Suco de laranja 4.0: drones, dados, IoT e IA no campo
Convidados
Rômulo Barbosa
CEO @ Techrom Tecnologia
Claudionor Oliveira Júnior
CIO @ Citrosuco
Explore o episódio
Suco de laranja 4.0: você já parou para pensar quanto de tecnologia existe entre o pé de laranja e aquela caixinha que chega no seu supermercado? Spoiler: é muito mais do que simplesmente espremer a fruta. Neste episódio do PPT no Compila, mergulhamos na operação da Citrosuco, maior produtora de suco de laranja do mundo, e descobrimos como drones, IoT, veículos autônomos e inteligência artificial transformaram o agro em uma das indústrias mais data-driven que você vai conhecer. Nosso convidado Claudionor Oliveira Júnior, CIO da Citrosuco, abre o jogo sobre como a empresa processa dados de mais de 25 milhões de plantas espalhadas em quase 90 mil hectares. A conversa passa por tratores autônomos que pulverizam pomares 24x7, drones que fazem inventário e cubicagem de árvores via visão computacional, sensores de IoT rodando em rede 4G e NB-IoT implantada em dezenas de torres pelo campo, e um combate tecnológico ao greening, a praga que mais ameaça a citricultura mundial. Claudionor também detalha a estrutura de dados que sustenta tudo isso: do SAP S/4HANA (já na versão RISE) até o uso de Databricks, machine learning aplicado à análise fitossanitária e os primeiros passos com IA generativa via Copilot Studio em projetos internos, como a assistente virtual Lara, criada para o RH. Rômulo Barbosa, host convidado, puxa ainda discussões afiadas sobre governança de dados, os bastidores de uma migração de SAP sem downtime e por que o hype da IA generativa nem sempre é a ferramenta certa para o problema certo. Com mais de 20 anos de carreira em tecnologia aplicada ao agronegócio, Claudionor traz uma visão rara de quem está na linha de frente da inovação em uma das cadeias produtivas mais verticalizadas e globais do Brasil, do viveiro de mudas até os portos de Santos, Bélgica, Japão, China e Austrália. Se você quer entender como tecnologia de ponta e ciência de dados estão reescrevendo o futuro do campo, não pode perder essa conversa. Assista ao episódio completo, inscreva-se no canal, siga o PPT no Compila nas redes sociais e confira os links dos convidados na descrição. Depois desse papo, prometemos: você nunca mais vai olhar pra uma caixinha de suco da mesma forma.
- Suco de laranja high-tech: conhecendo o CIO da Citrosuco
- Do pé à gôndola: a jornada global do suco 100% verticalizada
- Quantos sistemas rodam por trás de uma caixinha de suco?
- SAP, mudas clonadas e a engenharia genética da laranja
- Rastreabilidade: o suco sofre as mesmas regras do algodão e da soja?
- Tratores autônomos e drones: a IA chegou no pomar (e seu emprego não está seguro)
- Contagem de 25 milhões de árvores com visão computacional
- Greening: a 'gripe' que ameaça toda a produção de citros
- Guerra de talentos: como atrair devs para o interior de São Paulo
- O dilema real da IA: por que nem tudo é prego para o martelo generativo
- O pesadelo (bem-sucedido) de migrar para o SAP Rise
- Lara: o assistente de IA que revolucionou o RH dos colhedores
- A estratégia oculta da SAP para te prender no ecossistema
- Ciência no campo: a aposta em universidades e startups
- Lição final: por que TI não pode ser só 'gatekeeper'
Essa agilidade na tomada de decisão, ela é ela é fundamental e por isso que a gente entende que o uso em escala desses dados é o que pode nos gerar um diferencial. Coisa, a quantidade de dados que vocês levantam, cara, é deve ser um é gigante, né? Porque de novo, é muita informação de de muitas fontes de dados, né?
Eles querem conversar com a IA e que a IA dê todas as respostas, né? Ou faça tudo por elas, né? E enfim, a gente sabe que não é não é não é bem assim, porque às vezes o cara tá fazendo um um doutorado, um mestrado, tem uma ideia muito boa, não tem quem banca os experimentos, não tem. E eu acho que toda empresa tinha que ter esse viés de cultivar isso, sabe?
Muito bem, muito bem, meus amigos do PPT no Compila, estamos aqui para mais um episódio e hoje eu tô com um assunto mega interessante aqui, daqueles que a gente sai com a cabeça maior, né, R?
Sempre aprende muito nesses episódios.
Cara, quando você vai no supermercado, a partir de hoje, quer dizer, depois desse episódio aqui, você vai começar a olhar o suco de laranja por uma outra perspectiva, vai ver de um jeito diferente aquela caixinha ali, você vai falar: "Pô, mas é só espremer a laranja e botar dentro do da caixinha?" Acho que não.
Acho que não.
Tem muito mais tecnologia envolvida para fazer do que do que a gente imagina e inclusive nós aqui, né? Acho que vai ser uma boa aula hoje aqui, sem dúvida nenhuma. E quem que tá aqui para falar com a gente sobre isso hoje, João?
Tá aqui com a gente o Claudio Anor, que é o CIO da Citroco. Eh, ele veio compartilhar um pouco da, enfim, do mundo da Citroco, né? e principalmente como é que funciona toda a parte de tecnologia, o que que tá por trás, como é que a Citosco tem investido em iniciativas como eh carros autônomos, né, ou velículos autônomos, drone, a parte de dados, enfim, a Centro Succo que é a maior produtora de suco de laranja do mundo, brasileira aqui de Matão, São Paulo. Dá um oi pra galera aí, Claudionor.
Oi. Obrigado aí pelo pelo convite mais uma vez. Acho que satisfação aí poder compartilhar um pouco, né, dessa dessa trajetória, enfim, falar um pouco do como aparece, né, como que surge o suco na caixinha ali do do consumidor, na gôndula. Enfim, sou o Cláudio Anordo Oliveira, sou casado aí com a Fernanda, pai da Beatriz, trabalhando aí na área de tecnologia 22 anos. sempre trabalhei para empresas de agronegócio, gosto bastante do desafio, né, o que como que é uma produção de de commodity, eh, qualquer que seja, porque os desafios de fazenda são muito particulares, né? é uma indústria a céu aberto e, enfim, bem bem bem interessante e que gera muitas oportunidades, né, tanto de plataformas quanto de dados, né, um pouco que a gente vai comentar aqui. Nesse momento tô há pouco mais de um ano na à frente aí da área de TI da Citroco, né, liderando o time global, né? A empresa [limpando a garganta] ela tem pouco mais de 60, 60 anos, atua, né, o processo a produção, né, de sul de laranja aqui no interior de São Paulo, eh, algumas unidades já em Minas, Mato Grosso do Sul, né, todo essa produção e e mais uma parte da produção que é comprada, né, no mercado, ela é processada em três plantas, né, aqui no Brasil, Matão, Araras e e Catanduvas, né, todo esse suco processado, ele é levado até um terminal em Santos, né? E aí de Santos distribuído eh via uma frota de navios próprios também, né?
Navios é preparados, são navios específicos para com tanques para preparar para levar o suco e manter as propriedades, as características, né?
Sem sem perder. Tem entendendo essa questão da da enfim, não não tem que ser pasteizado para não perder, né? A questão da sepsia e porque o suco ele oxida, né? se manter contato com oxigênio, ele não pode. E aí esse suco é levado para unidades, né, que a gente tem nos Estados Unidos, né, que é um um grande consumidor e de lá é distribuído, né, ou para Gente, né, na Bélgica, onde é distribuído ali para toda a União Europeia, ou para um terminal em eh no Japão, outro tem na China também, que também é é entregue, e na Austrália, né? E aí a partir desses pontos onde a gente tem unidade, é distribuído aí para mais de 100 países através dos nossos clientes, né? O nosso negócio é um negócio eh B2B, né? Nós processamos o suco, vendemos para distribuidores e invasadores que aí, né? Ou fazem blend de suco com algum outro com algum outro outro tipo de bebida, né? Ou leva o suco integral pro pro fornecedor pro fornecedor final, né?
E a gente cuida de toda essa tecnologia para garantir que o suco chegue sempre fresquinho pro consumidor aí a né, a grande produção, maior parte da produção é de fato pra exportação, né? Uma pequena parte fica pro mercado, mercado interno.
Muito bom, cara. E eh é interessante saber de toda essa cadeia, né, Ron, de como o a fruta nasce, né, como tem todo esse processo para até chegar dentro do navio e fazer esse esse destino para pro mundo inteiro, né? Então, provavelmente você que tá ouvindo a gente quando viu aquela cena de filme americano do bacon ovos e um copo de suco de laranja, provavelmente aquele suco é da citro suco.
Provavelmente é grandes chances de ser.
Sim, legal.
Então vamos lá que o episódio tá muito bom. A gente vai falar sobre todo o uso de tecnologia dentro dessa cadeia, desde quando eh nasce o pé de laranja, todo o processamento que tem envolvido da para essa fruta, para poder ter toda essa essa cadeia. como que isso é movimentado através de tecnologia, que que a gente tem de IoT, que que a gente tem de máquina autônoma nesse processo. Vamos olhar para esse mercado do agro com um olhar de tecnologia e isso vai ser muito bom.
É legal. Vamos lá.
Bora.
[música] Eu [música] queria te oferecer aqui, Cláudio uma cerveja da nossa nossa cerveja oficial do PP no Cumpila, uma APA Raz, não sei se é Razi mesmo o nome, mas então pra gente molhar o bico.
Opa, eu agradeço deixar mais pro final aí no Happy Hour.
Olha, aliás, muito legal. Vale, só um comentário adicional. Cara, achei fantástico esse a lata.
O design da lata, pô. Muito legal.
É muito bacana. Olha a cor dessa cerveja, cara. Isso aqui é maravilhoso.
Nem, nem me fala, hein. [risadas] E você que tá ouvindo a gente aí, que ficou com água na boca, você pode ganhar aqui um kit da Maralto, a cerveja oficial do PPT no Compila, com um presente da Maralto pros nossos ouvintes. Você só precisa ir até o nosso Instagram mandar uma direct message pra gente com a palavra maralto e a gente vai todo episódio a gente vai sortear uma caixinha dessa aqui pr os nossos ouvintes e você vai vir aqui tomar com a gente no estúdio, vem buscar aqui, vai assistir uma gravação e presente da Maralto aqui pros nossos ouvintes do PPT no Cumpila. Os membros já estão concorrendo automaticamente, tá? Então, se você não pode ser membro, você manda pra gente lá, Maralto, e você vai entrar no sorteio.
Boa, Cláudio Honor. Mudando de lúpulo para laranja, suco, eu vou te fazer uma pergunta bem geral pra gente começar.
Quantos sistemas precisam rodar para uma caixa de laranja virar uma caixa de suco no navio?
Olha, rapaz, você fez uma boa pergunta.
Nunca parei para contar quantos sistemas, né? Mas eu diria que o principal, a base, né, desse, de todo esse processo hoje na empresa roda sobre plataformas SAP.
Uhum.
Né? Então, a empresa, uma empresa se trouxe com uma empresa aí de 60 anos, sempre esteve aí na vanguarda de adoção de de novas tecnologias. E o próprio uso do SAP foi isso, né? quando se decidiu implantar lá em 2000 2006, quando era ECC, depois foi feita uma atualização ali em 2020 para S4 e abril do ano passado migramos para a versão Rise, né, já 2023, enfim, já 100%, né, adequado na na última versão. É, mas além disso, é, é claro que temos ali, dentre sistemas de sensorização, sistemas especializados da área agrícola como irrigação, pulverização, que compõe, né, todo esse processo desde o viveiro, né, porque aí lembrando, nós também produzimos a muda, então vai desde a muda, sim, tem uma das fazendas que tem uma área de viveiro, produz, acho que mais de 1 milhão eh ali de mudas eh por ano, né, porque apesar de ser uma cultura perene, né?
Ela tem um ciclo de vida natural entre 20, 25 anos de produção, onde naquele local é erradicado, né, cortado o pé e plantado uma nova muda e se reinicia o ciclo, né? O pomar ele começa a produzir em média a [roncando] partir do terceiro ano, né? Considerando que já trabalhamos com variedades, né, mais precoces, né?
Imagina, antes a gente tinha lá no na casa do avô, no fundo, um pé de laranja, limão para começar a produzir era com 5, 6 m, né? Hoje em dia não, com 1,5 m uma uma planta de de laranja já dá já começa a dar frutos, né? Com três anos. É como aí mais um aspecto de tecnologia do desenvolvimento das Sim. Porque são essas essas mudas são clonagens, né?
São é tudo tudo enxerto, né? Porta enxerto, né? Então tem, né? Não é simplesmente um um pé de laranja, sempre tem um porta encheito de outra árvore ali.
Entendi. Isso garante a qualidade, o fruto fica mais ou menos padronizado, né?
Exato. Até pelo desenvolvimento e para mitigar custo com pragas, né? Também por isso.
Entendi.
Né? Que tem. Então são vários sistemas até plataformas logísticas, IoT também na na indústria, né? Então tem todos os sistemas industriais ali, posso comentar um pouco alguma coisa de dados e e que tá sendo usado, né? Até o processo de exportação, né, e distribuição, que também é feito por nós. Então o processo é 100% verticalizado do campo até entrega, né, a pro cliente final nos principais pontos consumidores, Europa e Estados Unidos. O Claudenor, aí uma dúvida. Eh, a parte eh, de cítricos, né, que acho que pode falar, eh, ela também sofre mesma eh rastreabilidade que, por exemplo, a soja tem por conta de eh não plantar em área desmatada, não ou é diferente? Tem esse impacto aí? Uma curiosidade, olha, tem, né? Eh, talvez o o caso bem normalmente clássico que se traz disso é do algodão, né? A produção de algodão hoje [limpando a garganta] ela é bem madura no que se diz, no que se refere rastreabilidade, né? Do campo até até a a roupa na na CIA, né? Tem a gente tem a rastreabilidade, né? Então tudo que aconteceu dentro, né, das plataformas da CrossUC, nós temos rastreabilidade, é claro, tem eh outros eh outros programas relacionados a SG, né? Até porque o próprio Pmar ele já ele já exerce um um um trabalho de recuperação, né, de de CO2, né, porque nunca tá campo aberto. Mas eh hoje os clientes eles olham para isso, mas hoje isso não tá na ponta, né, lá no no supermercado dos Estados Unidos, né?
Então a gente revende. Uhum. o reseller, né, o distribuidor ele tem ele tem acesso a todas essas informações.
Ah, entendi. Ah, então você entrega rastreável até a porta do distribuidor.
Isso. Ele tem todo esse consegue fazer o o rastreio reverso.
Consegue?
E isso é um desafio de tecnologia, né?
Você ter todo se rastreio.
Sim.
Você deve ter um volume gigantesco de dados aí para Sim. Hoje a base de dados, é até interessante isso, a base de dados ela tá relativamente grande do SAP e não só do SAP, que a gente tá falando de dados estruturados, mas a base do que vem de todos de todas essas plataformas não estruturadas fora SAP, né, desde industriais, né, até que aí tem muito sensoreamento, até o próprio campo, né, como eu comentei, a gente trabalha muito com em várias unidades com irrigação, né, para garantir a melhor performance, digamos assim.
eh, da planta, né, mesmo no período sem chuva controlado. Então, tem esse sensoreamento além de sensoreamento em máquinas, né, para garantir o melhor manejo, né? Aí manejo cobre várias operações agrícolas, desde uma pulverização de praga, uma adubação para garantir que vai ser despejado a quantidade certa de adubo, né, baseado, né, nas informações que o sistema já tem daquele daquela fazenda, daquele talhão, né? talhão a gente fala que é um é uma é uma subárea da fazenda, né? ela é subdividida em talhões que são recortes que são feitos, né, para fazer uma gestão melhor, né, desde da da plantação até a produtividade. Então, tudo isso é considerado. Até eh equipamentos autônomos a gente já tem testado, né, com parceiro. Sim, isso foi até matéria recente aí na na na Globo News desse do uso desse equipamento autônomo para fazer pulverização, né, onde estamos formando aí equipes de operadores, né, não operadores de drone, mas operadores desse tipo de máquina e equipamento com perfil semelhante. A pulverização é feita por um drone de forma autônoma.
É por um é por um esse autônomo. Ele é um como se fosse um trator autônomo.
Ah, entendi.
É por isso. Por isso que eu comentei. É como se fosse um drone, mas ele é como se fosse um trator, mas não tem operador, né, todo sensoreado. E aí via mapa, né, ele configura ali todas as características para que ele faça a pulverização, né? E aí quando ele entra no pomar, ele faz a pulverização. Ah, ele chegou numa rua, um local onde não tem, né, planta, ele cessa, né, corta para não ter para não ter desperdício.
Tem todo o mapa de produtividade, aonde ele fez, onde ele não fez. E, eh, nesse caso, por ser autônomo, consegue operar 24x7.
Aí, Ron, deixar a dica aqui para quem tá com medo da Iá, né, eh, tirar o seu trabalho de desenvolvedor, etc. Você tá pensando em trabalhar na roça por causa do, você também já não vai dar certo.
Você aí você já dançou também.
É melhor pensar em outra coisa ou não é? Precisamos de pessoas especializadas para operar essas mares.
Exatamente.
Acho que esse é o ponto.
É, mas o cara vai ter, mas se o cara queria colher mesmo ele ter ali a numa fazenda, ele já perdeu. Vai ter que operar o o o equipo autônomo. O autônomo.
É, então vamos ter que rever os nossos planos.
Pois é. E, e [limpando a garganta] Claudinor, a gente tem acompanhado que eh e a Crossco é um certamente é um dos grandes cases o quanto a tecnologia tá avançando no campo, né, efetivamente, como você comentou, máquina agrícola, drone, eh, uma série de sensores ou máquinas que estão emitindo informações ali para que se você tenha mais produtividade, menos desperdício.
É, é, obviamente gere mais receita certamente pra empresa, né? Isso a gente tem visto muito e acredito que vocês são uma referência nesse sentido, né? Olha, a gente tem muita iniciativa que, de fato, vários players eh ou do setor ou de correlatos temnos acessado para consulta, eh acompanhar provas de conceito. Então, do autônomo, de fato, né? Várias empresas eh tanto de for daqui do Brasil quanto de outros setores até de fora já vieram para acompanhar essa operação em campo, né? Porque foi um desenvolvimento aí a quatro mãos entre a citosco e o fabricante, né?
Realmente não tinha. E da mesma forma quando testamos outros tipos de recursos, né? Então drones também fazemos, né? Sobrevoo. Aí era por uma empresa parceira para gerar vários indicadores como eh inventário, né? Eh, parece estranho, mas como a gente conta, né? Quantas plantas nós temos em cada em cada fazenda, né? Ao todo, porque a empresa ela tem ali pouco mais de 30 fazendas, né? Quase 90.000 haares, né? São 25, mais de 25 milhões de de plantas, né? Então, quando você eh extrapola isso, né? Então qualquer desvio na operação representa, né, um relativamente ou muito dinheiro ou, enfim, perda.
Então por isso que é é é bem sensível e a tecnologia em larga escala e o objetivo é para isso, né?
Curiosidade, como é que vocês fazem esse essa contagem? Então é via visão computacional.
Então é via voo sobrevoo de drone, né?
tem uma uma recorrência por ano para fazer isso. E aí ele identifica e ele faz, já que faz o voo, ele é para mais de um objetivo. Então ele já faz o inventário, ele faz também já a cubicagem, né? Saber a a copa, né?
Quantos metros cúbicos tem ali, porque aí isso também é indicador, por exemplo, pra poda, né? Então tem que ter o controle, porque se ela se a a planta cresce demasiadamente sem controle, a gente perde, né, um pouco de adubo porque ela tá crescendo e ela, na verdade, tem que colocar energia na para produzir laranja. Então tem esse controle e também para um outro aspecto que é da colheita, né? A planta se ela cresce muito também dificulta a colheita porque ela ela por enquanto, né, por enquanto não, ela é ainda muito manual, né? Uhum.
Também estamos testando ali, tem uma iniciativa de uma adaptação de máquina para colheita de eh café, amêndoas, olivas. Estamos testando essa máquina também para colheita de laranja. Mas é claro, aí tem vários aspectos envolvidos nisso. Acho que ainda vamos conviver ali com muita colheita, colheita manual, mas então assim, tem tem vários motivos.
Esse sobrevoo, ele fornece todas essas informações que vai ali pro nosso ambiente de dados que é processado e alimenta, né, toda a base de indicadores do time agrícola. E tem uma área ali de inteligência de negócio que usa isso exatamente para depois eh direcionar essas operações. Aonde que é melhor, onde é melhor colher, onde faz onde é é melhor eh fazer uma poda ou tem algum tipo de eh praga que tem que tomar alguma outro tipo de ação. Então é uma combinação, né, na verdade aí de de recursos que a gente usa. É o autônomo para uma pulverização. Depois tem um acompanhamento para saber se isso foi efetivo ou não, né? manual, mas tem.
Então a gente converge tudo isso no nosso data lake, né, para que o time agrícola consoma depois e gere os indicadores para alertas. Hoje a gente tá nesse nível até de fato diariamente, baseado no resultado do dia anterior de vários da combinação de vários indicadores, né? Eh, a gente tem ali uma prioridade de alguns indicadores mais críticos que são enviados para os encarregados de campo via WhatsApp para que eles tomem alguma ação sobre sobre aquele evento que ele recebeu, né? Então é bem assim porque realmente a gente cada dia conta, né? E ainda mais nesses tempos onde o clima, né, tá tá pouco previsível, né, pô, quem assim aqui em São Paulo tudo bem, mas na região lá chover em setembro não é tão comum, região produtora. Então isso acaba atrapalhando, né, não é só a colheita, mas atrapalha o próprio desenvolvimento.
Na na época, no momento que a planta tinha que est em um estress hídrico para poder potencializar o crescimento do fruto, ela recebe chuva. Então isso muda o comportamento. Então assim, essa agilidade na tomada de decisão, ela é ela é fundamental. E por isso que a gente entende que o uso em escala desses dados é o que pode nos gerar um diferencial.
Quero falar com você agora que ainda não conhece a Clever. Clever é uma empresa que já tem mais de 3 milhões de usuários em 30 países com 30 idiomas diferentes, que tem trazido soluções em blockchain, criptomoedas e ativos digitais. O objetivo da Clever é te dar liberdade financeira para operar nesse mercado de cripto. Então, se você acredita nisso, se você acredita nessa liberdade, você já pensa como a Clever, vai conhecer os caras, é clever.Ou estão contratando também pessoal para trabalhar com crypto, com blockchain. Então, se você tem interesse, se você tem conhecimento nessa área, procura a Clever. Se você gosta de criptomoedas, se você opera no mercado, você precisa conhecer a Clever, precisa conhecer as soluções da Clever.
Então, o endereço tá aqui embaixo no vídeo. Para quem não tá no YouTube, é clever. Vai lá, vai conhecer que realmente é um mercado sensacional.
Cara, sensacional. Eh, eu gosto muito desses episódios que a gente faz de indústrias e mercados que são diferentes do que a gente tá habituado falar de tecnologia, né, R? Porque a gente não vê o quanto de tecnologia embarcada tem numa caixa de suco de laranja, por exemplo, né?
Tem, tem, tem muita coisa, não. E e outra coisa, a quantidade de dados que vocês levantam, cara, é deve ser um, é gigante, né? Porque, de novo, é muita informação de de muitas fontes de dados, né?
Sim. E a gente cruza, né, acaba pegando todas essas informações. Igual V de drone é um é um fornecedor, ao sistema de irrigação é outro fornecedor, o autônomo é outro fornecedor, ah, o sistema de de adubação, né, que faz todo o o plano, né, de adubação com também é outro. Então a gente coleta tudo isso, processa, né, mais as inspeções manuais, né, a gente fala muito de uso de máquina, mas eh ainda assim é necessário para algumas atividades, né, um, vamos falar um repasse, né, do aí é o humano inelope, né, então alguém tem que ir lá e fazer por amostragem, né, um acompanhamento, fazer uma vistoria, né, dos pomares. E aí lá ele tem um checklist de indicadores, né, que ele observa ou não, tira foto. Então tudo isso também vem pro pro banco de dados para alimentar esses indicadores, né? Um alerta ou alguém fez uma inspeção, identificou uma praga, pô, então vai ter que criar ali um um manejo para uma pulverização, né? Por exemplo, né? Ou identificou um greening, que é, ó, então tem que fazer uma erradicação. Então, que é um greening?
Greening ele é a a a doença que mais afeta, né, de fato, eh, a laranja. Tanto é que nos Estados Unidos já se produziu muito e a produção se reduziu muito em função ah [roncando] do greening. É porque aí lá nos Estados Unidos eles tentaram por muito tempo acabar, né, encontrar uma solução que acabe com Greening e investiram muito dinheiro, não conseguiram. E a normalmente aonde ele se instala, né, se você não fizer um bom manejo, aquele local fica improdutivo pra produção de citros, né? Citros em geral, seja laranja, tangerina. É, ele é um é um é um um psilídio, que é um um mosquitinho que aí ele vai lá e se alimenta da seiva da planta e aí ele passa para para se ele tiver se o psídio tiver contaminado, ele passa pra planta e aí a planta começa a ter dificuldade de ela começa, né, ficar mais fraca, ele começa a abater, né, deixar ela mais fraca e isso impede a a produção, né, a produção máxima dela. E aí normalmente, né, normalmente o que a gente faz aqui é tratamento com manejo, o que todas as empresas, os produtores em geral, então a identificou e hoje é é a olho no manual, né? O pessoal tem um treinamento lá para olhar e identificar que aquela planta possivelmente tá realmente com com psilídio. Tira uma amostra para ter certeza tem como fazer a análise laboratorial, mas em geral ele vai lá e faz uma marcação naquela planta para que alguém depois venha outra equipe e corte radique. E aí nesse caso realmente tem que cortar, tirar porque senão acaba passando. Senão se vier um psilídio que não tá contaminado, ele vai lá e se alimenta naquela planta, ele se contamina e leva pras demais. Cara, é a gripe do do da da planta, né?
Eh, e e lembra muito o edit nosso, né?
Porque é exatamente isso, mosquito contaminado passa para outro e assim acaba tendo uma uma dispersão muito grande. Pode fugir o controle, né, cara?
Sim, sim. O o e o controle é bem rígido, tanto nessa questão do pomar quanto do entorno. Então assim, tem equipes que olham, né, no entorno, por exemplo, ah, tem uma fazenda, mas do lado tem um um sítio. Eles vão lá, olham no sítio se tem algum alguma um pé de laranja, um pé de limão, algum citrus.
E eles oferecem pro proprietário, olha, você não quer trocar essa esses citros por abacate, manga porque ali pode ser um vetor também. Se ele pode ir lá, é, se ele tiver contaminado, porque se tiver um um uma planta contaminada em um outro local, a pessoa não vai ter esse critério de, ah, não, eu vou erradicar ou não, né? Tá produzindo, tá mais murcho ou não, mas tá tá produzindo. É, então as empresas em geral sempre controlam, inclusive nas cidades, né? Tem um trabalho também até de olhar nas cidades no entorno, é porque realmente é é é é bem sensível, né? Então o manejo ele hoje é na erradicação, né? E aí tem regiões que acabam ocorrendo de ter tanta ocorrência, né, recorrência, que aí não vale mais a pena renovar o pomar, né? Então deixa-se eh aquele pomar chegar no fim de vida e aí, enfim, para de plantar, aí troca a cultura, né?
Eventualmente aí troca por outra por outra cultura. Tanto é que existe um movimento, né, tanto nosso quanto de outros outros eh players, de busca de novas áreas, né, do cinturão, que não fique só aqui em São Paulo, tanto é que sul de Minas já tá já tá produzindo. Eh, Mato Grosso do Sul também, né, já tá produzindo, a gente tem também fazenda com com produção lá, que é tentando fugir um pouco dessas dessas áreas mais afetadas ali por por Greening.
Pô, bem interessante, cara. Olha, uma uma curiosidade que que me que me acendeu aqui, Claudonor, é como que é a estrutura de TI de uma empresa como essa, porque é um trabalho que exige, pelo menos a minha impressão, me corrig se tiver errado, uma proximidade muito grande do campo ali do do sítio, né, do quando fala do sítio do local de da fazenda, etc. Fazenda. Eh, e vocês estão em Matão, se eu não me engano, né?
Isso.
Eh, como é que é essa estrutura? Como é que você tem essa gestão de talentos, por exemplo? Porque você tá, a gente tá falando de coisa, tecnologia avançada aqui, né? Você como que é essa concorrência com o mercado de São Paulo?
Como que você gere isso, cara? Olha, é bem complexo. Você tocou num ponto aí, porque de fato atrair talentos ainda mais para uma região fora de do eixo mais conhecido, né, digamos assim, São Paulo, talvez acho que São Paulo paraa tecnologia, né, São Paulo normalmente é o ponto ali de maior atração. Olha, é um desafio, né? Então a gente tenta criar algum tipo de diferencial além do desafio em si, né? Então assim, eu eu sempre trabalhei no no agronegócio, então eu gosto muito desse tipo de desafio, até porque o agro, se você observar das grandes verticais, foi a última a ter um olhar mais próximo das empresas de tecnologia, né? Se você for olhar assim, esses avanços tecnológicos eh para o campo começaram, sei lá, de 10 quanto quanto que a gente tava falando aí de 4G no campo.
Não tem tanto tempo, sei lá, 10 anos, 15 anos para cá. Diferente de indústria, né, que hoje já se fala indústria 4.0, tudo automatizado.
Pro campo é diferente porque você tá trabalhando ali com a a fábrica, né, entre aspas, a céu aberto. Então é difícil atrair o interesse, né, principalmente de quem já tá acostumado a trabalhar ou híbrido ou remoto ou não quer sujar o pé realmente na no barro, na na na fazenda. Mas a gente tem conseguido, né, reter reter talentos. E no que você comentou ali de tá próximo do campo, a gente tem até pessoas mais dedicadas, né, para tá próximo, né?
Então tem analista de infraestrutura, né? Então a gente tem um olhar e uma proximidade também da área de negócio.
Acho que não é só ter pessoas dedicadas, né? É nós estarmos próximos dos projetos e suportando ali, seja área agrícola, industrial, enfim, e as áreas administrativas. É, é natural, né? já é o já é o dia a dia, mas na área agrícola principalmente eh bem próximos, né?
Então mesmo a gente tendo a nossa estrutura de TI, como a área agrícola ela é relativamente grande, né, bem grande também, na área agrícola existe uma uma célula ali tanto de inteligência, né, de negócio que olha para esses indicadores, eh, quanto uma área de novas tecnologias, né? Então lá também tem um time que olha para tudo aquilo que é novo, né, não tá implantado. Ah, então por um período tava olhando pro autônomo. Agora que o autônomo já já tá validado, entrou em operação, aí vai pro time de operações mesmo.
Entendi.
Mas essas, por exemplo, a parte de colheita mecanizada, então a tá o gerente lá, né, o Gabriel e e o time olhando para esses projetos de inovação, né? Então ele já tem uma equipe e aí o olhar técnico e validação de tecnologia também. Aí a gente acompanha, né, ó, como vai ser a melhor conectividade para esse tipo de de plataforma, o quão preparada ela vai tá pra gente conectar com o nosso Datalake, o quão segura ela é também, né? Então aí o o time de cyber também entra nesse nesse nesse ponto aí para validar, né? Sempre a gente tem ali um uma proximidade para validar a segurança dessas plataformas, né? Então essa proximidade eu acho que ajuda bastante a dar tração para esses projetos aí de de inovação agrícola em geral. E o mesmo agora a gente tá fazendo com a indústria, né?
Naturalmente a indústria já tem eh um um uma um nível de maturidade de controles e processos maior, né? Lá não é diferente. Eh, realmente. Então aí ali já é para olhar para algo, né? Além, né?
Como quando como eu comentei ali, pô, vamos olhar ali pra indústria 4.0. o que que a gente pode aplicar, né, de tecnologia diferente voltado para as paraas nossas especificidades, né?
Então, um bom exemplo é que em duas plantas industriais e eles têm testado ali mais de um ano, na verdade, acho que talvez agora já nem é mais poque, né?
Uma câmera que ela fica ali na esteira onde passa laranja, né? no caminho pra extratora, que é o equipamento que faz a que extrai o suco, é, ela fica ali monitorando corpos estranhos, né? Então, ó, será que tem só laranja? Não entrou um um galho, alguma coisa? Porque se isso for pra extratora, pode danificar, quebrar, pô. Aí o prejuízo é grande.
Então ela tem um algoritmo ali embarcado que quando ela identifica ela já tá delegada ali a automação, ela para a esteira para alguém lá tirar o corpo estranho e ela segue. Então assim, esse é um exemplo como outros que a gente quer discutir eh com eles aí tá próximo para como a gente aplica, né, tecnologias aí, não só I, né, tirando um pouco do hype da IA, mas que tipo de tecnologia pode agregar valor aos processos. Ô Claud Júnior, e além desse fator que você já comentou do da do desafio de atração de talento, quais são os outros desafios que você enfrenta também dentro da área de tecnologia do ponto de gestão, de ferramenta?
Olha, acho que diria na parte de ferramenta, eh, manter a capacitação, eh, do time, né? Aí voltando para essa questão pouco desse do hype, né, da IA, né, é muita, são muitos buz words, né, de é muita ferramenta, as pessoas vão eventos, aí quando voltam dos eventos, eh, cada um chega com cinco, seis plataformas, né, para testar, olhar, enfim, eh, manter o foco, né, acho que do time para aquilo que realmente e vai gerar valor pra companhia. Claro, não virando as costas pro que tá saindo de novo, né? Eu acho que, né, tem que ter aí um um tradeoff e um e um boa análise, né? Não não é virando as costas, mas de toda forma a gente precisa manter o foco, até porque, né, a equipe também não é tão grande para, eu não tenho, né, tantas pessoas para, olha, você vai ficar só dedicado para olhar o que que tá acontecendo em eventos e mercado e outro time não, Marcelo, o time de certa forma ele ele é o mesmo que tá atuando, né, em projetos e e garantindo a sustentação, né? Aí paraa sustentação, nós temos alguns parceiros também que apoiam, porque a operação ela é 24x7, né? Então não tem como eu ter isso, não faz sentido também, né? Então é, além de ser 24x7, é global, né? O o suco que tá aqui, a nossa distribuição, a gente leva para plantas nos Estados Unidos, na Bélgica, eh Japão, China e Austrália, né? E aí depois dali esse suco é é distribuído para, enfim, mais de de 100 países. E então para suportar essa essa operação, temos de fato parceiros, mas manter o foco realmente do time naquilo que vai trazer eh benefício a médio longo prazo, né? Porque aí a que você usa hoje não é dificilmente será que você estará usando daqui a um, dois anos necessariamente, né? Eu não acho que diria seis meses, cara. É, é, [risadas] esse é o ponto, né? Seis meses é o tempo que você leva para aprender e ela já não é mais a Exato.
Ela deixa de ser a a melhor opção eventualmente.
É complicado. Eh, eu eu tava lendo aqui sobre a citrou suco e tem alguns cases aqui, algumas aqui é informação pública, tá? Aí eu queria que você compartilhasse mais com a gente. Vocês tiveram um programa de transformação digital recente, não foi?
[roncando] teve a aí esse programa relacionado foi relacionado até à própria área agrícola.
Eh, recente tem já algum acho que 2022 eh foi aí foi no advento da implantação do 4G nas fazendas, né? Na verdade isso começou lá em 2019, né? 18 19 quando começou essa análise e avaliação, né? Porque em função da tempestividade, né? Precisávamos ter esses dados, né? no no nosso ambiente mais rápido, né, com mais próximo do acontecimento do ocorrido. E aí viu-se, né, em função da velocidade do sensoreamento do campo, né, a velocidade da conectividade não tava, né, no no não não tava na mesma velocidade. Então, foi um grande trabalho dessa análise de levar o 4G pras paraas fazendas, dados os desafios de relevo, né, as fazendas estão em várias localidades, como que a gente consegue montar essa cobertura também. né? Qual que é o a relação de custo benefício aí da de ter 100% ou não da cobertura? E aí foram implantados, hoje nós temos 31 33 agora não me falha a memória, de torres eh 4G, né? Na naquele momento ali foi selecionado no na concorrência a TIM, né? Para fornecer tanto 4G quanto NB e IOT também, né? Hoje a gente ainda, né? Eu tenho provocado o time também pra gente avaliar eh usos, aplicações de uso para o NBA. A gente explora pouco ainda, né? O pessoal ainda acaba pensando muito no 4G, 4G, 4G. Uhum.
Mas eu acho que tem, a gente pode explorar melhor o NB IoT, [limpando a garganta] até porque o 4G ele não vai cobrir de fato 100% da da propriedade. Já o NB ele permite, né? Aí realmente o raio ele diminui o pacote, mas o raio de cobertura ele é bem maior. Aí pra maioria das fazendas temos 100 100%. Então naquele momento foi esse foi um um uma virada de chave porque p uma vez com a cobertura todos os dados de sensoreamento, irrigação, passaram a ser visíveis e chegar pro time de operação lá em Matão, né, de maneira quase online ali, né? Então o tempo de tomada de decisão mudou muito, né? e até a adoção de novas ferramentas, né? talvez a adoção, né, não tava numa atração tão desejável, porque não tínhamos ali a a viabilidade de conectividade. Hoje não, hoje a barreira da conectividade realmente ela já não é mais um um um empecílio, né, digamos técnico. Então a aplicação e e também as plataformas, né, esses equipamentos também comercializados hoje é tudo por padrão já tem, né, ou 4G ou em alguns casos NB IoT, né, quando a gente fala ali de estação meteorológica, tal, para monitoramento de campo tem um ou uma ou outra conectividade. Então, foi foi uma virada, foi um um case grande aí, inclusive pra gente. E e a grande promessa do 5G, que ia resolver o problema de latência, de conectividade, de de IoT, etc., esse negócio meio que esfriou, né, cara? O 4G meio que ele ficou mais consolidado, né?
Consolidou. Consolidou. Bom, assim, aí eu eu enxergo que o 5G ele talvez para nós ainda não tenha uma aplicação prática por enquanto, né? Não, não me lembro agora, talvez algum caso da indústria, porque ele ele traz esse esse benefício de banda e latência, mas ao mesmo tempo a gente tem um desafio ali que é cobertura.
É, a cobertura dele é muito restrito. É muito restrito. Estrito. Exatamente.
Então assim, se se for se com uma antena eu cubro, né, eu coloco 4G em uma fazenda de 5 6.000 1000 haares, né?
Porque ele tem um raio ali de de 10 a 15 eh quilômetros com 5G, ele vai ter 1/3 disso, né? Então aí de uma antena vai para três, quatro.
Uhum.
E aí já começa eventualmente inviabilizar, né? Eu tenho a necessidade de interferir numa operação real time no campo, né? Às vezes uma latência tão baixa, né? É para para assim, eu diria que para operações talvez de missão crítica, né?
Como por exemplo, eu já vi casos de mineração, né? E aí a mineração já tá trabalhando com mais recursos autônomos ali, como caminhão, tal. Talvez para esses casos, talvez não, para eu eu já vi alguns cases onde eles usam via ou rede privada, tal, faça mais sentido. No momento a gente ainda não, assim, a gente tá colhendo os frutos do do 4G agora. Eu acho que tem uma prática, se você tem um 4G estável, eh, com uma com uma qualidade operacional, [roncando] OK?
Você consegue entregar um dado praticamente real time com 4G, né?
Então, como você colocou, mesmo que você, a menos que seja algo que você precisa de uma interferência com uma latência baixíssima, né? Eh, o 4G ele tá, cara, eu uso 4G até hoje no meu celular, cara, e eu assisto filme, série, música, sabe? Acho que acho que a gente deu um passo maior que a perna com 5G, né?
É. E olha que acho que a China já tá testando o 6G, né? Testando o 6G. Quem sabe daqui a pouco o celular tá com com a conexão mais rápida do que a internet da tua casa.
Sim. ninguém vai mais contratar, vai só rotear o o celular porque vai ter uma uma tecnologia eh muito mais rápida. Mas eu entendo que tem realmente aplicação, né, para para isso. Eh, mas aí eu acho que é para indústrias mais específicas, né? Você vê os cases aí, as pessoas operando equipamentos remotos, né? Ah, uma pessoa tá aqui operando um equipamento lá em Matão, né? Aí, pô, 5G é o cara precisa uma precisão maior e tal. Aí faz muito sentido.
Aí faz sentido, mas pro que a gente tem hoje de necessidade e que puts tem muito benefício para ser colhido ainda, não, o 4G tem largura e e latência suficiente para para muito para muito muito projeto ainda.
Legal.
Você que tá aí escutando esse episódio bacana e quer levar toda essa tecnologia, essas novidades pra sua empresa e não sabe como, chama o time da Vembers. A gente pode ajudar vocês com desenvolvimento de software, com arquitetura de soluções, a entender os problemas que vocês estão vivendo e sair do outro lado com uma solução bem bacana. E se você tá escutando o podcast para aprender coisas novas, faz o seguinte, manda um e-mail pra gente no peoplecare@vemers.
E você pode fazer parte também do nosso grupo de talentos. Valeu.
Agora o time do Relações Públicas vai gostar mais de mim.
Ô Cor, eu ia fazer uma pergunta, eh, mas agora voltada à parte de estrutura de dados, que que você pode falar, como é que é a estrutura? Porque imagina que, enfim, o volume é um volume enorme de dados que você captura tanto do do transacional do SAP, mas também principalmente do IoT, dessas imagens que são tiradas dos drones, né?
E como é que você tem organizado isso?
tem time de ciências de dados, enfim, como é que você tem estrutura. Legal. E complementando a pergunta dele, como que é ingerir todos esses dados de uma forma eh tão particular, né? Porque você tem fontes diferentes, você vai ter formatos diferentes, vai ter dado estruturado, não estruturado. Como é que vocês trabalham esse pipe de ingestão de dados para dentro do Lake?
Ah, legal. A gente tá numa jornada até de eh evolução, né, dessa desse dessa base de dados, enfim, desse lake em função até muito do tamanho, né? Então hoje realmente nós fazemos em gestão de todos os dados transacionais do SAP, dados transacionais de outras plataformas e principalmente, né, o grande volume são dados não estruturados das plataformas agrícolas, eu diria, muita imagem, muita muita foto, muito, enfim, e que é o grande volume, né? Não me lembro agora, mas são vários, realmente, eu diria, terabytes aí de dados não estruturados pra gente lidar entre camada, né, quente, né, e e camada fria. Ah, o hoje na minha estrutura, a gente tem uma uma área de dados, né, onde o Rodrigo Garcia ali é o ele é o coordenador, então ele faz toda essa governança, o monitoramento de todo o pipe de ingestão que 90% acontece na madrugada, né? Hoje a gente trabalha muito com D-1. Para alguns indicadores temos ingestões ao longo do dia, né, alguns agrícolas e alguns também eh corporativos.
Mas o que a gente tá buscando agora nessa evolução, né, o ambiente tá estável, mas a gente entende que para o futuro a gente precisa, né, evoluir, né, e até estar preparado para o uso de novas tecnologias, né, como por exemplo IA ou algum outro tipo, né? a gente já usa alguns recursos de a como machine learning, então paraa área agrícola, né, que ela ela é bem desenvolvida, já temos ali modelos que fazem análise de alguns eh aspectos fitossanitários, né? Então, já tem um processamento ali de fato, além de outros que o time usa, né? O time agrícola usa muito ali data bricks, né? Então, a área área agrícola e algumas outras áreas possuem cientista de dados, né, dentro da área e que acessam e consomem esses recursos, né, esse barramento de dados. Eu diria que nós, né, que aí a área de dados ele faz essa governança e fornece, né, pro pro negócio, né, e que, enfim, aí nessa parceria tem tem fluído muito bem, né, porque aí a gente ajuda a garantir segurança, né, garantir sinergia, né, no uso no uso desses dados e até para avaliar as oportunidades, né, uma área tá buscando alguma sinergia, algum projeto, que outra área não tá enxergando. Então aí o Rodrigo também faz esse elo, essa interface entre as áreas quando chega alguma necessidade mais específica. Eu achei muito legal você testado que aplicam bem o machine learning, porque no meio do hype da E Generativa, onde todo mundo acha que tudo é prego e só tem um martelo, a gente utilizar as tecnologias de uma forma mais coerente para resolver aquilo que precisa ser resolvido, hoje tá cada vez mais raro, viu Cludor? Então, às vezes tem problemas simples de classificação, etc., que você faria um modelo super eficiente e barato para rodar numa infraestrutura simples com machine learning e a galera tá gastando o as calças com token para fazer com o generativo, né?
É, as pessoas não querem pensar muito em como rever o processo, eles querem conversar com a IA e que a IA dê todas as respostas, né, ou faça tudo por elas, né? E enfim, a gente sabe que não é não é não é bem assim. eh, com a agrícola e a gente tem muita conversa sobre isso.
Eles também entendem que realmente não não é por aí, né? A gente tem muita oportunidade de rever processo, melhorar processo para que o dado, né, ele chegue melhor tratado e seja até mais fácil, mais barato processar esse indicador depois, né? Porque quanto mais complexo ali o processo, eh, maior é o caminho até você chegar, né? E aí mais tempo consome, mais dinheiro, enfim, tudo tudo tudo é mais custoso. Acho que não pelo custo financeiro, mas pelo pelo custo, pelo tempo, né, das pessoas para executar aquele processo, enfim, aquele aquele indicador, né? Então, é, eu também gosto muito disso. As pessoas tm que, né, o aquilo que é aquilo [roncando] que é aplicável realmente pro problema, né?
Ferramenta certa pro problema certo.
Exato. E não e há para tudo. Para tudo.
Exato. É isso. É suicídio, né? Sim, galera vai no hype, depois quando chega a continha da Antropic no seu e-mail, aí todo mundo fica assustado, né?
Consegue explicar porque estourou, enfim, desviou o budget.
Exatamente. Agora, Cláudinor, uma coisa que você falou no começo do episódio que me arrepiou os cabelos da nuca, foi que você passou por, a empresa passou por sucessivas migrações de SAP.
Isso assusta bastante, né? Você tá migrando seu core inteiro e a gente sabe que uma migração de SAP nem sempre é 100% tranquila.
Aliás, vale só colocar que a gente fez um um episódio sobre razão. Isso deixar aqui no aqui em cima da mente iluminada do meu amigo sobre mundo SA.
Cabeça e sobre o mundo SA. E e cara, é uma coisa que assusta todo mundo mexer no SA.
Sim. Como foi isso? Você falou que agora migrou pro Rise há pouco tempo e tem gente que ainda tá no pensando em migrar pro Hana. É, é, é, quando eu entrei já tinha, né, ele tinha, foi bem quando foi feito, eh, o Go Live, mas já passei por outros projetos eh semelhantes. É claro, foi um projeto, um planejamento aí de um ano, né? E pouco mais de um ano, na verdade, mobilizou toda a empresa, né?
Foi necessário até fazer um freezing em qualquer nova iniciativa, né? Em comum acordo ali com a com a alta direção, né?
Porque, né? Vai, é natural, vamos migrar o SAP, né? Ou a gente migra e evita parar a operação daqui um ano ou, né? ou seguimos com as demais iniciativas e e vamos ver o que que vai dar lá na frente. Mas a empresa foi foi muito muito coesa nisso. Então foi feito esse freezing e e aí entra também a questão dos parceiros, né? Eh, na migração pro Rise pontualmente a empresa até contratou a própria SAP para fazer isso, né? para fazer esse acompanhamento e garantir a qualidade eh do projeto. Aí a SAP trouxe ali outros parceiros de referência, né, como eh a Mignal, que é muito conhecida aí por por pelos aceleradores que ela traz, né, para poder refatorar todo esse código e levar com mínimo de falha, né, para um novo ambiente. Eh, e eu acho que isso do lado técnico ajudou muito a a mitigar falha e do outro lado a questão da gestão de mudança, né, que também foi muito importante em mobilizar todas as áreas, né? Então, não era um projeto, não foi um projeto de TI, foi um projeto da organização, né? Imagina movimentar todas as áreas no no que toca os testes integrados, né? Imagina testar tudo, literalmente, né? Milhares e milhares de de atividades, né? no plano de teste integrado ali para ser feita num num período determinado de tempo. Enfim, foi feito, foi bem-sucedido. Tanto é que no Google Live não houve houve zero zero problemas, zero ruído, zero interferência na na operação.
[limpando a garganta] Sensacional.
É só pegar um gancho sobre ainda sobre o sistema SAP. É, eu já li, já mais de um artigo falando que o, principalmente quando você faz a mudança de diversão, o grande ponto é se você tem, como tem muita regra de negócio, ia perguntar exatamente isso.
É, é. E aí, [ __ ] para você fazer essa migração da regra de negócio, cara, é super custoso. E aí sempre fica, o que eu já ouvi e li, é que quando você sobe isso pro board, fala: "Cara, mas eh não é uma [ __ ] inovação, eu só tô fazendo uma atualização de software e aí quando vem a conta é uma conta gigantesca, [ __ ] gigante, né?" E aí, [roncando] e aí me parece que é um dos motivos que ainda tem muita gente que usa o ECC, porque, cara, vai ficar super caro e aí não consegue justificar a a conta. E aí, enfim, é um é um dilema, né?
E complementando, vocês têm algum processo de governança do SAP? Porque quanto mais customizado, mais difícil de migrar, né? Um SAP vanila é mais tranquilo, né? eles eles se conversam e tal. Quanto mais você personaliza ou traz regra de negócio para dentro, mais difícil é essa migração. Vocês fazem alguma governança?
Olha, eh, existe, né? A gente tem essa essa governança assim do de como as mudanças são feitas no ambiente, né?
Então, esse controle, esse controle ele existe com relação ao nível de customização, né? E como eu, como eu comentei ali, aí a MIGNAL ajuda a mitigar um pouco esse esse trauma, eu diria, né? Então eles têm ferramentas aceleradores que ajudam muito a corrigir esses deparas de customização, mas eu percebo que lá nós não temos é tanta customização, apesar de de ser um um uso já desde 2006, eu acho que isso ajudou muito. Então, quanto mais próximo do standard você opera, né, mais fácil é menos traumático a esse processo, né?
Tanto é que, pô, foi em 2019 migrou pro S4 e e pro Rise, então em 6 anos aí duas migrações sem eh maiores eh percalços. E talvez este seja o ponto dessas das empresas que principalmente que t OCC, que normalmente tem um histórico grande e que tem acaba tendo ali um histórico de customização, né? Então é a customização que acaba tornando caro o projeto aí por dois pontos, né? pelo ponto técnico e também pelo ponto de negócio que às vezes, né, porque normalmente no nesse nessa no processo, né, o projeto de migração, normalmente é avaliado essa a customização e o que a nova versão do SAP oferece de maneira standard, porque normalmente a customização é por um, enfim, um gap de atendimento de processo, especificidade por parte da SAP, né, e numa numa atualização sistêmica, né, a SAP sempre vem com melhorias, normalmente esses gaps são minimizados.
Então, além do ponto técnico, aí tem uma questão cultural, né, e de emo ali, porque as pessoas normalmente têm resistência a mudar, né? Então, ó, o que você sempre fez aqui nessa transação customizada, olha, você pode fazer agora usando o standard desse outro jeito.
Então, também tem esse tradeoff que às vezes é difícil, né? é difícil de lidar, mas no nosso caso, eu acho que o o nível de customização ele é controlado, não não foi um um ofensor no no projeto aí de migração, mas é um desafio, né? Não à toa que muita empresa ainda não migrou pro Rise ali no no ECC com esse dilema, cara. E e aliás, eu vi um estudo, [ __ ] não lembro qual que é a consultoria falando que é tem uma base no mundo, tem uma base gigante ainda de ECC, não só no Brasil. É, porque esse é o dilema, cara. É, é tão, é um investimento tão alto que aí quando o board fala, cara, mas que que vai me trazer de e efetivamente para negócio, né? Não, não é só uma autorização, né?
Né? É, é, é complicado. É difícil colocar isso na balança, né? Porque quando você quando o custo ele é mais acessível, o os pró nova versão brilham os olhos, né? Agora, se você tem uma migração muito custosa, falar: "Cara, mas eu vou gastar tudo isso para ter isso de retorno?
vira uma um um um loquim dentro do próprio loquim, né?
Até que me parece que isso até é um dilema da SAP, né? Porque ela já postergou várias vezes, né? O acho que o o end of o suporte final é do suporte do ECC, [ __ ] era para 2000, acho que já vi 2027, depois já 2030, me parece. Então assim, porque até pra própria SAP isso é um acaba sendo um dilema, né? né? É, é, é um, um mundo complicado. [risadas] É, a SAP realmente aí é é um mundo, diria um mundo, é um mundo paralelo.
Esse esse dilema aí do fim do suporte que já vem sendo postergado. Eu nem tô acompanhando agora do do ECC, enfim, mas tem. É, agora a gente tá tranquilo, né? Putz, ainda bem.
Pode encerrar. Tudo bem.
Mas não, mas não é fácil, né? Não, não, não, não é fácil porquec e não só porque o SCC é o core, né? Mas os outros produtos, né? Sabe? tem outros produtos em BW, né, que já tá também entrando, né, em, enfim, de suporte, porque aí eles já têm uma nova estratégia, né, que é o que é o BDC, que é um novo produto em nuvem, assim como outros, né, né, também a o DRC substitui outros produtos tem com menor impacto e talvez eu até diria que esses eh promovem benefícios, né, geram valor, né, realmente direto, perceptível, comparado a migração do do do core, que aí é mais uma questão de, enfim, atualização, diversão puramente, né? Só tá mantendo compliance, né? Você não tá é que assim, tem o ganho, mas ele é menos tangível, ele é marginal ali, né, dentro do processo. E e qual que é a cobertura que você tem de processo hoje no SAP? Porque voltando lá no começo, você tem processos desde eh usou o termo correto, eu vou esquecer mais dentro da produção viveiro, até viveiro e até o o manejo de campo, plantação, colheita, tem indústria, indústria que e depois logística e depois distribuição. Sim. Olha, todo esse todos essas etapas, né, do campo, do viveram até a distribuição hoje rodam no SA, né? Então, a SAP é tem bastante, são vários módulos ali, desde, enfim, o módulo específico para produção, gestão da fazenda, né? Então, tem um parceiro da SAP ali que é Vistex, que tem um um edologado, né? Então, toda essa parte do viveiro e da gestão das operações agrícolas já estão dentro do SAP, então já tudo é na mesma plataforma. Toda a parte de gestão de pátio, né, também já tá dentro a parte dos processos industriais, né, de produção, tudo já controlado, inclusive com interface e comunicação com alguns eh periféricos, né, como supervisório, como balança, né, para garantir ali ao peso de entrada do caminão, peso de saída. né, para controle de pátio, tudo já no SAP, toda [roncando] a parte de roteamento logístico daquilo que vai da planta pro porto, por exemplo, né, até a exportação do navio, recebimento lá da nossa planta, né, nos Estados Unidos, Europa ou China e distribuição dessa planta para o cliente final. Realmente isso tudo tá tudo tá dentro do SAP, cara. Literalmente fim a fim, né?
Fim a fim da muda a caixinha de suco que chegou.
É. [roncando] que chegou lá pro chinês, japonês, americano e e toda a União Europeia aí, cara. Sensacional. Sens é é uma gestão gigantesca.
Os o os sistemas satélites, eles acabam entrando para atividades mais pontuais quando tem ou para algumas áreas mais específicas, né, como enfim, jurídico, eh, às vezes SG e algumas outras áreas, mas o core, né, da empresa realmente ele está todo, né, dentro do SAP, todos os processos. P.
Eh, mudando de assunto, eh, mas você também já comentou já de alguma coisa, mas eh você comentou algum eh eh momentos atrás sobre a questão de EAI, [roncando] eh que você seja, que que a Cetro Succo tem usado de EAI, quais são as áreas, quais são os principais resultados que você tem colhido com os DEAI?
É, hoje, como eu comentei, a agrícola, né, ela ela iniciou eh esse processo ali com uso de algoritmos já de machine learning. Eh, alguns cientistas de dados dessas áreas criam alguns algoritmos já em Python também, né? Por exemplo, houve uma iniciativa interna que eu achei bem bem interessante para fazer análise de foto, né, para fazer contagem de de frutos, por exemplo, né? Então, foi uma iniciativa interna que a gente usa, olhando já um pouco pro hype, né, que aí é é e aí a LLMs e cloud, copilot, o que a gente fez recente foi um um uma iniciativa aí pro pro nosso RH, né, que foi fazer um assistente, foi até um um piloto ali usando eh Copilot Studio, né, por exemplo, para prover serviços pros colaboradores, né, a a empresa ali tem uma uma uma qu além dos colaboradores, né, eu diria os fixos, tem, né, eu comentei ali da da colheita manual, né, então tem um um período ali de colheita que se contrata muita gente e essas pessoas não têm, né, acesso direto ali a a um computador, um um equipamento.
Então, fornecer, né, esses serviços de RH via WhatsApp, né, como declaração de emprego, olerite e outros que a gente tá incorporando, né, ajudou muito até aproximar a empresa dessa dessa equipe, né, de de colhedores. Então, fizemos esse piloto, a gente tá como qualquer tecnologia, né? A gente descobre oportunidades, ó, os a arquitetura foi feita de uma maneira, mas percebamos que tá, né, o token tá consumindo mais do que a gente imaginou. Como que a gente pode rever isso? Então, a gente tá nesse momento fazendo uma uma revisão, né, e colocando já novos eh avaliando novos serviços para colocar nela. E aí disso despertou o interesse de outras áreas, né, que acham, pô, a Lara, né, o nome dela é Lara, né, Lara de Sensacional, Lara de laranja. Enfim, [risadas] mas ficou legal, ficou legal a a persona ficou bem.
Quase parece a inteligência artificial do PPT no Cupilo, chama Iara.
Iara. Aí, Iara. É legal. Bem, bem.
Mas Lara, Lara tem mais a ver com vocês.
Sim, [risadas] sim. Não, então foi bem bem uma iniciativa bem legal ali com o RH e eles estão ansiosos para para fazer mais coisas.
Legal. É, em paralelo, é claro que a gente vem discutindo internamente a política de de uso de IA, porque as pessoas, né, cada vez mais eh t solicitado, né, o uso de de ferramentas que eles ouvem no mercado. Eh, a gente começou um processo de letramento, né, eu diria, né, desde da alta gestão até os colaboradores em geral abrindo aí eh webinares sobre ferramentas, né? Então, a gente começou eh recente, recente não, no início, desde o do do semestre anterior ali, a falar mais sobre o que tem de LLM ali no no nosso pacote, nosso contrato de 365 com Microsoft, né? Tanto o chat quanto premium, quanto Studio, né? Estamos avaliando com grupos de estudos avaliando outras ferramentas de mercado também, né? Que enfim, é é mais do que natural. cada um, vamos tentar aproveitar o conhecimento de cada um naquilo que eh é mais fácil para ele, aderente, né? Não vamos forçar a pessoa.
É só essa ferramenta que a empresa homologa. O objetivo é a gente sempre tá buscando e homologando novas ferramentas, até porque, né, o cenário sempre muda. Hoje o o copilot ele é muito bom corporativo. Daqui a pouco pode aparecer uma uma plataforma com um custob benefício com algum outro acelerador que facilite a adesão. Então a gente tem aí, eu sempre uso, né, ou ou o Rodrigo através da área de dados ali, ou o time SAP, né, a SAP também naturalmente tem eh buscado eh não vai ficar para trás, tem alavancado, né, investido muito, né, nesse tema de IA, né, então eles têm ali a Julie, que a gente também já tá já tá usando, né?
Então, agora recente fizemos ali um um live para uso nas plataformas que a gente já tem, né? A ideia é explorar isso cada vez mais, cara. Isso é bem curioso porque é uma não é bem a imagem que a gente tem desse AP, né? Eh, porque ele, querendo ou não, é porque quem vive esse mundo pode ter uma imagem diferente, né? Mas eh a gente tem uma imagem assim de ser uma coisa mega corporativa, mais cisuda e não tão eh aberta a esse tipo de inovação, né? Mas o momento tá tão forte que ninguém ninguém pode deixar de olhar para isso, né, cara?
Não. E a SAP acho que ela foi bem inteligente em alguns movimentos nesse sentido, né? Que a SAP, o core é o são os dados do RP que ela sabe que que as grandes empresas possuem. Então como que ela mantém a empresa dentro do seu ecossistema?
Uhum.
Né? Então ela não, a Julia não que seja uma IA SAP, né? Então ela ela criou, assim como o Copilot, ela é uma plataforma que permite você usar dela ou de outros, né? Então o objetivo dela é manter realmente o o cliente no seu ecossistema de dados. Então ela provê isso, né? Então ela tá lançando aí a JLE Studio, né? Você vê como ah tem Antigravity, tem Copilot Studio, tem agora Jed Studio também para isso. Eles fizeram parcerias estratégicas, né?
Então eles têm parcerias estratégicas ali com a DataBabicks, por exemplo.
Então para quem já tem, né? Então o objetivo não é você migrar, né? Então fica muito mais fácil o processo de uso e adoção. Fizeram a parceria recente agora com N8N, né? Então, pô, tão fazendo parceria realmente com os com as referências de cada de cada tema, né?
Data break, N8N ali na na parte de automação.
Sempre a ideia de deixar você quentinho embaixo da asa ali. Confortável.
Exatamente. Exatamente. E criando esses conectores, né, nativos para facilitar a adoção dos clientes, né, em casos de uso, enfim, mantendo, como você comentou, dentro do ecossistema ali sempre próximo.
Sim. É, então, bem interessante isso.
E isso é uma visão nova, né? Porque há muito tempo atrás você tirar o dado de dentro do SAP era um uma briga, né?
É, é, viu? Ainda é ainda tem muita empresa que tem dificuldade ainda tem de tirar extrair dado do SAP. É, é um problema, né? Mas enfim, pessoal da SAP, se quiser vir aqui eh e fazer uma atualização do nosso episódio, né?
Então, mega convidados aqui para vir falar, é legal para falar um pouco aí da da do que eles estão eh promovendo aí de arquitetura, o BDC, essa plataforma nova aí que integra dados e a, enfim, esse ecossistema. Interessante, Claudioor. E e eu nas minhas pesquisas aqui, eu vi que vocês fazem também muito investimento em ciência, porque eh campo é ciência, tudo que a gente falou aqui é ciência e tecnologia, né? E como que é essa participação com o mundo acadêmico, com essas inovações que que partem pr pra área do campo?
Bom, eh, como tinha comentado anteriormente, né, essa o a tecnologia para o agro, né, vem se se intensificando de, sei lá, 15 anos para cá, né? Então, e aí quando a gente fala de nichos como citrus, né? Então é ainda, né, mais difícil algum certos tipos de tecnologia, diferente ali, algodão já tá bem desenvolvido, eh, soja, por conta da escala, né, a produção, né, de de laranja no mundo talvez não seja tão relevante pras indústrias investirem. Então, eh, além do próprio apoio, né, de entidades de classe, como a Fund Citros, né, que que é a entidade aqui que a que agrega todos os produtores, exatamente, para buscar sinergia de pesquisa e desenvolvimento, né, tanto [roncando] direto em variedades quanto em novas tecnologias, a gente busca estar próximo realmente de hubs, né, de de tecnologia para avaliar e buscar parcerias, sinergias de projeto, né, que façam sentido, né, no uso, na aplicação para laranja, né? Então, além de participação, né, o time, né, da da agrícola e a gente tá sempre em contato ali com universidades, né, buscando linhas de pesquisa, né, vendo que tá sendo pesquisado ou específico para laranja ou para uma cultura correlata que a gente possa usar em laranja, né, e vendo como isso se aplica ali pros nossos cenários. Então existe sim, né?
Então a área de tecnologia agrícola tá sempre olhando para isso, né? Paraa universidade, pros hubs de inovação, sem eh perder o contato com as indústrias, né? Assim como foi o desenvolvimento ali do autônomo e que a gente tem discutido também o desenvolvimento da colheita eh mecanizada. Eh, o mesmo a gente faz para outros projetos de outras tecnologias.
Então, de fato, a gente mantém, né, contínuo aí esse contato com o meio acadêmico e hubs de startups e inovações.
Super legal. Eh, legal porque, principalmente a como a Citrus tem investido muito em diversas tecnologias, você ter essa essa aproximação com a com a academia é pô é super importante, né?
Sem dúvida. E e é onde nascem as a as grandes inovações, né, Ron? Tem então investir e em fomentar ali, porque às vezes o cara tá fazendo um um doutorado, um mestrado, tem uma ideia muito boa, não tem quem banque os experimentos, não tem. Eh, eu acho que toda empresa tinha que ter esse viés de cultivar isso, sabe? E o e o e o estado, acho que em São Paulo tem muito, tem a FAPESP, acho que é um é um é uma iniciativa, né? A FAPESP tem alguns fundos também, né? É, ajuda, mas pô, você pegar a bolsa de um cara de doutorado que que para ele se dedicar a fazer isso sozinho com a iniciativa do estado, só cara.
Bom, verdade.
O cara tá tá lascado, então tem que dar incentivo, tem que vocês estão de parabéns por fazer isso, cara.
É sempre no meio. Esse é o objetivo, né?
Não tem, ainda mais quando a gente fala de de nicho, né? Então tem que tá sempre buscando, né, essa ganha ganha, né, cara? A empresa tá investindo com alguma coisa para dar um resultado muito bom para ela depois, né? Então isso é além de de ter essa esse viés de colaboração com com a com a ciência, com a com o mundo acadêmico, é uma outra oportunidade de negócio, porque você pode ter um retorno muito expressivo com uma com uma iniciativa dessa.
E acho que em especial o Brasil, que é uma cara é um motor, né, na parte agro, putz, isso é fundamental, né? Sem dúvida. É, exatamente. Acho que esse é um ponto até importante, porque quando a gente fala de de citros, né, o Brasil é um grande produtor, mas a ideia não é realmente criar uma tecnologia específica para citro sucuco, a gente sempre busca algo para o mercado, né, considerando que nós temos, né, outros outros concorrentes, né, então o México produz também suco, Espanha, Egito, né?
Então, como que a gente pode usar o nosso capital intelectual aqui para pesquisa e desenvolvimento, né, para o nosso pra nossa cultura que, né, e manter isso aqui como um diferencial, né, pro pro Brasil, né, de exportar, né, o suco, né, e não a laranja, né, então como que a gente melhora Isso, exatamente como que a gente melhora essa produtividade para se destacar no no na produção mundial, né, ter um custo, né, não diria um custo acessível, um custo competitivo.
Show. Pra gente encerrar, Claudonor, queria que você trouxesse duas visões suas aqui. Qual é a maior satisfação de ser um gestor de tecnologia numa mega empresa de agro como Citro Succo? E qual é a maior dificuldade?
Olha, eu diria que a maior satisfação e é a colaboração entre as pessoas, né?
Então, eh, hoje em dia eu enxergo que a TI ela não é mais, né, aquela TI que era o CPD, que era uma sala fechada, que era o time de informática, né, é que ninguém podia, né, até para conversar tinha que abrir chamado, né?
Então [risadas] eu acho que essa questão de fomentar a colaboração, né, da TI com as áreas, né, até porque a a TI depende. Eu acho que é um ganha ganha pros dois, porque a TI nunca vai ser, né, eh, tão grande quanto, né, e e com esse movimento de IA, eu percebo também que eu acho que a tendência é que as áreas comecem a criar mais tecnologias também, né? Então, até para desmistificar, né, muita gente pensava que, [ __ ] ia vibe coding e acabar com o desenvolvedor, não, né? Né?
Muito pelo contrário, a ideia é qualificar e melhorar a produtividade.
E e o pessoal de TI tem tende a se envolver mais em negócio, né?
Você é um cara de tecnologia e você manja muito de agro, cara. Você dá uma aula pra gente aqui hoje, né? Então isso é é importante. Eu acho que fica como dica até para todos os profissionais de tecnologia, cara, entenda do negócio, porque aquilo que era estritamente técnico, a IA vai fazer por você, né?
Exatamente. Eu acho que isso aí é é é muito importante você garantir, né, e realmente as as pessoas entenderem que não é só a tecnologia, o papel ali é viabilizar viabilizar o negócio, né, da da empresa de alguma forma. Então, como que ela pela área de tecnologia consegue contribuir, né, com a resolvendo, né, contribuindo na na resolução de algum problema da área agrícola, industrial, enfim, eh, administrativa, comercial, qualquer que seja. Eu acho que isso é um é um um é um ponto bem importante, assim, é isso que eu tento trabalhar com o time no dia a dia. E de desafio assim, eu acho que eu eu entendo que é um pouco lidar com essa ansiedade, né? Aí voltando também aí no no tema da IA, é nessa ansiedade de como a a TI consegue ser mais produtiva, parceiro, né, sem ser sem ser enxergada, né, vista, né, como uma área, né, burocrática, né, e e de novo essa proximidade trazer mais essa visão de parceria e menos de eventualmente, enfim, um detrator, uma área que vai criar Exatamente. Acho que esse também é um desafio tanto do comportamento do time interno, quanto de como a gente leva essa mensagem pra área de negócio, né? Então, como que eu evangelizo, né, a a área de negócio que, poxa, a TI tá aqui para garantir a segurança, garantir que isso seja, né, tem o melhor custob benefício, tem a melhor fluidez, enfim, tem não somos só um gatekeeper, né? É muito fácil você se tornar só um gatekeeper, né?
Então, eh, e é uma visão muito negativa, né, cara? Então acho que a TI tem que estender o braço e abraçar o negócio de qualquer forma.
É. É. E como a área também eh enxerga TI importante no processo de construção, né? Então, ó, o que que eu vou, se se eu tô com uma ideia, né? Então, desde o primeiro momento vamos trazer até aí.
Normalmente as áreas não pensam nisso, né? Pensa só no final. Depois que teve a ideia, depois que consultou algum fornecedor, depois que validou, né? Em teoria, já tá com a solução pronta. Ah, não. Agora eu chamo até aí só para validar o contrato e vamos implantar.
Isso, [risadas] isso quando não contratou, né, que a gente já viu, já que já contratou e falou aí chama pessoal, já contratei agora isso aqui eu acho que isso não acontece [risadas] aqui na acontece na isso, Dinamarca, acho que isso não não acontece por aqui não, [risadas] mas são bons desafios. São bons desafios.
Muito bom, cara. [ __ ] que aula, cara.
Obrigado por vir aqui e compartilhar com a gente esses eh essa experiência de um mercado que nós aqui em São Paulo, acostumado com mercado financeiro, de saúde, a gente não tem essa visão. E eu sempre que a gente traz um convidado de agro aqui, eu fico muito feliz porque eu saio com a cabeça maior ainda, que é muito negócio.
Não, legal. Eu também, assim, sempre trabalhei com agro, mas para cada tipo de commodity tem desafios diferentes. E eu acho que é legal isso, né? entender como que aquele produto chegou naquele ponto, né, daquela forma, o que que aconteceu antes, né? Então acho que isso é é bem interessante.
Muito legal. Obrigado novamente, cara, ter vido aqui, compartilhado com a gente.
Agradeço. Obrigado.
Muito bom. E você que acompanhou com a gente até agora, muito obrigado pela audiência de vocês. Se você curte o nosso trabalho, se você entende que a gente agrega valor na vida profissional de você, pode fazer uma contribuição com PPT não compila, sendo membro do nosso canal lá no YouTube. Vai lá, inscreva-se, seja membro. Se você não pode contribuir dessa forma, você pode contribuir também distribuindo o nosso episódio, compartilhando e deixando a nossa comunidade cada vez maior. Se você não quer ser membro, mas quer contribuir de forma pontual, também pode usar o [email protected].
Vai lá. Eh, agora não posso falar mais de pagar cerveja, que agora nós estamos tomando uma cerveja incrível da Marto, mas pode ganhar.
Mas você pode ganhar, certeza. Exatamente. Então, curtiu, quer tomar um Amaralto com a gente, vai lá no Instagram, manda mensagem, Maralto, e você vai entrar no nosso sorteio e vai vir aqui tomar com a gente, vai levar o seu kit da Maralto e vai assistir o episódio ao vivo. Beleza, obrigado novamente, meu querido.
Obrigado. Obrigado. Um abraço. Valeu.
Valeu,
Episódios Relacionados
1h 20minCIO do Mês: Rodrigo dos Anjos
Rodrigo dos Anjos
22 de nov. de 2023
1h 22minGovernança de Dados no Agro: Do IoT ao Self-Service com IA
Rômulo Barbosa, Diego Dias
13 de jul. de 2026
1h 41minRevolução Digital no Agronegócio: Inovação e Tecnologia na Cargill
Danillo Sciumbata, Valdir Scarin, Joao Alexandre
19 de jul. de 2023
1h 33minMuito Além do Papel: Os desafios tecnológicos da Suzano
Roberto Mansur, Tatiane Romano
4 de out. de 2023
