha que isso é meio que uma cultura entre as empresas e e a inteligência artificial na China tende a não ser o topo de linha sempre como a gente tá acostumado aqui no no Ocidente, mas elas vão avançar de uma forma mais consistente, mais eficiente do ponto de vista de otimização de recurso, etc?
Bom, eu acho que tem primeiro uma um certo folclore, certo folclore em cima disso, né? Ou uma certa cortina de fumaça. Vamos lá. Eu fiz essas perguntas, conversei com algumas pessoas lá sobre isso especificamente, né?
Usando o tema sobre o treinamento de modelos, a capacidade computacional, eh o volume de dados não é de fato não é um problema. Imagina que eles t eles têm até pelo aquilo que a gente já falou anteriormente algum algum uma bem uma boa estrutura para isso. Mas a questão aí é onde todo mundo esbarra, né? Treinar modelo é caro, consome uma energia razoável.
É também não é mais um mito esse negócio de consumir energia. Muita gente falou muita coisa sobre isso e na verdade a gente sabe que não é esse o fato. O fato sim é uma capacidade computacional assustadora.
Aí não é à toa que você vê a Nvidia alçar o tamanho que ela alçou.
E na minha época até eu tenho propriedade e posso falar isso com toda certeza, ele uma fabricante de placa de vídeo de gamer.
Sim.
Então assim, o fato da gente conseguir treinar hoje, a gente queria uma Geforce para jogar com ele.
Exatamente. É que a gente descobriu que treinar modelo usando vetor gráfico é muito mais rápido do que usando processador normal. Então, ex, por acaso, o cuda tava ali no da Nvidia, né?
Exatamente. Então, e que encaixou com fica mais fácil você usar vetor, enfim, usar.
placa de vídeo para fazer isso do que os processadores matemáticos tradicionais, né? Então, eh, eu não acredito que todo esse processo de psips foi com essa eficiência toda. E já tem algumas conversas ali que de vez em quando é sim, estamos usando, tem parte que aqui é nosso, é processador feito interno, enfim.
Eh, mas é que eram modelos Nvidia de gerações anteriores, né? Isso. Mas eu te diria que agora a China vai fabricar placas de silício tão sofisticadas quanto o NVID.
Você acha que pode ter uma nível?
Na verdade, eu tenho certeza que isso já tá na pauta. Não tenho nenhuma dúvida disso, cara. E assim, até pelo que a gente já viu aí acontecer nos últimos anos e as últimas empresas que apareceram, meu, não dá para você pega assim, vamos lá, eu tenho um telefone que eu considero um telefone eh meio fora da curva, tenho um Google Pixel, eu gosto do telefone Android Pugo.
É feito na China. Quando você pega o Xiaomi e o Pixel ou o o telefone Vivo ou os outros que eu vi lá, cara, a nível de acabamento, a nível de software, velho, não, assim, a distância diminuiu muito.
Antigamente você tinha várias voltas no circuito na frente, hoje você não tem nemum um um metro de diferença entre eles. É muito de muito muito próximo. Então assim, eu diria para você que isso vai acontecer naturalmente. Cara, eles têm mão de obra, dinheiro e educação. Assim, não, não, não, não de nada, não, não precisa. Então assim, eu não acho que que é nem tanto nem tão pouco.
Então assim, certamente eles treinaram e fizeram um belíssimo trabalho.
Eh, acho que ainda tem várias questões aí, mas eu acho que essas questões os dilemas que a EAI tá enfrentando no mundo, é, são mesmo para todo mundo, né?
Assim, tirando um pouco do hype que outro dia eu vi o falar um cara fala: "Não, ai, ela demora para para te responder porque ela tá raciocinando." Então, pelo amor de Deus, né, cara? Ela falou aquilo para mim, eu peguei um café e fui embora, né? Não, não, não vou nem conseguir conversar, né? Então, então é isso. Percebe? Então esses folclores e essas maluquícias que a gente acaba ouvindo, eh, eu não dou crédito para isso. Então, assim, e hoje a gente tem uma uma um percentual de erro muito mal, tem que pensar de acerto, enfim, pessoas muito sérias, sobretudo no Silicon Vale falando sobre esse tema e os resultados financeiros esperados não estão bem longe daquilo que se imaginou, né? Não é à toa aí que você vê a pressão toda no mercado e já começa a se falar inclusive em bolha. A gente falou isso no no último episódio, comentou inclusive que aure e a Microsoft teve um resultado extremamente positivo em linha do que se esperava e caiu 10%, né?
É isso.
Porque talvez a gente esteja num pico muito inflacionado de expectativas. você sabe que a e esse tema é um, acho esse esse assunto dá um dá temas para vários podcasts, mas eu tenho uma eu tenho uma uma observação sobre o tema de um ponto de vista meu que é muito curioso, né? E eu particularmente acho que a gente tenta mimetizar tudo como ser humano, né? Então assim, o que que a gente quer? É, é a síndrome do criador, né? Eu quero criar algo que pense, né?
Foi assim com a estátua de Davi, Michelâelo, né, que rei, tem uma uma lenda que ele ao final da estátua bateu o martelo no pé da estátua e falou: "Parla, fala". Né? Porque tinha ficado tão perfeita que ele queria que falasse, mas eu vou até um pouco antes, né? Ou não. Enfim, eu acho que a gente vive quendo ser o criador, né? Então assim, o o livro da Mary Shelley lá, o Frankenstein, fala sobre isso. Eu tenho que criar um ser humano, tenho que criar uma outra pessoa. E a gente, a nossa relação com II é a gente admitir ou acreditar que nós criamos uma inteligência capaz de de rivalizar com a gente. Eh, eu tenho um grande amigo que é que é um quidíssimo, né? Inclusive, tem um podcast bem legal e também tem um uma ação social fantástica, eh, que ele tem uma frase que eu achei muito legal. Ele fala assim: "Murilão, eh, uma máquina e um homem nunca vai ser melhor que uma máquina, mas nenhuma máquina vai ser melhor do que um homem com uma máquina, percebe?" Então assim, eu acho que é isso. Eu acho que a gente tem, a gente precisa olhar um pouco para esse prisma de transformar AI no nosso cinto de utilidades e e entender que certas coisas, e vamos ser bem simples, eh durante um tempo eu lavava a louça como exercício de terapia, eh, porque porque eu precisava desestressar, gravei muito com a minha esposa, inclusive sentado com ela, conversando.
Mas a lava louça faz esse trabalho, né?
Então assim, para algumas coisas a tecnologia avançou para isso. Então assim, aquilo que é braçal, aquilo que de fato um programador e a gente tem hoje várias ferramentas de desenvolvimento de software, aquilo que você pode delegar para EI te ajudar, por favor, delegue.
É, permita-se fazer isso, permita-se eh deixar o copo vazio para poder preencher com coisas interessantes, mas também não se apaixone o suficiente para acreditar que todas as respostas existem dentro de uma LLM, porque até porque o LLM nada mais é do que a mimetização de um dataset. Exatamente.
Se aquela resposta não tá no dataset, exatamente, ela vai criar uma resposta e que se ela não tem, essa resposta foi criada.
Tenhum, eu tenho um amigo que é um ex eh executivo da IBM, o Cloud, que é o César Talgion, né? Ele de vez em quando publica umas umas matérias bem legais. A gente já chamou ele para falar algumas vezes lá em STEC, tal, ele mandou um outro dia que ele mandou identificar eh montar uma tabela de fotos, ilustrações de animais e o que que eles eram. Cara, todas as LLMs erraram. É impressionante. Então assim, cara, nós estamos ainda, pessoal, vamos lá, vamos admitir que a gente tá ainda em um processo evolutivo disso. E também não precisa fazer com que a LM responda sobre animais, mas a LDM, a LLM pode te responder sobre alguns outros temas que seja mais simples.
Sim, acho que a gente tá num processo evolutivo que que é promissor, mas que a gente tem que tomar cuidado com as expectativas, né?
É, o que eu não gosto só é da ótica do medo, né? É aquele pessoal que diz que a LM vai substituir você, você vai perder o emprego. Cara, assim, vamos lá. Eh, primeiro essa conversa não é nova, tá? O Uber ia substituir os saxistas, a calculadora ia substituir os professores de matemática e por aí vai, não é? Então assim, não é de hoje uma conversa dessa, não é de hoje que nós vamos tentar distribuir o medo e por trás do medo tem sempre algum cara vendendo um curso para você fazer um prompt mágico. Sempre tem os coaches de de toda ameaça surge uma oportunidade, né? Olha, vai substituir seu emprego. Então, por favor, venha aprender a destravar o potencial da da do chatt do Gemini no PR.
Até ontem o que tinha de curso de NTN no LinkedIn ainda tem ainda viu o cara.
Meu Deus do céu, parece que como eu tenho vontade de mandar esses caras lerem meio livros assim, pelo menos uma meia dú de livros de matemática.
Sabe que é o primeiro? Sabe o que é estatística? É isso. Sabe o que é base amostral? Começa por isso, cara. Precisa ler matemática, cara. Matemática é um negócio tão gostoso.
Pois é, né?
É muito diferente daquilo que você aprendeu na escola. Enfim, mas você comentou um negócio interessante, Murido, que você falou sobre a experiência de transporte lá na na China. Eh, aqui a gente tem massificado transporte via aplicativo, né?
Como que é isso lá?
Também. Exatamente. Só que tem uma empresa que domina o setor que é a Didi, né?
Eh, curiosamente eu encontrei dois amigos e lá na China, eles estavam voltando, eles estavam chegando e eles eram da, acho que era 99 que foi comprada pela Didi, né?
Isso.
Eu já conheci eles de outras que era easy taxi, foi comprado virou 99, desculpa isso aí.
E aí eles estavam voltando maravilhados.
Cara, os caras estão fazendo um negócio aqui que a gente não faz, é uma forma diferente. Eu usei o Did. Realmente é impressionante.
Impressionante. É muito muito muito muito muito legal. E tem umas coisas muito loucas. É, eles não tm o A lá, né?
Eles têm um outro aplicativo de Ele é muito melhor que o A, muito melhor que todos. Deixa eu te contar uma coisa.
Eu pago no farol, ele diz quantos segundos vou ficar parado no farol?
Ah, você tá dizendo, não tô brincando. E dá e assim, não errou nenhuma vez, cara. Toda vez eu fico o aplicativo vai ficar 5 segundos, 7 segundos. Aí começa com cima aí o óleo por sinal fica verde. Eu fico, não é possível cara. Deixa eu utilizei a precisão. É por pista. Eles mostram tá na pista da esquerda aqui. Às vezes eu tô andando na marginal, ele tá achando que tô na marginal expressa e isso é você tá na local. Enfim, ele pega a faixa que você tá, muda de faixa. É bizarro. Assim, deixa eu te contar. Eu eu tava com três amigos lá, eu falei: "Meu, eu quero usar esses troços em São Paulo, não quero usar aqui na China. Não, não, cara. Ele ele ele mostra. É por isso que o pessoal lá da 99 voltou louco assim, cara. Os caras estão fazendo aqui um negócio bizarro. E é isso mesmo.
E, e Mur, você andou com carro autônomo lá ou e cara, qual que a sensação assim? Hype ainda, muito hype em cima, né? Tem uma amiga minha, Raquel, que é a nossa VP de produto da NStec, ela ficou mais eh eu conversei até com ela, a percepção dela nesse aspecto, aliás, um beijo para ela, que ela acredita. Eh, é que ainda é muito hype, muita coisa se fala, mas ainda tem muita, porque o que se parece quando chega a notícia aqui é que tá mais eficazo, tá?
É, essa essa impressão que eu também tinha que já tava bem mais agora eu vi encanear uma coisa muito legal que é uns uns veículos próprios para lá no Alibaba, né, como a logística e a Nsteck é uma empresa de software logística. Nós fos Alibabá para ver inclusive entender o que que é o no nesse operador logístico. O Alibaba tem um próprio operador logístico dele mesmo, né?
Uhum.
Mais ou menos como o Mercado Livre aqui hoje.
É, mais ou menos. E cara, eles têm um carro autônomo impressionante. E é um veículo de transporte, não é carro, é um veículo de transporte autônomo. Não é bem um carro. o desenho deles. Depois eu até acho que dá para pesquisar na internet, a gente põe o link aqui na descrição.
Isso. Ele é um veículo, você lembra aquele carro, aquela Towner que tinha por aqui, que também eu acho que é meio chinês esse carro?
Sim.
Só que sem motorista. E assim, ele é inteiro para transporte de caixa, né? De de coisa que vai ser transportada, tipo as caixas que você recebe no Mercado Livre em casa.
Só que ele tem ao redor dele, nos nas laterais, na frente, inteiro em volta, os sensores. Então, olha que coisa louca e curiosa.
Ele sai levando mercadoria entre os CDs, sozinho, sem ninguém, na rua. E não é um carro com passageiros.
E ele sempre, eu, eu sempre, eu, eu, por exemplo, eu tava, a gente tava no ônibus quando nós visitamos esse centro da Alibaba e, e aí chegou três veículos desses e aí tinha alguns veículos que não eram carros autônomos, eram uma van maior que tinha com outras pessoas, não sei quem que era, nem era do nosso time que tava lá. E mais um outro veículo, ele ficou, ele demorou, sei lá, uns 8 minutos a 10 minutos. manobrando com um extremo cuidado. Então assim, eu provavelmente os sensores do veículo identificaram aquilo. Evidentemente dentro de um contexto estatístico, eles fizeram uma análise e aí o carro ficou manobrando muito longe para poder achar o caminho dele e e continuar o trajeto. Eh, e eu fiquei impressionado com a distância que ele que ele de fato começou a fazer as manobras com muito cuidado. Ele chegava a andar, sei lá, 5, 10 cm, manobrando assim para poder mudar de direção.
Caramba, né? E longe ele não fazia perto para não correr risco.
Eu não sei se tem acidente, eu perguntei lá e a resposta é: nunca aconteceu um acidente com vítimas ou algo que que desse problema. Agora, cara, também não sei se essa resposta é uma resposta dada é convenientemente, né? Mas eu fiquei impressionado com o veículo, não com o carro, com o passageiro humano, mas com o veículo de transporte meor, né? Uma coisa você capotar uma van com carga, outra coisa você capotar um passag deixou bem impressionado. Bem impressionado. Eh, acho que a forma como eles constróem software lá, não para carro necessariamente ou para outras coisas, é uma forma com uma presença divisão de construção ocidental, mas com uma criatividade. E assim, eu eu eu tenho ten até um artigo que eu escrevi no Nickedin bem legal. Eu eu não tenho um certo charme eh chinês nisso, sabe?
Eh, eles, por exemplo, eles lidam com o elogio de forma muito envergonhada e é uma vergonhinha meia assim, hum, obrigada por me elogiar. Então, assim, é, eles eles eles eles são extremamente eles levam o assunto pra humildade, low profile, né, cara? É isso.
E eu fiz umas perguntas sobre a quantidade de engenheiros de software na de aquela empresa de de drones, né?
E as respostas foram evasivas.
É porque eu queria entender o tamanho do time que constrói alguns dear tem bastante.
É aí porque eu queria entender sobre a ótica de produtividade, o que que eles faziam lá, como é que eles estavam usando o AI para codar, cois e as respostas foram invasivas, mas deu para ver alguma qualidade bem envolvida, um processo de religio build bem feito.
Então assim, eh, práticas de engenharia de software que até então a gente pratica no Ocidente, nitidamente eles têm muito cuidado com isso.
E, e deve ser bem interessante de ver, né, Murilo, porque quando você fala sobre as boas práticas de engenharia de software, geralmente elas falham por falta de disciplina, sim, né? Então, por exemplo, boas práticas de fazer um bom release e etc. Se você aplica isso dentro de uma cultura onde a disciplina ela é enraizada, você tem tudo para ter um aparece, né? Aparece e começa a ficar evidente, né?
E aí você começa a ter a qualidade de fato aflorando, né? Sim. Isso é muito curioso. Uma coisa que você falou também que eu achei eh interessante foi sobre como as coisas lá parecem ser ter uma uma utilidade maior na comunidade, mais aplicável no dia a dia, né? E aí quando você começou a a dar esses exemplos, eu comecei a pensar que fazer alguns paralelos, né?
De fato, a gente vê isso com um contraste muito grande com ocidente, né?
A gente tem uma cultura no ocidente de ter lançar novos produtos, lançar produtos exclusivos, etc. E a gente percebe que a China ela tem uma questão de massificação muito maior, né? É, mas ela, mas ela não se ausenta disso, ela também lança desse jeito. Aqui é o volume de pessoas é tão brutal que muda isso. Você sabe o coisa que eu vou te dizer que correlaciona, que talvez seja legal, por exemplo, o TikTok é chinês.
Uhum.
Né?
Eh, eu fui, baixei o TikTok para ver e tal. O choque que eu tive conversando com as pessoas de lá é que, por exemplo, o Instagram, que seria, por exemplo, o rival do TikTok, ele é focado nas pessoas, né? O TikTok é focado em conteúdo.
Então assim, foi uma surpresa para mim.
Por exemplo, não cara, você se interessa pelo quê? Me interessa por cinema. Tá bom. Então você vai receber o melhor conteúdo de cinema. Quem produzir o melhor conteúdo vai aparecer para você.
Então eu não vou seguir o Rômulo que vai falar de cinema. Fulanizado.
O Rômulo fala de Cafta. Então beleza, cara. Eu vou eu vou eu vou eu vou pegar o Rômulo, fala de Cafca. E aí o Rômulo é a autoridade do Caf e aí eu sigo ele.
Não, eu vou pegar o conteúdo Cafica que me interessa e aí eu vou ter os melhores caras para disso para mim. Então assim, é assim que funciona lá. Então assim, mas eu eu acho que, por exemplo, mas você percebe que é uma inversão, uma mudança.
Isso. Exato.
Uma mudança de ver a coisa.
Então assim, eh, o que é mais importante não é a pessoa, o que é mais importante é o conteúdo, porque isso explica massificação.
Percebe? Isso explica massificação. Aqui a gente quer criar heróis, né? né? Então assim, [ __ ] influencers de tal coisa, o cara não. Então assim, quem é assim, eu eu quero conhecer sobre esse assunto, aí eu vou ter uma gama de pessoas que vão produzir conteúdo para aquele assunto e cara, aquela aquele conteúdo mais adequado para aquilo que eu quero ver, eu vou acabar escolhendo e é natural.
Mas aí isso muda um pouco esse formato, né? Então, mas eu fiz um paralelo aqui enquanto você dizia do, por exemplo, modelo de negócio da Tesla e da BID, a Tesla sempre focou meio que em exclusividade, fila de espera lá pro Cybertruck, o carro de aço lá e etc.
Eh, foi a primeira lá que se orgulhou de ter o o computador de bordo autônomo, etc. Enquanto a China aqui quietinha, fazendo o o básico ali, fazendo o básico bem feito, né? Começou a ter um modelo de de negócio com a BID que eu eu moro em Florianópolis, cara. Em em Florianópolis eu digo para você que tem mais Dolfin Mini do que HB20 já.
Sim, é, acredito.
É um absurdo, cara. A China tem um incentivo a veículos EV elétricos, né?
Eh, brutal. Eles eles têm uma coisa muito louca. A placa dos veículos elétricos na China é verde. E aí você tem um incentivo e não paga imposto.
Você não paga IPVA, por exemplo. Quem tem veículo a combustão paga o dobro.
Então eles estão subvertendo. Aqui no Brasil o veículo elétrico Uhum.
Você paga caro ainda, né? Isso que a China é um dos maiores poluidores do mundo pela industrialização que ela tem.
E e eu senti poluição pesada, tá?
Pequim, cara, Jesus. Pequim, Shangai, tipo, me lembrou aqueles bons tempos de São Paulo com a qualidade de ar péssima.
Nossa, entendeu?
Tipo, padrão cubatão, lembra?
É. E assim, cara, teve dias que eu que eu cheguei com com os olhos completamente irritados, garganta seca, então assim, e eles estão preocupados com isso para caramba, tá? É assim, é nítido, é nítido. Tem bastante preocupação com isso e acho que provavelmente eles vão tentar subverter essa essa ordem. Mas eu acho que em relação, voltando a observações aí dos veículos, eh, eu acho que sim, eu acho que é low profile, é mais preocupado em massificar e menos em tornar exclusivo. Agora é muito louco porque eu não sei também o quanto dessa exclusividade é mais uma visão nossa do Brasil também, porque, por exemplo, o iPhone nos Estados Unidos não é um objeto exclusivo, não. um iPhone, mas é um mas é um objeto de status.
Então é, mas assim, vamos lembrar que a Apple eh e o Steve Jobs fez isso quando durante muito tempo, inclusive quando ele ele saiu da Apple, foi para Next, voltou, enfim, que ele sempre se preocupou em criar equipamento para estudante, né? Não é à toa que a Applea tem uma linha de estudantil nos Estados Unidos que ela não sabia disso, é, bate preço, enfim.
Eh, e ele sempre se preocupou em ter um computador competitivo financeiramente para estudante e ser o melhor computador. durante muito tempo e tinha PCs que eram mais baratos, mas ele entregava uma qualidade e cara e e faz parte da estratégia cultural que a Apple criou para poder inclusive entender que esses estudantes iam em alguns momentos eles iam alçar a vida profissional e o próprio crescimento da base de Macs também é explicada por esses movimentos, né?
Aqui no Brasil o lançamento da do iPhone eu lembro bem, eu fiquei muito irritado com isso na época, foi na das Lu, cara.
Nossa, verdade.
Aqui em São Paulo foi na das Lu. Isso não combina com a Apple, cara. Isso é anticultura da Apple.
Ah, mas a Apple pegou esse modelo de de de joia, de marketing, né, cara? Aqui no Brasil deve ser muito mais forte do que lá fora, né? Muito, né? E nos Estados Unidos você consegue popularmente comprar. Hoje aqui no Brasil também já esse diminuiu, né? O iPhone, ele começou a ficar mais acessível.
É, alguns modelos, né? Você pegar um iPhone topo de linha hoje custa um Celta. É, é caro, é caro.
Eh, mas deu uma, deu uma diversificada, né? Ainda não é, mas a Apple agora recentemente com esse iPhone, ela ela passou a Samsung, se eu não me engano, né?
Então, mas e eu vejo assim a filosofia diferente, porque é que pensando tecnicamente Uhum.
sem a imagem de marketing e valor agregado sentimental que a gente tem pelas marcas, né? Se você pega um um iPhone topo de linha, você pega um Xiaomi topo de linha, o Xiaomi ele é muito superior.
Sim.
E ele custa 1/3 total, né? Então eu percebo que a China tem, cara, não dá. É assim, a Apple perdeu nesse aspecto muito, né? Por exemplo, eh, alguns desses aparelhos Androids já vem com com agentes de AI muito integrados, então assim, não dá nem para você compagar, não dá nem para começar a conversa.
Mas assim, aí voltando pra China, nesse aspecto específico, sim, a resposta eu acho que sim, eles realmente estão muito mais preocupados em massificar do que tornar exclusivo.
Mas ainda assim a gente vê loja da Liton, sim, da Búlgary, da Prada, mas não são marcas chinesas, né?
Não são marcas chinesas. A impressão que eu tenho que as marcas chinesas elas não não não via de regra, mas tem essa característica de massificação.
Talvez, talvez, talvez. Agora eu não vejo, por exemplo, lá na Eu fui numa loja da Xiaomi. Xiaomi, né? E aí, e a loja ainda é uma cópia da Apple. Isso, com exceção de que a Apple nunca pôs um carro no showroom da loja e achar um carro, né? Enfim.
E dizem que é um [ __ ] carro.
É, mas quando você olha as mesas, a disposição da loja é bem parecida. É bem parecida, bem parecida. Mas enfim, vamos lá. E aí, voltando e falando um pouco do carro, eu não acho que é um carro que é popular na China, não. Diferente dos carros que eu vi. Eh, como também o carro da Xiaomi, eu não acho que é um carro popular. Eu acho que o Bid e algumas outras marcas chinesas são mais populares.
Eh, de WM também, né, que no Brasil. Tem, tem bastante, tem bastante, tem várias marcas que eu nunca tinha visto aqui e nem aqui no Brasil. Eh, eu acho que esses caras sim são mais, estão mais preocupados com isso.
Muitos celulares. Agora, uma coisa muito curiosa e e para te dizer, porque é isso, cara, a China colocou todo o pagamento, conversa no celular. Eu não tenho assim, é muito comum eu ver chinês com dois, três apagos de celular, entendeu? É impressionante. Eh, eu fui num mercado de bugiganga, o cara tinha três celulares. Mas por quê? Aí eu fiz a pergunta para ele, ele falou: "Não, porque eu preciso falar com um, aí eu tenho um backup do outro, aí tem um que é só para isso, tem um que é só pra família, enfim". E é maluquice, né? Eh, mas assim, eles são mega conectados. Eu pensei que eles que eu não fossem tão conectados, cara. Eles são super conectados, super. Então tem avisos, notícias, informações, conversas 100% conectados.
Pra gente já partir pro pros finais aqui.
Pô, já meu, eu tinha, pô, eu tinha um monte de pergunta para fazer, ó. Poderia ficar até três episem três episódios aqui, mas eh uma pergunta dividida em duas, né? O que que você achou do que é o famoso É, eu ia fazer essa pergunta da experiência.
Qual foi a experiência usando ele e o que mais além de pagamento você tem? E WhatsApp, né, porque é o que a gente conhece mais olhando de fora. E se você sentiu enquanto esteve lá alguma restrição de conectividade em relação a à conexão com restrições de estado, etc.
quanto você precisou eh recorrer a VPN, TOR, etc. para poder se comunicar.
Eu saí daqui do Brasil com kit sobrevivência da China Digital, né?
Então não, eu se saísse daqui também eu ia sair com Tor com com VPN, com aí, cara, não. E a recomendação é que tivesse isso, né? Fizeram até um kit lá, a turma lá do Jeromeel também avisou, cara. Mas curiosamente eu sou muito curioso, né? Então assim, eu deixei para ligar a VPN lá, né, meu? Comecei a ver que eu tava navegando sem VPN. Aí avisei o pessoal, [ __ ] todo mundo navegou sem VPN, não precisei.
Em nenhuma cidade que eu fui, eh, nem Pequim, nem Chenzin, nem Shangai, nem Hong Kong, eu usei VPN. Tava lá, eu até acessei a VPN durante uns dias para tentar entender. Não, tudo funcionou, cara.
Google, etc., Tudo aberto perfeitamente.
Aí vem a dúvida.
Será que funcionou porque o meu telefone não era brasileiro? Tava identificado pelo e-mail.
O seu INFT registrado na blockchain provado, te levou para um proxy diferente.
Aí você começa a ver, cara, [ __ ] eu tô eu tô numa zona que é melhor não tirar tirar conclusões nenhuma, né? É verdade.
É, eh, tô sem VPN, mas cara, tem um Big Brother olhando tudo que eu tô fazendo, né? Cada cada cada movimento meu do dedo no teclado sabe a intenção do que eu tô querendo digitar, né? É um negócio meio que stroke.
Eh, eh, não tive restrição, cara, né? Falei, liguei, fiz ligação por vídeo pra família, até comprei umas coisas para minha esposa que ela queria, um conjunto de chá, eu fiz vídeo com ela, enfim, não não tive nenhuma restrição, nenhum problema.
Eh, falei a hora que eu queria, enfim, também não tive problema de tempo, não usei eh Wi-Fi, usei meu plano de dados, inclusive.
Uhum.
Eu tenho uma operadora no Brasil que tem um plano de dados na China, até liguei e o cara respondeu: "Não vai funcionar".
Mas eu levei, funcionou. Ele trocou sim pra operadora chinesa. Eu fiquei maior parte do tempo em 4G, [ __ ] Eh, mas em alguns lugares eu peguei um spot de 5G.
Mas mesmo o 4G entregava uma velocidade meio super adequada, não tive restrição.
E a experiência, falando da experiência do uso do e do Alipay, cara, foi o melhor possível, surpreendentemente.
Não tive dificuldade com nada. Tive alguns amigos tendo dificuldade em registrar cartão de crédito para poder fazer o pagamento, mas eh eu acho que tinha mais a ver com a restrição da operadora de cartão em si do que do app do que do app. Tanto é que eu cadastrei o meu no bank, eu tenho no bank, né?
[ __ ] não sei se podia falar no bank, mas até pode falar.
Tá bom. Quem sabe eles patrocin vocês aqui também.
É, bota no bank, ó.
É isso.
E aí, cara? Eh, funcionou, meu lindo.
Dificuldade zero. Zero. Criei inclusive um cartão virtual.
só para viagem na China, dificuldade zero.
E e também eh nos dois serviços, tanto Alipay quanto o outro.
Você usou o chat mais para pagamento?
Só pagamento. Eu eu não usava o chat para conversar com ninguém, né? Nem com o chinês. Curiosamente eu achei um chinês usando o WhatsApp lá, inclusive. É mesmo.
Achei o chinês lá. O Murilo zero dinheiro. Dinheiro espécie.
Zero zero.
Cara, para você ter ideia, eu comprei equivalente a R$ 1.000 de moeda estrangeir chinesa, né? E one, né? E levei, voltei. Tanto é que, cara, chegou no dos últimos dias lá no aeroporto, eu comprei um monte de bobagem que eu não precisava comprar antes de voltar.
Só para, só para gastar os ons.
Ainda voltei com, sei lá, 200.
É quase um para um. É tipo R$ 200. É quase um para um. Eu vou ter com 2001 pro Brasil. Mas deixa de recordação, tá guardado ou para uma próxima, né?
Não, tá, eu guardei, eu guardei. É que tem a falta do mal setung no Diego, né?
Então fico, acho meio ruim, né?
É meio meio pra eles mantém ainda, cara.
Mantém meio ruim, meio meio inadequado, né?
Mas é isso. Foi foi bem. Então eu não tive dificuldade, não. Acho que foi foi uma experiência fluída. Não pagou.
Paguei essa história deu deu e e tem um negócio legal. Se falando de empreendedorismo, tem um negócio que eu achei legal. Eu a qualquer momento posso montar uma forma de receber dinheiro.
Então assim, é como a maquininha de pagamento que a gente tem aqui no Brasil é o celular. Aqui no Brasil já tem uns lugares que são assim, já tem algumas pessoas que são assim, mas eles estão muito mais na frente. Eu acho que que eu acho que que eles eles não enxergam a o PDV com maquininha, eles enxergam com o celular. Hum.
Então ele o o aplicativo é um aplicativo que permite com que eu possa montar, por exemplo, essa intermediadora que a gente tem de processamento de cartão, etc. É simplificado. Muito muito a de cliência, sub de cliência ficou bem mais se não sei se também é isso, né? Mas enfim, a minha percepção que sim, ficou mais mais tranquila. Eu, por exemplo, posso montar um um um N, eu podia fazer isso no ANP, cheguei a fazer de teste. Agora eu vou receber pagamentos através daqui, posso divulgar e aí, sei lá, abro minha lojinha aqui, se vai pagar, eu vou receber aqui.
Agora, evidentemente, provavelmente isso é controlado pelo governo, não tenha dúvida, mas é isso.
Não é à toa que esses limites de pagamento não me parecem só segurança, me parecem também mecanismo de controle.
Sem dúvida.
Sem dúvida.
Muito bom, cara. Que experiência fantástica, hein, Murilo?
É, foi bem.
Você, como que você resumiria, cara?
Esses 10 dias que você passou lá?
Eu, eu procurei, evidentemente, gastar bastante tempo entendendo a tecnologia sobre um olhar cultural deles, educacional, cultural, enfim. Mas eu também consegui ver um pouco de arquitetura, eu consegui ver um pouco de arte, de culinária. São coisas que me interessam numa boa viagem, né? Eu acho que todos esses aspectos educacionais, culturais, culinária, arquitetura, arte contam uma história. Então assim, é muito mais simples você entender cultura e trabalho e tecnologia quando você também traz esses elementos para dentro do da compreensão, né, da visão de mundo que você tem que ter.
Eh, eu achei fantástico. Achei fantástico. Achei uma forma de ter contato com uma com uma uma nação, um povo, pessoas e tudo que vem eh disso de uma maneira muito muito legal. Foi muito foi muito boa, muito gostosa.
Eh, e 10 dias foi um tempo suficiente para você conseguir ver bastante coisa.
Eh, não sei se eu diria para você que eu voltaria a turismo.
Eh, talvez sim, mas não para cidades aí, talvez fazendo uma outra coisa, né, enfim, uma visão mais turística de fato cultural, né? Exato. E menos também turística de de guia turístico. Mas Uhum.
Sei lá, vai visitar aí um local específico, uma área específica, mas eu diria que que a China ela guarda meio esse charme discreto, sabe? é uma é uma é aquela aquela vergonha ao elogiar uma pessoa. Então tem tem um charme por trás disso que eu acho que a tecnologia tá começando a ganhar. Quando você vê o deepsic, o logo da psips a forma como ela tá no mercado, ela entra com um certo poder de sedução.
Sim.
Capaz de preocupar o mundo ocidental. Eu acho que a Bio ID tem esse poder de sedução. As empresas que a gente visitou lá também começam a ter.
di de drones tem esse poder de sedução.
Então assim, eles entram com esse charme aí, esse. Então isso é uma atração não não agressiva, né?
Não é, então isso te deixa de certa forma eh um pouco mais à vontade para e mais curioso. Então eu achei, eu acho que é é fantástico. Acho que a a gente ganha uma visão de mundo diferente, né? quando saí do Brasil, saí da do mundo ocidental e passa uma experiência oriental desse nível. Então eu acho que para todo mundo que foi pra viagem voltou com essa com essa visão. Então eu acho que que isso mexeu com todos dessa forma. Acho que foi muito foi muito legal.
Bem legal. Voltou com uma visão diferente da China do que você foi?
Ah, voltei. Não tenha dúvida nenhuma. É, ninguém faz uma viagem para um país que tá tão longe e volta igual, né? a gente volta assim um pouco diferente. Toda viagem é é mais ou menos como se mudar a alma de casa, né?
É, você leva um pedacinho da viagem sempre.
Sempre é muito bom.
Muito bom. Murilo, cara, obrigado demais pela tua teu testemunho aqui, trazer essas informações pra gente. Foi muito legal, né, Ron?
Pô, fantástico, cara. E é um e é um é um país que tá em voga, obviamente. E eu acho que você comentou por, por último aqui esse, esse lance de você tem um outro olhar eh diferente que a gente tá acostumado, que é o ocidental e de um ter um olhar oriental, né? [ __ ] os caras estão 5000 anos, enfim, [ __ ] tem muita coisa, muita história lá, né? E principalmente essa a onda que eles estão os últimos das últimas décadas de de fato inovação, pararam de copiar o COPCAT e agora de fato os caras estão inovando.
Isso. É isso. Eu, eu eu eu acho que existe uma uma linha que eles já ultrapassaram e que a gente imaginou que isso fosse acontecer talvez daqui a muito tempo.
Mas o domínio do tempo é uma coisa que a gente tem que aprender que não é nossa, né? Ninguém domina o tempo, ninguém domina os eventos. Então eu acho que eles eles de fato conseguiram subverter algumas coisas, ao mesmo tempo que eles também como sociedade vão evoluindo do ponto de vista cultural, econômico, educativo e sobretudo como nação que deve respeitar os cidadãos, né, e as liberdades. Então eu acho que é um caminho, né? Eu acho que a gente conseguiu aqui trazer uma visão de fato eh uma uma visão realista e sóbria sobre a experiência que o Murilo teve, sem nenhuma ótica e nenhum viés político em relação a isso, porque eu acho que as pessoas têm essa restrição de não procurar entender, não olhar pro que de fato tá acontecendo por uma restrição, um viés político, etc. Gente, se você é profissional de tecnologia, você tem que tá acima disso, você tem que olhar, entender o que tá acontecendo no mundo, né, independente do do de trazer todos os aspectos que contam a história, né? Eh, nem uma história contada de uma visão estreita, é preciso ter uma visão abrangente. A visão abrangente é entender o que que aconteceu para a China se formar como nação. Assim, é importante ter, sem dúvida, ter essa visão como um todo, né? não e entender porque a China é como é, né?
Até pela história que teve, o regime que tem e o impacto que isso tem na sociedade, né? Então você tem que olhar isso sem paixão, tem que olhar isso com uma forma ehenta, insenta para entender de fato como compreende o mundo, como funciona o mundo, né?
É isso. Muito bom.
Obrigado, Murilo.
Que isso?
Foi show de bola, cara. Ron, obrigado, cara.
Obrigado. Obrigado, Murilão, por ter aceito o o convite.
Valeu. Eu agradeço. Muito bom. Espero te ver outras vezes aqui, porque papo contigo, pelo que eu vi, não vai faltar, mas é um prazer para falar o para falar de games é um outro, é verdade. Você tem que voltar aqui é uma outra é uma outra pauta, cara.
Fica aqui o spoiler. Fica aqui o spoiler.
Vai ser um papo bom.
Show de bola. Você que acompanhou a gente até agora, muito obrigado pela audiência de vocês. Se você curtiu o episódio e ainda não deixou o like, você tem a oportunidade agora deixar o like no aqui e no no YouTube, no Spotify, você tem alguma pergunta específica sobre a China para você, Murilo? Bota aqui no comentário que a gente vai passar a pergunta para ele, ele vai ver seu comentário e vai e vai responder aqui. E se você acha que a gente pode contribuir ainda mais com a sua vida profissional, te traz informação, você pode ser membro, né, Rond do PPT no Compila?
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Eu agradeço.
Valeu, galera. Valeu,
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